Marlon Moraes - Vida e Obra



Quando e como foi o seu primeiro envolvimento com a escrita?
MM: Diretamente, foi aos 16 anos de idade, durante um concurso de redação no colégio, onde o professor de Língua Portuguesa percebeu a minha “vocação” para a escrita.

A poesia, desde o início, foi uma escolha ou algo que surgiu naturalmente?
MM: A poesia me escolheu... Foi algo natural. Escrevi uma redação totalmente poética, que se destacou no concurso colegial.

Fernando Pessoa já dizia em seus poemas “Ser poeta não é minha ambição, é a minha maneira de estar sozinho” – Como é o Marlon Poeta? Para escrever precisa de silêncio ou a qualquer momento, entre caos e silêncios, os versos surgem?
MM: Marlon Moraes é o poeta do amor, que se apaixona e vive as estações, intensamente; ainda que sozinho num quarto sem chave. E escreve a qualquer tempo, em qualquer lugar... Os versos são espontâneos.
Você escreve um pouco todos os dias ou em períodos concentrados? Existe alguma meta de escrita na sua rotina?
MM: Não há dia ou tempo pré-definido! Os versos nascem, florescem... E, quando os sinto “maduros”, preservo em um livro.

Quando surgem os versos em mente, você escreve a mão, anota no celular ou liga o notebook?
MM: Sempre escrevo à mão... Depois, apenas os transcrevo, digitalizando em um arquivo específico e compilando para uma obra futura.
“O meu verso é livre:/ o que me permite o corpo/ E a verdade na alma (unicamente) [...] (p. 158) – Latitudes. 
De onde vêm seus escritos? Seus versos são livres? Há um conjunto de hábitos que você cultiva para se manter criativo? Ou o próprio olhar para a vida (ou sua vida) já lhe inspira?
MM: Os meus versos vêm do coração... São, absolutamente, livres! E eu (para estar livre) apenas cultivo a paixão em mim. Eis a minha inspiração: o amor! Que sinto e vivencio.
Você mostra seus versos para outras pessoas antes de publicá-los?
MM: Eu raramente apresento os meus versos a outrem... Vez por outra, confio a alguém, quando já estão quase “lapidados”.


Quantas vezes você revisa seus poemas/textos antes de sentir que eles estão prontos?
MM: Sou muito crítico! E apenas quando sinto um poema com ritmo e verdade nos versos, decido que está “pronto’. Mas não sofrem revisões contínuas os versos, talvez sim uma mudança de posição, para uma melhor sonoridade e enredo.


Versos de ontem é o livro mais recente do gênero poético, uma escrita peculiar, com versos muito personalizados de sua autoria. Você prefere seguir sua intuição no momento de compor ou segue algum ritual no gênero textual (aquelas famosas regras de composição poética)?

MM: Não me atento às regras literárias! Não possuo estilo definido: meus versos são livres de caracterização ou modelo. Escrevo com o coração! Componho os poemas com muita paixão, com muito amor; sem me preocupar com rituais ou gêneros textuais. E “Versos de Ontem” concluiu um ciclo da minha vida; por isso me dediquei tanto e expus tudo o que vivi e senti.
Poesia Concreta é um tipo de poesia vanguardista, de carácter experimental, basicamente visual, que procura estruturar o texto poético escrito a partir do espaço do seu suporte [...]”. No seu livro “ Domínio Público”, sentimos um trabalho nesse estilo. Como se dá a construção desse tipo de poesia e como foi escrever essa obra?
MM:  Domínio Público foi a reunião dos meus quatro primeiros livros, uma antologia que me agradou bastante, pois revivi as experiências literárias com uma grata lembrança. Na época dos livros originais, experimentei muito e descobri uma Literatura que muito me completava. Então, a antologia me permitiu o regresso a um tempo ímpar, em que aprendi a me expressar de várias formas, poeticamente.


“Mar de Sophia” tem muita espiritualidade, natureza, mar, reflexão com a vida. Existe diferença entre o Poeta Marlon Moraes e o simples Marlon Moraes?

MM: Mar de Sophia foi um livro divisor de águas, entre a razão e a emoção... Foi uma obra de amor pleno, com grande dedicação; diante das circunstâncias da vida. E o Poeta se distancia às vezes do Marlon Moraes do dia a dia, embora (no dia a dia) os dois se completem como um, 2.

“Como as manhãs no espelho, uma voz anunciava duas em uma vida: Sophia...” Nota do Autor (p. 172) – Mar de Sophia. Sentimos em todas as páginas uma homenagem ora explícita, ora camuflada. O quanto essa obra é especial? Conte um pouco. 
MM: Sophia é a minha filha inata: um amor maior que me completaria como casal, em um casamento que se foi. E o destino quis assim... Então, dediquei o livro todo para ela! O que o torna especial demais para mim. 
***
Biografia:
MARLON MORAES nasceu a 16 de outubro de 1976, em Bom Jesus da Lapa (Bahia). Em setembro de 1986, o escritor se transferiu para Belo Horizonte, onde residiu por dez anos, iniciando a vida literária como redator de prosa e poesia em jornais estudantis. A temporada em Juiz de Fora começou em agosto de 1996!
Assim, ao destino dos anos, participou do Sarau do Poeta e tornou-se, honradamente, membro da Associação de Cultura Luso-Brasileira e da Academia de Letras da Manchester Mineira, como também coordenador do Sarau Aberto.
Durante a primeira estadia juizforana, o poeta graduou-se em Engenharia e publicou os livros: Eclipse Oculto, Dois Dias na Eternidade, Vento Norte, Carnaval (In Versus), Via Láctea, Sonetos, Latitudes e Mar de Sophia. Já habitando em Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, apresentou as obras A Segunda Voz, Estrada Real (O Caminho do Ouro) e Timpó e o Circo da Alegria [...].
Site autoral: http://www.marlonmoraes.com/







                                                                     
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