Poema: Agridoce - Priscila Goes

Da árvore, sou galho e raiz
Do jardim, sou passarinho e flor de Liz
Caminho sem rumo
História de perder o prumo
E algumas de era uma vez

Sou poema, fruto da rosa
Ora Agridoce e dengosa
Às vezes sou espinho
De cor Escarlate feito vinho
Luz, breu e timidez

Ele é sorriso de canto
Manhã de sol, puro encanto
Em devaneios, extrai beleza
Da letra, produz estrela
Em noites de luar

Por vez, seu sabor é ácido 
Feito terra de solo árido
Outrora, é rima, poesia
E Mar calmo em travessia
Só há ternura em seu olhar



By: Priscila Goes


A GRANDE SOLIDÃO – KRISTIN HANNAH

ISBN-13: 9788580418873
ISBN-10: 8580418879
Ano: 2018 / Páginas: 400
Idioma: português
Editora: Arqueiro

SINOPSE:

1974, Alasca. Indomito. Imprevisível. E para uma família em crise, a prova definitiva. Ernt Allbright regressa da Guerra do Vietnam e transformado num homem diferente e vulnerável. Incapaz de manter um emprego, toma uma decisão impulsiva: toda a família deverá encetar uma nova vida no selvagem Alasca, a última fronteira, onde viverão fora do sistema. Com apenas 13 anos, a filha Leni é apanhada na apaixonada e tumultuosa relação dos pais, mas tem esperança de que uma nova terra proporcionará um futuro melhor para a sua família. Está ansiosa por encontrar o seu lugar no mundo. A mãe, Cora, está disposta a tudo pelo homem que ama, mesmo que isso signifique segui-lo numa aventura para o desconhecido.



RESENHA:
Kristin Hannah é sem dúvida uma de minhas autoras preferidas, dona de uma habilidade incomum em mexer com nosso psicológico e transbordar nossas emoções. Nesta obra maravilhosa, a brilhante Kristin Hannah nos transporta para a inóspita realidade do Alasca. Uma realidade dura, cruel e fria ... onde você só pode cometer UM erro, o segundo vai te matar. É uma narrativa impactante e bem ao estilo de Kristin Hannah, nos emociona demais, confesso que em vários momentos dos livros me percebi com os olhos cheios de lágrimas, então vou comentar com vocês um pouquinho dessa história belíssima.

 A história tem início no ano de 1974, Lenora Allbright, Leni, nossa jovem protagonista, é uma adolescente de 13 anos, cujo pai, Ernt Allbright é veterano da Guerra do Vietnã, guerra esta que além de impingir cicatrizes profundas em seu físico (provocadas pelo combate e pelas torturas que sofreu nas mãos do inimigo), marcou de forma profunda e irreversível sua alma, o distúrbio pós traumático (que na época não recebia a devida atenção e tratamento) o transformou em uma pessoa muito agressiva, atormentada por pesadelos e que tentava aliviar sua dor na bebida. Coraline, Cora, mãe de Leni, nasceu em uma família abastada, foi uma jovem rebelde e apaixonou-se perdidamente pelo belo Ernt Allbright. Os pais de Cora desaprovaram o relacionamento, então Cora decidiu enfrentá-los e seguir seu grande amor, Leni nasceu fruto do amor do jovem casal.

Depois de muitos anos no Vietnã e de ter sofrido torturas inimagináveis, Ernt agora um homem, imprevisível, agressivo, que não consegue manter-se em um emprego, atormentado por seus demônios e pelas visões da guerra que se manifestam em pesadelos constantes e aterrorizantes, leva a família a percorrer várias cidades, vários Estados tentando encontrar um lar, sem sucesso. Por amor, Cora o segue qualquer que seja o destino, quem sofre é Leni, que não sabe o que é ter estabilidade e segurança. O relacionamento entre mãe e filha é retratado de forma muito bonita e intensa, é um amor incondicional, forte, “unha e carne” e aprenderam a sobreviver durante toda a ausência do pai.

       Ernt decide aceitar uma herança que ganhou de um companheiro que morreu na guerra, uma casa no Alasca. É na esperança de encontrar paz e de ver o pai feliz que a família vai para o Alasca, “The Great Alone”, um habitat onde terão que aprender a sobreviver diante do inverno inclemente, dos predadores e enfrentar os diferentes perigos que a beleza extasiante do Alasca esconde. A família é imediatamente acolhida pela comunidade, Marge Gorda, Tom Walker, e demais desbravadores que se unem para ajuda-los a se estabelecer.

