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AS GAROTAS MADALENAS – Autor: V.S. ALEXANDER





                      Meus amores, estou aqui hoje para falar sobre o livro “As garotas Madalenas”, do autor que escreve sob o pseudônimo de V.S. ALEXANDER. É uma leitura perturbadora e dolorosamente real sobre o que acontecia (e em alguns lugares ainda acontece) dentro das instituições da Igreja Católica que “acolhiam” jovens pecadoras rejeitadas, “em desgraça”, abandonadas a sua própria sorte pela família e pela sociedade e encaminhadas para os conventos para serem regeneradas, tornando-se mulheres “decentes”. Na realidade as únicas transgressões que aquelas meninas haviam cometido era serem bonitas e com opiniões fortes demais. Confesso que, como católica, me senti envergonhada.


As garotas Madalena: Quem poderá salvá-las? por [Alexander, V. S.]O livro narra a história de Teagan Tiernan e Nora Craven e se passa na Irlanda, meados de 1960, onde a Igreja Católica radical dominava e impunha seus valores ao inconsciente coletivo. Em uma obra onde se nota um pesquisa profunda, o autor descreve com detalhes a vida daquelas meninas dentro das chamadas “lavanderias”, que eram uma espécie de reformatório. As internas, apelidadas de “Magdalene Sisters” (“Irmãs de Madalena”), eram principalmente meninas que engravidaram fora do casamento ou que tinham um comportamento considerado imoral, especialmente vítimas de estupro ou prostitutas.

O cenário é chocante e sufocador, as freiras são descritas como mulheres amargas, autoritárias, frustradas e sádicas, que infligiam às garotas sob sua guarda sofrimento físico e psíquico incomensuráveis, com a imposição de longas horas de trabalho árduo em condições desumanas, privando as garotas de qualquer vaidade ou cuidado com a imagem pessoal, cortando seus cabelos e uniformizando suas vestimentas, insultando-as e tolhendo qualquer dignidade que restasse na alma daquelas garotas.

Teagan Tiernan, uma linda jovem de 16 anos, vê sua vida virar um verdadeiro inferno com a chegada de um jovem e atraente padre na Igreja que freqüentava. O jovem padre Mark atraia olhares de todas as mulheres, mas se sentiu especialmente atraído pela jovem Teagan. Perturbado, perseguido por seu passado indecente, o padre resolve confessar-se com seu superior, que rapidamente tratou de resolver a situação jogando a pobre Teagan aos lobos. 

Quando o pai de Teagan, que nunca soube se controlar com a bebida, fica sabendo do possível envolvimento da filha com o padre, toma uma atitude drástica e a leva ao Convento das Irmãs da Sagrada Redenção. Inicia aí o verdadeiro sofrimento em que se tornará a vida de Teagan.

Nora Craven era uma jovem rebelde, ambiciosa e voluntariosa, que também devido a um enorme mal entendido acaba na Instituição. As duas garotas se tornam amigas e juntas pretendem fugir e recuperar sua vida, pois percebem que se permanecerem ali enlouquecerão ou morrerão.

Os relatos são chocantes, havia um orfanato ao lado, crianças eram dadas para adoção de forma ilegal, os bebês mortos eram enterrados ali mesmo nos arredores do muro que cercava a Instituição. Saber que situações como esta foram reais até muito tempo é desesperador e causa profunda indignação e revolta.

Por exemplo, em 2013, as autoridades irlandesas publicaram um relatório de mil páginas sobre esses comportamentos, o que levou o então primeiro-ministro Enda Kenny e as congregações religiosas a pedir desculpas públicas. Convenhamos que desculpas não são suficientes, nunca serão.

Em 2014, o primeiro-ministro irlandês Enda Kenny chamou de “abominação” a maneira como as jovens mães haviam sido tratadas e lamentou que seus filhos tivessem sido considerados como “subespécies inferiores”.

Em 2015, o governo irlandês abriu uma comissão para investigar 18 centros de nascimento que acolhiam jovens mães solteiras, para examinar sua “alta taxa de mortalidade” de recém-nascidos. Esta investigação se deu após o trabalho de uma historiadora, Catherine Corless. Segundo ela, cerca de 800 crianças nascidas em um desses centros, o Lar St. Mary das Irmãs do Bom Socorro de Tuam (oeste da Irlanda), haviam sido enterradas em uma fossa comum, entre 1925 e 1961.

Em mais de um quarto dos casos, o Estado foi responsável pelo envio dessas mulheres para essas lavanderias. Os atestados de óbito apontavam que os bebês tinham morrido de desnutrição e doenças infecciosas, como tuberculose e sarampo. Em 2017 foi encontrado um grande número de ossadas infantis.
Nos últimos anos, várias investigações revelaram a extensão das práticas de adoção ilegal de crianças nascidas de mulheres solteiras, realizadas pelo Estado irlandês com a cumplicidade da Igreja católica.

