A IRMÃ DA LUA – LUCINDA RILEY


Origem: Nacional; 
Editora: Arqueiro; 
Coleção: As Sete Irmãs – Livro 5,
Edição: 1, 
Ano de Edição: 2018,
 ISBN:  8580418976, 
Número de páginas: 592
SINOPSE:
Em A irmã da lua, quinto volume da série As Sete Irmãs, duas jovens separadas por um século têm suas vidas entrelaçadas numa emocionante história sobre fé, tradição, paixão e sobrevivência. Entre as filhas adotivas de Pa Salt, Tiggy D’Aplièse é conhecida como a instintiva e sensível. Envolvida em sua carreira na proteção de animais selvagens, ela não sabe se está preparada para seguir as pistas de suas origens, deixadas pelo pai. Ao aceitar um novo emprego nas belíssimas Terras Altas escocesas, Tiggy fica apaixonada pela remota propriedade, administrada pelo enigmático Charlie Kinnaird. O belo cirurgião cardíaco acabou de herdá-la e enfrenta problemas para reerguê-la e transformá-la em um santuário para as espécies nativas. Em seu novo lar, Tiggy encontra o velho cigano Chilly, que altera totalmente seu destino. Ele conta que ela não só possui um sexto sentido, proveniente dos ancestrais, como há tempos foi previsto que ele a levaria até suas origens na Espanha, nas montanhas sagradas de Sacromonte, à sombra da magnífica Alhambra. Escrito com a notável habilidade de Lucinda para entrelaçar enredos emocionantes e nos transportar para épocas e lugares distantes, A irmã da lua é uma brilhante continuação para a aclamada série das Sete Irmãs, e uma leitura saborosa e reveladora.

RESENHA:

            Meus amados estou aqui hoje para comentar com vocês a respeito da mais nova obra da autora Lucinda Riley (que eu amo de paixão), lançada dia 12/11/2018 que é o quinto volume da Série As Sete Irmãs, trata-se do Livro A Irmã da Lua, que conta a história de Tiggy, que eu simplesmente devorei. Para aqueles que ainda não começaram a ler a série, já digo que é maravilhosa, portanto antes de falar do quinto livro, vou me esforçar para explicar sobre o que se trata e duvido você não ficar ansioso para mergulhar nessa linda série. 

Segundo conta a própria Lucinda Riley em seu site http://br.lucindariley.co.uk, a série “As Sete Irmãs” foi inspirada nas Plêiades, Maia, Alcíone, Astérope, Celeno, Taígeta, Electra e Mérope. Algumas fontes afirmam que o nome “Plêiades” vem da antiga palavra grega plein, que significa “navegar”. Eram filhas de Atlas, um titã condenado por Zeus a sustentar o céu, e de Pleione, filha do titã Oceano e protetora dos marinheiros.

Após cruzarem por acaso com o caçador Órion, as Plêiades e sua mãe passaram a ser perseguidas por ele. Para protegê-las das incansáveis investidas amorosas de Órion, Zeus as transformou em pombas e as colocou no céu, entre as estrelas. Além disso, três delas – Taigete, Maia e Electra – tiveram filhos com o deus.

Por sua associação com a água, sejam mares, chuva, granizo, neve, gelo ou geada, as Sete Irmãs também são conhecidas como “Jovens d’Água” ou “Donzelas do Gelo”. As lendas gregas muitas vezes se referem a elas como “Oceânides”.

 Maia – A mais velha das irmãs, conhecida pela beleza fora do normal e por sua vida solitária. A história conta que, apesar de muito bela, Maia era tímida e frágil, preferindo se isolar e morar sozinha nas cavernas. Em latim, Maia quer dizer “mãe” e, em outras traduções, também significa “enfermeira” ou “grande”. Era considerada pelos romanos a deusa da primavera, por isso nosso quinto mês se chama “maio”. Em determinado momento, sua estrela brilhou mais do que as outras. No entanto, a estrela da irmã seguinte, Alcíone, hoje brilha mais, e alguns dizem que isso simboliza a rivalidade entre as duas irmãs no passado.

Alcyone (Ally) – Na mitologia grega, Alcíone, a segunda irmã, era conhecida como a líder. Na época idílica, quando o mundo era repleto de alegria, prosperidade e tranquilidade, ela protegia o mar Mediterrâneo, tornando-o calmo e seguro para os marinheiros. Em outro mito, casou-se com Céix, rei da Tessália, filho de uma estrela matutina, com quem formou um casal dedicado até o dia em que os dois enganaram Zeus e Hera, fazendo-se passar por eles. Enfurecido, Zeus esperou o casal se separar e lançou uma tempestade sobre o mar, fazendo a embarcação de Céix virar e este morrer afogado.

Asterope – Astérope em grego significa “estrela” e é tradicionalmente retratada como uma das mais fracas entre as irmãs, talvez por ser uma das que brilham menos do que as outras. Com Ares, deus da guerra, teve um filho chamado Enomau. Em algumas versões do mito, Enomau é marido de Astérope e rei de Pisa. Com ele, ela teria quatro filhos.

