A Trégua - Mario Benedetti


Ano: 2007 
Páginas: 184
Idioma: português
Editora: Alfaguara
Sinopse:
Escrito em formato de diário e com fina ironia, A Trégua traz a história de Martín Santomé, um homem maduro, de muita bondade, meio apagado, mas inteligente. Prestes a completar 50 anos, viúvo há mais de vinte, Santomé mora com os três filhos. Não se relaciona bem com nenhum deles, tem poucos amigos e mantém uma rotina monótona e cinzenta. No diário, conta os dias que faltam para a aposentadoria; mas não tem idéia do que fará assim que se livrar do trabalho maçante. Seu destino, no entanto, mudará quando conhecer Laura Avellaneda, uma jovem discreta e tímida contratada para ser sua subalterna. Com ela, Martín Santomé voltará a conhecer o amor, numa luminosa trégua para uma vida até então triste e opaca. Mas será que essa relação conseguirá ir adiante? Muito mais do que uma história de amor, A trégua é um questionamento sobre a felicidade e um retrato às vezes bem-humorado, às vezes ferino, dos difíceis relacionamentos humanos.


Resenha:
Escrito como se fosse um diário, esse homem, que está com quase cinquenta anos e prestes a se aposentar faz uma reflexão de sua vida e de seu trabalho. 

Ele que muito o descanso, mas também não sabe o que fazer com ele. Isto porquê sente-se extremamente só. Após ficar viúvo, criou seus três filhos sozinho, e sempre trabalhou muito. Já pode dizer que háuma relação boa com seus filhos. 

Estes, já adultos, têm uma sua personalidade. Estevão é o mais velho, e o filho com o qual tem menos afinidade. Blanca, a filha do meio, é a mais carinhosa e companheira. 

E Jaime, o mais novo, é o que ele pensa amar mais, mas então ele se revela homossexual, sai de casa e nem dá a chance ao pai de terem uma conversa. 

Nesse turbilhão de acontecimentos, ele apaixona-se por Avellenada, uma colega de trabalho de vinte e quatro anos. A partir daí ele redescobre o sentido da vida. Ele anseia pela aposentadoria para dedicar-se totalmente a esse amor. 

Mas Deus novamente lhe prega uma peça, e ele se vê novamente sozinho, aposentado e sem perspectiva nenhuma de futuro. 

O personagem vai ao longo do livro nos revelando suas angústias diante da vida, angústias essas que são comuns a todos nós, reflexões sobre a família, as relações entre pais e filhos, sobre o amor e sobre a morte, momento que nos desestabiliza, mas que é inevitável a todos.

Sobre o autor: 
Mario Benedetti 

(Paso de los Toros, 14 de setembro de 1920 — Montevidéu, 17 de maio de 2009) foi um poeta, escritor e ensaísta uruguaio. 

Integrante da Geração de 45, a qual pertencem também Idea Vilariño e Juan Carlos Onetti, entre outros. Considerado um dos principais autores uruguaios, ele iniciou a carreira literária em 1949 e ficou famoso em 1956, ao publicar "Poemas de Oficina", uma de suas obras mais conhecidas. Benedetti escreveu mais de 80 livros de poesia, romances, contos e ensaios, assim como roteiros para cinema.

Dentre as diversas honrarias que recebeu destacam-se o 
  • Prêmio do Ministerio de Instrução Pública (1949) conquistado em função de sua primeira compilação de contos, Esta Mañana; 
  • Prêmio Jristo Botev da Bulgaria (1986) pelo conjunto de sua obra; 
  • Prêmio Ibero-americano José Martí (2001); 
  • Prêmio Internacional Menéndez Pelayo (2005) que é dado em reconhecimento ao esforço de personalidades em âmbito artístico e científico em prol dos idiomas ibéricos.
                                                                                                                      Por
Cristina Daitx 
Contato: cristina.scheffer@hotmail.com


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