Isso não é ficção, infelizmente. Os fatos relatados na obra, em uma narrativa que mesmo dolorida não perde a delicadeza e trata com muito respeito o assunto, são trágicos e fazem parte da História, uma história macabra e sombria, de preconceito, radicalismo, dogmas, intolerância e profundo desrespeito a dignidade de qualquer ser humano.

Recomendo a leitura fortemente, é de suma importância nos tempos que estamos vivendo e para que a história não se repita, pois acredito que existem erros que não são passíveis de reparação, tais como os que foram cometidos nesse período por estas Instituições com a conivência e o silêncio eloquente da Igreja Católica.
AUTOR:
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V.S. Alexander é um fervoroso estudante de história, com um forte interesse em música e artes visuais. Algumas das influências de escrita de VS incluem Shirley Jackson, Oscar Wilde, Daphne du Maurier ou qualquer trabalho das requintadas irmãs Brontë. VS mora na Flórida e trabalha em um terceiro romance histórico para Kensington.
SINOPSE: 
Dublin, 1962. Dentro dos portões do convento das Irmãs da Sagrada Redenção opera uma das Lavanderias de Madalena da cidade. Outrora um lugar de refúgio, as lavanderias haviam evoluído para sombrios reformatórios de trabalhos forçados. É para lá que a jovem Teagan Tiernan, de 16 anos, é levada pela família, depois de ter sido transformada em personagem de uma intriga que também envolvia um jovem e belo padre.

Convivendo com mulheres “em desgraça” – mães solteiras, prostitutas, menores infratoras – e garotas comuns, cujos únicos pecados se resumiam a serem bonitas ou independentes demais, Teagan faz amizade com Nora Craven, uma jovem rebelde que pensava que nada poderia ser pior do que sua miserável vida familiar.

As duas jovens se tornam reféns da Madre Superiora e de suas punições cruéis – sempre em nome do amor. Entre fracassadas tentativas de fuga, Teagan e Nora vão descobrir como é árduo o mundo exterior, principalmente para jovens de reputação arruinada.

Narrado com franqueza, compaixão e riqueza de detalhes históricos, As garotas Madalenas é um primoroso romance sobre a vida dentro dessas polêmicas instituições da Igreja Católica. É uma história inspiradora de amizade, esperança e incansável coragem.

DADOS DO LIVRO

  • Número de páginas: 282 páginas
    • Editora: Gutenberg Editora (30 de maio de 2019)
    • Idioma: Português
    • Formato: eBook Kindle
    • Autor: V. S. Alexander 
    • Tradutor:  Nilce Xavier 


                                                                                                               Até a próxima, um grande beijo! 

    By: Thaísa Salvador
    e-mail: thaisaelloa@gmail.com

















    A CARTA SECRETA - LUCINDA RILEY



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                Meus amados hoje estou aqui para falar sobre o livro “A Carta Secreta”, o mais novo livro de uma das minhas autoras prediletas e sem dúvidas, a quem mais conseguiu me levar às lagrimas até hoje, minha diva Lucinda Riley. Em uma história cheia de suspense e polêmica, é um thriller envolvendo a realeza (fictícia) britânica, a própria autora, em nota logo no início do livro revela que começou a escrever A carta secreta em 1998, exatos vinte anos, coincidindo com a época em que a monarquia enfrentava uma baixa histórica após a morte de Diana, a princesa de Gales, e enfrentou um verdadeiro boicote e viu sua carreira virar fumaça da noite para o dia. Imaginem, se eu já estava inclinada a ler o livro, depois de saber desses detalhes a vontade só aumentou.

                A narrativa começa, com o falecimento de Sir James Harrison, um ator de grande prestígio e conhecido mundialmente, aos noventa e cinco anos e junto com ele um grande segredo foi para o túmulo, o paradeiro de uma carta que envolve a família real britânica e coloca em risco a própria monarquia caso seu conteúdo seja revelado. Pessoas poderosas e muito perigosas estão dispostas a fazer o que for preciso, inclusive matar, para impedir que tal carta chegue a conhecimento público.

