A menina Má - William March


ISBN: 9788566636819
Páginas: 272
Edição:
Tipo de capa: Capa Dura
Editora: Darkside Books
Ano:  2015
Assunto: Romances
Idioma: Português
SINOPSE: Há 62 anos, um livro de suspense psicológico faria com que milhões de leitores discutissem apaixonadamente essa questão. Que livro era esse? MENINA MÁ, mais um clássico que a DarkSide Books desenterra para os fãs do que há de melhor, e mais sombrio, na literatura mundial. Publicado originalmente em 1954, MENINA MÁ se transformou quase imediatamente em um estrondoso sucesso. Polêmico, violento, assustador eram alguns adjetivos comuns para descrever o último e mais conhecido romance de William March. Os críticos britânicos consideraram o livro “apavorantemente bom”. 

Ernest Hemingway se declarou um fã. Em menos de um ano, MENINA MÁ ganharia uma montagem nos palcos da Broadway e, em 1956, uma adaptação ao cinema indicada a quatro prêmios Oscar, incluindo o de melhor atriz para a menina Patty McComarck, que interpretou Rhoda Penmark. Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. 

Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também. MENINA MÁ é um romance que influenciou não só a literatura como o cinema e a cultura pop. A crueldade escondida na inocência da pequena Rhoda Penmark serviria de inspiração para personagens clássicos do terror, como Damien, Chucky, Annabelle, Samara, de O Chamado, e o serial killer Dexter. O romance de William March, que chega as livrarias em 2016, é ainda uma excelente dica de leitura para os fãs da coleção Crime Scene, da DarkSide Books, que investiga casos reais de psicopatas. A ficção nunca antes foi tão assustadoramente real como em MENINA MÁ.

RESENHA


Quando nasce a maldade? Nascemos todos inocentes e somos corrompidos pelo mundo à nossa volta? Ou será a maldade uma espécie de semente que carregamos dentro de nós, capaz de brotar mesmo na mais adorável das crianças? Essa é uma pergunta que nos fazemos já nas primeiras páginas deste clássico MENINA MÁ, de William March. Confesso que iniciei a leitura com muitas ressalvas pois o tema é muito perturbador e imaginei que a leitura não seria agradável, contudo o autor nos envolve de tal maneira que é simplesmente impossível largar a leitura.

A narrativa gira em torno da pequena Rhoda Penmark, uma garotinha de oito anos de idade, linda, adorável, extremamente educada, organizada e responsável, muito amada pelos pais Christine e Kenneth Penmark. Rhoda é adorada pelos adultos e temida pelos coleguinhas de escola, tendo sido inclusive convidada a se retirar de algumas das instituições de ensino que frequentou. Desprovida de escrúpulos, dissimulada, manipuladora, a menina é incapaz de sentir empatia ou qualquer tipo de sentimento, não consegue se colocar no lugar do próximo, e se mostra uma verdadeira atriz, refletindo as emoções que ela percebe que esperam dela, valendo-se de sua inteligência excepcional. Trata-se de uma criança assassina em série de sangue-frio, que é capaz de matar sem titubear, com uma crueldade inimaginável para atingir seus objetivos e saciar sua ganância, pois é amados, é uma história de arrepiar. Em determinados aspectos, a história é ainda mais estranha e incômoda agora do que na época de sua primeira publicação.

MENINA MÁ surgiu durante a era de ouro da psicanálise nos Estados Unidos, em um momento onde havia bastante receptividade às interpretações freudianas. Apesar disso, naquela época, discutir homossexualidade ainda era tabu, de modo que as alusões requintadas de March sobre homens gays, sobre a homossexualidade feminina e sobre a castração de mães e esposas podem ter passado despercebidas pelos leitores dos anos 1950 ou terem parecido completos disparates. Notamos na obra uma verdadeira fascinação do autor pela violência sexual e perversidade, o que pode ser entendido quando analisamos relatos da vida do próprio William March.

            Na narrativa, Kenneth, o pai de Rhoda (nossa pequena assassina), se encontra fora do país a trabalho, então sua mãe, Christine, se vê sozinha diante de acontecimentos estarrecedores, chocantes e fica arrasada com a incapacidade da filha de nutrir qualquer tipo de sentimento. Christine começa então a pesquisar sobre a mente doentia de assassinos em série e acaba por descobrir a face real da filha. Diante do impasse entre entregar a filha ao sistema e salvar outras pessoas da maldade da menina, e proteger o sangue de seu sangue, Christine se depara com uma inesperada revelação sobre seu próprio passado, que abala suas estruturas, seria ela a culpada pela malignidade da filha? Teria ela transmitido “the bad seed”, a “semente do mal” à menina?

            Com um desfecho a meu ver perfeito, MENINA MÁ é uma leitura sensacional, apesar de bastante assustadora. A narrativa toda é cheia de tensão e muitos temas pesados e polêmicos, no entanto a leitura flui com facilidade devido a grande habilidade e objetividade do autor. Recomendo fortemente aqueles que apreciam um bom thriller e até mesmo aqueles que apesar de não serem fãs do gênero mas que desejem se aventurar nessa atmosfera maligna e cruel da obra. A Darkside nos trouxe a história da semente do mal em uma edição impecável e imperdível. Procurei não me estender muito nos detalhes da história para não privá-los de algumas surpresas da narrativa, mas espero que tenham gostado! 

SOBRE O AUTOR:
William March

Nasceu em uma família pobre no Alabama, em 1893. Alistou-se na Marinha e combateu na Primeira Guerra Mundial, tendo recebido condecorações dos governos norteamericano e francês. Largou a farda logo após o conflito, e os horrores do confronto lhe inspiraram a escrever seu primeiro romance, Company K. 

Publicou seis romances e quatro compilações de contos. Morreu em 1954, um mês após o lançamento do seu livro mais celebrado, Menina Má.

Até breve! Beijos!
By: Thaísa Salvador
e-mail: thaisaelloa@gmail.com

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