Celaeno (Ce-Ce) – Celeno em geral é traduzido como “melão” ou “obscura”. Assim como Astérope, Celeno brilha menos do que as outras estrelas do agrupamento, supostamente por ter sido atingida certa vez por um raio lançado por Téon, o Jovem. Apesar disso, teve muitos filhos, entre eles Deucalião com o titã Prometeu, e Lico, Nicteu, Eurípilo com Poseidon, deus do mar.

Taígeta (Tiggy) – Nos mitos, Taígeta, assim como Maia, valorizava a própria independência e vivia sozinha nas montanhas. Zeus também tentou seduzi-la, mas, antes que conseguisse alcançá-la, ela correu para os braços de Artemis, que a transformou em gazela para lhe permitir escapar das garras de Zeus. Hércules também tentou seduzi-la.
Electra – Conhecida como a terceira mais brilhante das estrelas, Electra teve quatro filhos, entre eles Dárdano, que mais tarde fundaria a antiga cidade de Troia. Algumas fontes alegam que Electra, e não Mérope, é a “Plêiade perdida” depois que ela desapareceu após a queda de Troia e a morte de Dárdano.

Merope (a Irmã Perdida) – Mérope é mais geralmente aceita como a “Plêiade perdida”, pois foi a última estrela a ser identificada pelos astrônomos e é a mais fraca do grupo, invisível a olho nu. Algumas lendas sugerem que Mérope se perdeu ao ter escondido o rosto de vergonha por ter desposado um mortal, o rei Sísifo. Outros dizem que Mérope escondeu o rosto de vergonha pelo fato de o marido ser um criminoso, cuja punição era empurrar uma pesada pedra morro acima, até a fronteira do firmamento. Nesse aspecto, há semelhanças com Atlas, pai de Mérope, que sustentava o peso do mundo nos ombros.

  Cada uma das irmãs mitológicas era, de acordo com suas lendas, uma mulher forte e singular. Em cada um de seus livros, Lucinda traz a história de cada uma das irmãs: Livro 1: Maia, Livro 2. A irmã da Tempestade: Ally, Livro 3. A irmã da sombra: Estrela, Livro 4. A irmã da Pérola; Ceci, Livro 5. A irmã da Lua: Tiggy. São histórias fortes, que abordam vários temas, como a força e a valorização das mulheres que lutaram contra os preconceitos sexuais e raciais de tempos passados, perdendo seus entes queridos para a destruição da guerra ou da doença, ou construindo uma vida nova no outro lado do mundo, essas mulheres pavimentaram o caminho para que tivéssemos a liberdade de ação e de pensamento de que desfrutamos hoje. E que tantas vezes não valorizamos. Enfim, a série As Sete Irmãs celebra sem pudor a interminável busca pelo amor e explora as consequências devastadoras de quando ele está além do nosso alcance.

Neste quinto livro, temos a história de Tiggy, uma jovem de aparência frágil e delicada, com espiritualidade e intuição aguçadas, que após da morte de Pa Salt, seu misterioso pai adotivo, resolve seguir seus próprios instintos e fixar residência nas Terras Altas escocesas, onde desenvolve ainda mais seu amor pelos animais e sua capacidade de curá-los. É em seu novo emprego na propriedade Kinnaird que Tiggy conhece pessoas que a acolhem e a protegem, como Cal e Beryl, o proprietário Charlie, por quem se sente perigosamente atraída e o velho cigano Chilly, que de fato é quem altera seu destino, revelando que o destino promoveu o encontro dos dois naquele momento e que seria ele quem mostraria a ela o caminho para suas origens e para isso ela precisará reviver a história de seus antepassados, em Granada, nas grutas de Sacromonte.

Tiggy é uma personagem extremamente cativante, e Lucinda Riley sabe com perfeição trabalhar os aspectos psicológicos de forma que podemos de fato sentir toda a fragilidade de Tiggy em contraposição com sua imensa força interior e espiritualidade. Enquanto busca sua verdadeira origem, o motivo de seus pais a terem abandonado, Tiggy se depara com a história de sua avó Lucía, grande dançarina de flamenco, de personalidade marcante e constantemente insatisfeita com suas conquistas e almejava o reconhecimento internacional e adoração absoluta, que enfrentou preconceitos, a Segunda Guerra Mundial e o embate civil que dividiu a Espanha.

Em um enredo emocionante, impactante, forte e cheio de misticismo, a autora nos transporta através do inóspito cenário gélido das Terras Altas escocesas ao calor espanhol. Apaixonei-me pela história, assim como pela história das outras irmãs, pois são histórias que sempre nos fazem refletir e deixam lindas lições de perdão, luta, resiliência e amor como a grande força que pode mudar tudo. Enfim, não pretendo entrar em mais detalhes para não estragar o prazer da descoberta durante a leitura, mas já aviso para preparar a emoção, pois como de costume Lucinda Riley não brinca em serviço e está aí para bagunçar nosso emocional mesmo. Espero que tenham apreciado a resenha e sintam-se tentados a se entregar a esse mundo mágico que é a série As Sete Irmãs. Até breve! Beijos.
                                                                                                      
                                                                                                            BY: THAISA SALVADOR


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