    Nossa protagonista extremamente carismática, a jornalista Joanna Haslam está no funeral da celebridade e se depara com uma senhora que aparenta estar muito mal de saúde. Joanna está com uma forte gripe e não estava a fim de cobrir o enterro, então se oferece para levar a velha senhora até a sua casa, depois de muita insistência a velha senhora aceita a ajuda. Dias depois, recebe uma carta da senhora misteriosa e se dá conta de que está diante de um mistério, talvez um escândalo de grandes proporções, um segredo guardado há mais de setenta anos, algo de definitivamente alavancaria sua carreira, e decide investigar. Mas em quem ela poderá confiar?  
    “Vou lhe dar um aviso: vai ser perigoso, mas sinto que a senhorita é uma moça íntegra, e essa história precisa ser contada. Se eu não estiver mais aqui, fale com a Dama do Cavaleiro Branco. É tudo que posso lhe dizer por ora. Rezo para que venha a tempo”.
       Forças poderosas vão tentar impedir que Joanna descubra a verdade. Assassinatos estão acontecendo, Joanna corre perigo, mas está determinada e irredutível. Desta forma ela decide se aproximar da família de Sir James, em especial de sua neta preferida Zoe e acaba conhecendo o sedutor Marcus. Em meio a toda essa trama diabólica, existe espaço para uma linda e verdadeira história de amor, de lealdade e amizade.

         Trata-se de uma trama cuidadosamente elaborada e inteligente, como é do feitio da autora, que sabe criar personagens cativantes e carismáticos e também personagens psicóticos, sem escrúpulos e mentalmente perturbados no mais alto grau. Posso dizer que realmente me surpreendeu e é uma leitura extremamente agradável que recomendo fortemente.

    SOBRE A AUTORA
    LUCINDA RILEY


    Resultado de imagem para LUCINDA RILEYNasceu na Irlanda e, após uma carreira inicial como atriz de cinema, teatro e televisão, escreveu seu primeiro livro aos 24 anos. Suas obras já foram traduzidas para 35 idiomas e venderam mais de 15 milhões de exemplares em todo o mundo. Ela está na lista de autores mais vendidos do The Sunday Times e do The New York Times. Lucinda atualmente está escrevendo a série As Sete Irmãs, inspirada na mitologia da famosa constelação. Todos os livros ficaram em primeiro lugar na lista de mais vendidos em diversos países, e os direitos para uma série de televisão já foram adquiridos por uma produtora de Hollywood.


    OBRA
    Resultado de imagem para LIVRO The Love Letter
    FICHA TÉCNICA
    Autora: Lucinda Riley, Título Original: The Love Letter, 
    Tradução: Fernanda Abreu. 
    Editora Arqueiro: 1° Edição (11 de março de 2019)
    Páginas: 480

                                                                                                                POR:
    By: Thaísa Salvador
    e-mail: thaisaelloa@gmail.com







    A menina Má - William March


    ISBN: 9788566636819
    Páginas: 272
    Edição:
    Tipo de capa: Capa Dura
    Editora: Darkside Books
    Ano:  2015
    Assunto: Romances
    Idioma: Português
    SINOPSE: Há 62 anos, um livro de suspense psicológico faria com que milhões de leitores discutissem apaixonadamente essa questão. Que livro era esse? MENINA MÁ, mais um clássico que a DarkSide Books desenterra para os fãs do que há de melhor, e mais sombrio, na literatura mundial. Publicado originalmente em 1954, MENINA MÁ se transformou quase imediatamente em um estrondoso sucesso. Polêmico, violento, assustador eram alguns adjetivos comuns para descrever o último e mais conhecido romance de William March. Os críticos britânicos consideraram o livro “apavorantemente bom”. 

    Ernest Hemingway se declarou um fã. Em menos de um ano, MENINA MÁ ganharia uma montagem nos palcos da Broadway e, em 1956, uma adaptação ao cinema indicada a quatro prêmios Oscar, incluindo o de melhor atriz para a menina Patty McComarck, que interpretou Rhoda Penmark. Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. 

    Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também. MENINA MÁ é um romance que influenciou não só a literatura como o cinema e a cultura pop. A crueldade escondida na inocência da pequena Rhoda Penmark serviria de inspiração para personagens clássicos do terror, como Damien, Chucky, Annabelle, Samara, de O Chamado, e o serial killer Dexter. O romance de William March, que chega as livrarias em 2016, é ainda uma excelente dica de leitura para os fãs da coleção Crime Scene, da DarkSide Books, que investiga casos reais de psicopatas. A ficção nunca antes foi tão assustadoramente real como em MENINA MÁ.

    RESENHA


    Quando nasce a maldade? Nascemos todos inocentes e somos corrompidos pelo mundo à nossa volta? Ou será a maldade uma espécie de semente que carregamos dentro de nós, capaz de brotar mesmo na mais adorável das crianças? Essa é uma pergunta que nos fazemos já nas primeiras páginas deste clássico MENINA MÁ, de William March. Confesso que iniciei a leitura com muitas ressalvas pois o tema é muito perturbador e imaginei que a leitura não seria agradável, contudo o autor nos envolve de tal maneira que é simplesmente impossível largar a leitura.

    A narrativa gira em torno da pequena Rhoda Penmark, uma garotinha de oito anos de idade, linda, adorável, extremamente educada, organizada e responsável, muito amada pelos pais Christine e Kenneth Penmark. Rhoda é adorada pelos adultos e temida pelos coleguinhas de escola, tendo sido inclusive convidada a se retirar de algumas das instituições de ensino que frequentou. Desprovida de escrúpulos, dissimulada, manipuladora, a menina é incapaz de sentir empatia ou qualquer tipo de sentimento, não consegue se colocar no lugar do próximo, e se mostra uma verdadeira atriz, refletindo as emoções que ela percebe que esperam dela, valendo-se de sua inteligência excepcional. Trata-se de uma criança assassina em série de sangue-frio, que é capaz de matar sem titubear, com uma crueldade inimaginável para atingir seus objetivos e saciar sua ganância, pois é amados, é uma história de arrepiar. Em determinados aspectos, a história é ainda mais estranha e incômoda agora do que na época de sua primeira publicação.

    MENINA MÁ surgiu durante a era de ouro da psicanálise nos Estados Unidos, em um momento onde havia bastante receptividade às interpretações freudianas. Apesar disso, naquela época, discutir homossexualidade ainda era tabu, de modo que as alusões requintadas de March sobre homens gays, sobre a homossexualidade feminina e sobre a castração de mães e esposas podem ter passado despercebidas pelos leitores dos anos 1950 ou terem parecido completos disparates. Notamos na obra uma verdadeira fascinação do autor pela violência sexual e perversidade, o que pode ser entendido quando analisamos relatos da vida do próprio William March.

                Na narrativa, Kenneth, o pai de Rhoda (nossa pequena assassina), se encontra fora do país a trabalho, então sua mãe, Christine, se vê sozinha diante de acontecimentos estarrecedores, chocantes e fica arrasada com a incapacidade da filha de nutrir qualquer tipo de sentimento. Christine começa então a pesquisar sobre a mente doentia de assassinos em série e acaba por descobrir a face real da filha. Diante do impasse entre entregar a filha ao sistema e salvar outras pessoas da maldade da menina, e proteger o sangue de seu sangue, Christine se depara com uma inesperada revelação sobre seu próprio passado, que abala suas estruturas, seria ela a culpada pela malignidade da filha? Teria ela transmitido “the bad seed”, a “semente do mal” à menina?

                Com um desfecho a meu ver perfeito, MENINA MÁ é uma leitura sensacional, apesar de bastante assustadora. A narrativa toda é cheia de tensão e muitos temas pesados e polêmicos, no entanto a leitura flui com facilidade devido a grande habilidade e objetividade do autor. Recomendo fortemente aqueles que apreciam um bom thriller e até mesmo aqueles que apesar de não serem fãs do gênero mas que desejem se aventurar nessa atmosfera maligna e cruel da obra. A Darkside nos trouxe a história da semente do mal em uma edição impecável e imperdível. Procurei não me estender muito nos detalhes da história para não privá-los de algumas surpresas da narrativa, mas espero que tenham gostado! 

    SOBRE O AUTOR:
    William March

    Nasceu em uma família pobre no Alabama, em 1893. Alistou-se na Marinha e combateu na Primeira Guerra Mundial, tendo recebido condecorações dos governos norteamericano e francês. Largou a farda logo após o conflito, e os horrores do confronto lhe inspiraram a escrever seu primeiro romance, Company K. 

    Publicou seis romances e quatro compilações de contos. Morreu em 1954, um mês após o lançamento do seu livro mais celebrado, Menina Má.

    Até breve! Beijos!
    By: Thaísa Salvador
    e-mail: thaisaelloa@gmail.com

    AS FÚRIAS INVSÍVEIS DO CORAÇÃO – JOHN BOYNE

    Título original: THE HEART'S INVISIBLE FURIES, 
    Autor: John Boyne
    Lançamento: 06/10/2017 
    Editora: Companhia das Letras 
    Páginas: 536.
    SINOPSE:
    Cyril Avery não é um Avery de verdade ou, pelo menos, é o que seus pais adotivos lhe dizem. E ele nunca será. Mas se não é um Avery, então quem é ele? Nascido nos anos 1940, filho de uma jovem solteira expulsa de sua comunidade e criado por uma família rica irlandesa, Cyril passará a vida inteira à mercê da sorte e da coincidência, tentando descobrir de onde veio — e, ao longo de muitos anos, lutará para encontrar uma identidade, uma casa, um país e muito mais. 

    Além das incertezas de sua origem, ele tem de enfrentar outro dilema: é gay numa sociedade que não admite sua orientação sexual. Autor do best-seller O menino do pijama listrado, John Boyne nos apresenta à sua maior empreitada literária até então, construindo uma saga arrebatadora sobre aceitar-se e ser aceito num mundo que pode ser cruelmente hostil. Uma leitura necessária para os dias de hoje, que reitera o poder do amor, da esperança e da tolerância.

    RESENHA:
                Meus amados, hoje venho indicar a vocês essa obra maravilhosa “As fúrias invisíveis do coração”, do escritor John Boyne, que também nos presenteou com o maravilhoso e devastador “O menino do pijama listrado”. Ao ler a sinopse já me arrepiei e logo desconfiei que uma grande experiência literária me aguardava e eu estava certa.

    A história é narrada em primeira pessoa, o que instantaneamente faz com que criemos uma ligação muito forte com o narrador. Cyril começa a narrativa contando como sua mãe, Catherine Goggin, uma adolescente de 16 anos, grávida foi humilhada, execrada pelo padre James Monroe perante toda a paróquia e expulsa da comunidade, rejeitada até mesmo por seus pais e irmãos. Considere o ano de 1945 e um vilarejo nos confins de uma Irlanda onde o catolicismo imperava e já de início sentimos o impacto da cena nauseante, muito bem norteada pelo autor em linguagem direta e franca:
    “Muito tempo antes que descobríssemos que ele tinha dois filhos com mulheres diferentes (...), o padre James Monroe usou o altar da igreja de Nossa Senhora, Estrela do Mar, paróquia de Goleen, West Cork, para denunciar minha mãe como puta. (...)”   
                Catherine é jogada á própria sorte e tendo sido expulsa da comunidade onde viveu por toda a vida é obrigada a partir, de modo que pega suas economias e parte para Dublin em busca de trabalho. No trem Catherine conhece Sean MacIntyre, que também está indo para Dublin para encontrar o amigo Jack Smoot, que lhe providenciou um trabalho.É Sean quem a ajuda a enfrentar a cidade grande, juntamente com seu  Jack Smoot, os três se tornam inseparáveis e moram em um minúsculo apartamento onde os dois rapazes dividem o quarto e sem que Catherine desconfie mantém um relacionamento amoroso.

                Manter um relacionamento homoafetivo naquela época poderia significar uma sentença de morte, um pai preferia matar seu próprio filho a aceitar que o mesmo fosse homossexual (seria absolvido pelo júri por ter cometido o crime em circunstâncias extremas de ter um filho doente mental), Catherine descobriria isso da forma mais trágica possível. Cyril nasce em meio a luta de sua mãe para sobreviver e salvar seus amigos:
    “ (...) E então ela deve ter perdido os sentidos, pois o silencio voltou a reinar na sala até o minuto seguinte, quando eu aproveitei a paz e quietude para acabar de sair, e o meu corpinho caiu no tapete imundo do apartamento do primeiro andar da Chatham Street, numa poça de sangue, placenta e muco. (...) abri os pulmões pela primeira vez e, com um poderoso bramido, que os homens no pub lá embaixo devem ter ouvido, pois subiram a escada correndo para descobrir a causa de tamanha algazarra, anunciei ao mundo que havia chegado, que havia nascido e finalmente fazia parte disto tudo(...)”
                Cyril nasceu e foi adotado pela abastada família Avery, apesar de receber toda a assistência financeira, seus pais adotivos nunca esconderam a verdade a respeito da adoção e deixavam bem claro que ele não era um “Avery de verdade”, que eles não eram de fato seus pais. Mantinham um relacionamento frio e distante. Sua mãe adotiva, escritora excêntrica, vivia em seu próprio mundo e seu pai adotivo, no mundo dos negócios, fraudes e muitas mulheres:
    “(...) eu aceitava que era apenas uma criatura viva dividindo a casa com dois adultos na maior parte do tempo alheios um ao outro. Davam-me comida, roupa e escola, e queixar-me seria mostrar um nível de ingratidão que decerto desconcertaria os dois (...)”
                Cyril descobre seu interesse por garotos muito cedo, ainda na infância conhece Julian, que se torna seu amor platônico, objeto de fascínio e desejo. Durante mais de trinta anos de sua vida esconde sua essência e conforma-se com encontros fugazes, com a promiscuidade, colocando sua própria vida em risco toda vez que sai em busca da satisfação de seus ímpetos sexuais. A vulnerabilidade emocional, o desamparo em que este homem forte se encontra emociona demais durante todo o livro. Chega um momento no entanto em que Cyril se dá conta de que ao não se assumir, ele está prestes a estragar não só a sua vida, mas de uma pessoa pela qual tem muito carinho.  
    “Era uma época difícil para ser irlandês, ter vinte e um anos e ser um homem que sentia atração por outros homens. Ser as três coisas simultaneamente exigia um nível de subterfúgio e astúcia incompatível com a minha natureza. Eu nunca havia me considerado uma pessoa falsa, detestava me imaginar capaz de tanta mendacidade e hipocrisia, porém, quando mais examinava a arquitetura da minha vida, mais me dava conta do quanto os seus alicerces eram fraudulentos. A certeza de que passaia o resto do meu tempo na terra mentindo para as pessoas pesava muito sobre mim e, nessas ocasiões, eu pensava seriamente em acabar com a vida.” (BOYNE, 2017, p. 190). 
                A narrativa cobre um período de 70 anos da vida de Cyril. A trama é sensacional e de uma sensibilidade incrível. A forma como a vida dos personagens se cruzam, mostrando os impactos que causaram na vida um do outro é genial. Existem momentos em que coincidências improváveis acontecem no livro, mas nada que atrapalhe ou desmereça a obra. O fato de Cyril ter sofrido tudo o que sofreu, ter perdido muitas pessoas que amava de forma trágica e violenta e ainda ser uma pessoa doce e não guardar mágoas é uma verdadeira lição e certamente foi o amor que o manteve vivo.

    Trata-se de uma história maravilhosa, tocante, crua, que escancara a hipocrisia com a qual muitas vezes nos deparamos, por exemplo, dentro da própria igreja, da própria família que deveria acolher e amar. Uma narrativa que mostra que a intolerância, o preconceito, a negação e a hipocrisia matam. 

    A leitura desta obra foi uma verdadeira montanha russa de emoções e inúmeras reflexões. 

    Confesso que ao finalizar a obra eu estava com um sorriso no rosto, apesar de toda a feiúra, mostra que ainda há esperança, que ainda existe o amor. O amor que não tem idade para acontecer, o amor que não tem gênero, o amor que supera tudo, o amor que liberta, o amor que permanece. Recomendo fortemente...uma leitura para a vida, que acalenta a alma!

    Autor: JOHN BOYNE
    Nasceu na Irlanda, em 1971, e mora em Dublin. Escreveu diversos romances que já foram traduzidos para mais de quarenta idiomas. Seu livro mais célebre, O menino do pijama listrado (2007), lhe rendeu dois Irish Book Awards, vendeu mais de 5 milhões de exemplares pelo mundo e foi adaptado para o cinema em 2008.

                                                                                                                   Beijos e até breve!
                                                                                                          Por
    Thaisa Salvador 
    Contato: thaisaelloa@gmail.com


    CAIXA DE PÁSSAROS (BIRD BOX) - Josh Malerman


    ISBN: 9788580576528
    Editora: Intrínseca
    Edição: 1ª 
    Páginas: 272, 
    Ano da Edição: 2015
    SINOPSE:

    Romance de estreia de Josh Malerman, “Caixa de Pássaros” é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.
    RESENHA
    Meus leitores amados, hoje venho comentar com vocês a respeito da obra “Caixa de Pássaros”, do autor Josh Malerman. Adoro thrillers mas confesso que a vontade de ler o livro despertou quando surgiu a notícia de que a Netflix lançaria o filme homônimo baseado nesta obra e a protagonista seria ninguém menos que a diva Sandra Bullock. Ainda assim iniciei a leitura sem grandes expectativas e sem esperar qualquer profundidade na narrativa, acontece que para minha grata surpresa, fui imediatamente fisgada pelo enredo intenso, assustador, apocalíptico e muito bem escrito, não conseguia largar o livro.

    Em meio a um verdadeiro apocalipse desesperador, pessoas misteriosamente assassinam outras brutalmente e depois cometem suicídio, aparentemente a loucura é desencadeada por algo, alguma “criatura” que as pessoas vêem. 

    Malorie, nossa protagonista, em meio a todo esse terror, descobre que está grávida, assumiria a responsabilidade de mãe solteira. O caos, entretanto, se aproxima rapidamente, Shannon, irmã de Malorie se suicida. Fragilizada pelo inicio da gravidez, ela sabe que precisa de ajuda e que não será capaz de sobreviver sozinha, assim, Malorie vai até uma casa próxima onde algumas poucas pessoas (Tom, Don, Felix, Jules e Cheryl) estão reunidas tentando perseverar e manter a lucidez em meio à loucura, ao terror que tomou conta da cidade. 

    Os olhos permanecem vendados, o que você não ver não pode te machucar. Eles formam uma pequena comunidade dentro daquela grande casa, surgem grandes conflitos, o tempo vai passando e Malorie se dá conta que em pouco tempo o bebê que carrega nascerá, será ela forte o suficiente para resistir? O bebê sobreviverá?

    O livro segue intercalando as histórias trágicas do passado de Malorie, Tom, Don, Jules e Cheryl. Eles estão vivendo trancafiados dentro da residência, janelas trancadas cobertas com panos escuros e jornais, portas bloqueadas...o medo está instaurado e o leitor também fica apavorado e ansioso. O que seriam as “criaturas”? Elas assumiriam a forma do nosso pior medo? Seriam alienígenas? Como ela criaria um bebê? Existiriam outras pessoas procurando ajuda? Eles poderiam ajudar outras pessoas (se ainda houvesse alguém vivo) sem se expor? A humanidade estaria extinta? Enfim, são inúmeros os questionamentos e o autor soube conduzir a narrativa com maestria de forma a nos instigar sempre.

    Nossa protagonista está determinada a lutar por sua vida e de seu bebê, e embarcamos com ela nessa tensão desde a primeira página. A história tem, sim, alguns furos, que particularmente só consegui perceber ao refletir após finalizar a leitura, no entanto nada que comprometa a obra, que é sensacional e definitivamente cumpre a intenção do autor de nos fazer querer devora-la em busca de respostas. E, sem spoiler, mas garanto que o final que o autor elaborou foi incrível.

    Depois de ler o livro devo dizer que fiquei muito receosa para assistir o filme, pois o livro é realmente impactante, não esperava muito do adaptação (e para ajudar não sou muito fã de terror psicológico), contudo me surpreendeu, adianto que a NETFLIX caprichou, o carisma que na minha opinião faltou na protagonista da obra, sobrou no filme na personagem da Sandra Bullock. O filme, mesmo não sendo estritamente fiel à obra, tomou um rumo inteligente, explora a essência do medo, sem, no entanto, explicitar algumas passagens muito fortes do livro, o que pode ter decepcionado alguns leitores. 

    Então meus caros, se estão afim de embarcar nesse mundo de escuridão e curtem um bom terror psicológico, não se arrependerão, é uma ótima escolha. Até breve! Beijos 

    ***
    AUTOR:
    Foto -Josh Malerman
    Josh Malerman é cantor e compositor da banda de rock High Strung. Filho do meio, Malerman gosta de escrever ao som de trilhas sonoras de filmes de terror, como Grito de horror e Creepshow – Arrepio do medo. Ele mora em Ferndale, Michigan, com a noiva. Caixa de pássaros é o seu romance de estreia. Publicados pela Editora Intrínseca temos os títulos: O Piano Vermelho e Uma Casa no Fundo de um Lago.

    ***
    Por: Thaísa Salvador
    e-mail: thaisaelloa@gmail.com













    ALMAS GÊMEAS - Nicholas Sparks


    Lançamento:16/10/2018
    Título Original: EVERY BREATH
    Tradução: FERNANDA ABREU
    Páginas: 288 
    SINOPSE:
    Hope Anderson está numa encruzilhada. Aos 36 anos, ela namora o mesmo homem há seis, sem perspectiva de casamento. Quando seu pai é diagnosticado com ELA, Hope resolve passar uma semana na casa de praia da família, na Carolina do Norte, para pensar nas difíceis decisões que precisa tomar em relação ao próprio futuro.

    Tru Walls nasceu numa família rica no Zimbábue. Nunca esteve nos Estados Unidos, até receber uma carta de um homem que diz ser seu pai biológico, convidando-o a encontrá-lo numa casa de praia na Carolina do Norte. Intrigado ele aceita e faz a viagem.

    Quando os dois estranhos se cruzam na praia, nasce entre eles uma ligação eletrizante e imediata. Nos dias que se seguem, os sentimentos que desenvolvem um pelo outro os obrigam a fazer escolhas que colocam à prova suas lealdades e reais chances de felicidade.
    O novo romance de Nicholas Sparks, na tradição de Diário de uma Paixão e Noites de Tormenta, aborda as muitas facetas do amor, os arrependimentos e a esperança que nunca morre, trazendo à tona a pergunta: por quanto tempo um sonho consegue sobreviver?

    RESENHA
                Amados! Estou aqui hoje para indicar para vocês o mais recente lançamento do mestre dos romances Nicholas Sparks, trata-se do livro “Almas Gêmeas”, cujo título original em inglês é “Every Breath”, lançado mundialmente em outubro do ano passado. Já li muitos livros do nosso querido Nicholas Sparks, tanto em português como em inglês e posso afirmar que este está entre os meus preferidos, é uma história simplesmente arrebatadora, capaz de arrancar muitos suspiros, lágrimas e gargalhadas.

                A narrativa inicia com o autor se valendo do recurso literário da “autoinserção” – no qual o próprio autor faz uma a aparição numa obra de ficção, ou como um narrador autobiográfico pouco disfarçado – o que acrescenta uma dimensão interessante e instigante à narrativa que conta a história clássica de amor não vivido de Tru e Hope:
    “(...) Abri o fecho do envelope. Dentro dele havia mais ou menos uma dúzia de folhas, copias Xerox de três cartas e de alguns desenhos retratando um homem e uma mulher que pareciam claramente apaixonados um pelo outro. Pus as imagens de lado e peguei o texto. A primeira linha chamou minha atenção:

    O destino que mais importa na vida de qualquer um é aquele relativo ao amor .
    (...) Depois de ler as cartas e examinar os desenhos, senti uma idéia tomar forma, a de que eu de algum modo conseguiria encontrar o autor e aventar a possibilidade de transformar aquela história fascinante em livro. (...)”
    A princípio somos induzidos a ter a impressão de que se trata de uma história real, fato que o autor esclarece logo após o epílogo.

                Nosso protagonista Tru Walls nasceu e viveu no continente africano por toda sua vida, nunca chegou a conhecer o pai, perdeu a mãe em um trágico incêndio e foi criado pelo avô e pelo padrasto em um ambiente hostil e selvagem sob vários aspectos. Tão logo Tru atingiu a idade adulta, deixou seu lar e foi trabalhar como guia de safári nos mais diversos Parques Nacionais africanos, conduzindo turistas e hóspedes do mundo todo pela selva que conhecia tão profundamente. 

    Aos 42 anos, vivendo no Zimbábue, Tru recebe uma misteriosa e surpreendente correspondência em que seu pai biológico que vive nos Estados Unidos, na Carolina do Norte manifesta o desejo de conhecê-lo e revela que está morrendo. Tru parte para uma viagem que mudará definitivamente o rumo de sua vida. Em solo americano, em uma casa majestosa na praia de Sunset Beach, Carolina do Norte, Tru aguarda ansiosamente por conhecer seu pai biológico quando o destino o coloca frente a frente com Hope.

                Hope Anderson, nossa carismática protagonista, é uma enfermeira de traumatologia, de 36 anos, que namora o mesmo homem há 6 anos, um relacionamento de idas e vindas e que está em um momento de crise. Hope está em Sunset Beach, sozinha, no chalé da família para o casamento de uma querida amiga. Imaginou que o chalé que sempre fora seu refúgio lhe traria um pouco de paz e tranqüilidade, mas nada estava ajudando, sentia-se assoberbada pela vida, pelo relacionamento que não se definia, pelo diagnóstico da doença degenerativa de seu pai, por estar se despedindo do chalé que será vendido para o tratamento de seu pai, por se sentir incompleta e pelo desejo constante de constituir família e ter seus próprios filhos em contraponto ao seu relacionamento estagnado.

    Hope e Tru se encontram, e todo o clima e a paisagem descrita pelo autor constroem um cenário inebriante e mágico. Eles se apaixonam e vivem uma intensa história de amor, um verdadeiro encontro de almas. Contudo, a vida acontece e tristes circunstâncias fazem com que em poucos dias Hope faça uma das escolhas mais difíceis de sua vida, partindo e deixando o homem do qual se lembraria e amaria por toda sua existência desconsolado e sem direção.
    “(...) – Volte para mim – sussurrou ele, ao mesmo tempo que a via chegar à esquina que levava à estrada principal para sair da ilha. Mas ela não podia escutá-lo. À sua frente , o carro diminuiu a velocidade, mas não parou. Sem conseguir mais olhar, Tru curvou o corpo para a frente e levou as mãos ao joelho. Embaixo dele, o asfalto estava manchado por suas lágrimas. (...)”
    A história divide-se em duas partes, o encontro dos dois, que se passa nos anos 90, e 24 anos depois, quando a história se desenvolve mais lentamente e nos leva a um desfecho, daqueles bem ao estilo do nosso autor. A maior parte da história é narrada em terceira pessoa e com maestria, Nicholas Sparks vai conduzindo nossas emoções, nos surpreendendo sempre. De fato me emocionei muito com a história, é um relato de amor incondicional, de perdão, de altruísmo e de como as escolhas que fazemos podem nos destruir ou nos edificar. Indico fortemente, é uma leitura fácil perante uma escrita impecável e intensa. 

    Sobre o autor:
    NICHOLAS SPARKS lançou seu primeiro romance aos 31 anos, ao qual se seguiram outros 19 livros. Suas obras foram traduzidas para 50 idiomas e já venderam mais de 100 milhões de exemplares no mundo todo. Onze de seus livros ganharam adaptações para o cinema. O autor mora na Carolina do Norte e tem cinco filhos.

    Até breve! 
    Beijos.
    Por: 
    Thaisa Salvador





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