“(...) O Alasca não é sobre quem vocês eram quando tomaram este rumo. É sobre quem você se torna. Vocês estão na natureza selvagem. Isto aqui não é nenhuma fábula ou conto de fadas. É real. É duro. O inverno vai chegar em breve e, podem acreditar, não é como nenhum inverno que vocês já tenham experimentado. Ele destrói os mais fracos, e rápido. Vocês precisam saber sobreviver. Precisam aprender a atirar e a matar para se alimentarem e se manterem em segurança. Aqui vocês não estão no topo da cadeia alimentar. (...)" p.45

As estações vão se alternando e as noites intermináveis do Alasca, o clima cruel e o isolamento vão revelando o pior no pai, um mundo de sombras e terror. O pai amoroso que tanto a amava acaba se tornando o verdadeiro monstro a ser enfrentado. Mãe e filha vão precisar estar unidas, mais do que nunca, para poder sobreviver.
Kristin Hannah descreve de forma mágica a paisagem do Alasca, conseguindo nos transportar e sentir toda aquela imensidão. A relação tóxica dos pais de Leni é retratada de forma muito realista e chocante, as agressões tomam uma proporção desesperadora, uma tragédia anunciada, todavia Cora não consegue deixar Ernt, o que Leni não consegue entender e desperta na jovem um sentimento de raiva pelo pai, pois percebe que ele pode matá-la e compaixão pela mãe.
“(...) A mãe o amava demais para deixá-lo. Mesmo agora, com o rosto roxo e inchado. Talvez o que ela sempre dizia fosse verdade, talvez não conseguisse respirar sem ele, talvez fosse murchar como uma flor sem a luz do sol de sua adoração. (...) O amor é isso? (...)” p.121
Sem dúvida o livro nos traz Kristin Hannah em sua melhor forma, é uma narrativa linda, intensa, impactante e trágica. É um dos livros mais incríveis que li da autora, é como se ao terminar a leitura, tivesse fim também uma dolorida, porém linda jornada. Uma história forte, que trata de amor e seus limites, de superação, de perdão e de sobrevivência. 

Garanto que a sinopse não fala nem metade do que encontraremos ao mergulhar na leitura, então vai lá, respire fundo, prepare o coração, muitos lencinhos e delicie-se. Recomendo demais!  

Deixo com vocês um trecho do poema preferido da nossa protagonista Leni, “A cremação de Sam McGee”, escrito por Robert Service.

Poema: A cremação de Sam McGee – Robert Service

“Há coisas estranhas feitas ao sol da meia-noite, 

pelos homens que choram por ouro; 
As trilhas do Ártico têm seus contos secretos 
Que fariam seu sangue gelar; 
As Luzes do Norte viram visões estranhas, 
Mas as mais estranhas que já viram 
Foi naquela noite à beira do lago Lebarge 
que cremaram Sam McGee.”


- As estrofes de abertura e fechamento do poema

***

AUTORA
KRISTIN HANNAH 
É autora de mais de 20 livros, que foram traduzidos para 40 idiomas e venderam 15 milhões de exemplares no mundo. Ela largou a advocacia para se dedicar à sua grande paixão: escrever. Pela Arqueiro, publicou O Rouxinol, As coisas que fazemos por amor, As cores da vida, O caminho para casa, Amigas para sempre e Quando você voltar.

Kristin tem um filho e mora com o marido no noroeste dos Estados Unidos e no Havaí.
***
BY: Thaisa Salvador - Clique Aqui


A Viúva - Nahra Mestre

Damas Perfeitas # 3
ISBN: B07JB5H3LT
Ano:2018 / Páginas: 176
Idioma: português
Editora: Portal
Sinopse:
Após atirar à queima-roupa no próprio marido, Viollet se vê livre de um casamento abusivo, em que sofreu todos os tipos de agressões físicas e psicológicas. Apesar de sentir-se aliviada, ela não consegue se libertar da culpa.
O que Viollet não esperava era que John, seu amor de infância, usasse todas as armas para tê-la novamente em sua vida. Em uma busca desesperada para reencontrar a mulher que fora um dia, e disposta a se manter de luto pelo tempo estipulado pela sociedade vitoriana, ela precisa lutar contra si mesma para não sucumbir às investidas de John. Entretanto tem certeza de que, mesmo que seu coração implore para se entregar, seu corpo não suportará ser tocado novamente.
Romance de época que retrata o conflito de uma dama enlutada, a luta entre a leveza e a pesar, entre a liberdade e a culpa. A escolha de ser feliz ou viver na amargura.

Resenha:
Após muita dor e sofrimento, Violet comete um ato extremo no intuito de proteger a si mesma, e principalmente, dar a oportunidade de Paul e Marie começarem uma nova vida. Apesar disso, esse ato a enche de culpa, e ela acredita que não merece mais ser feliz. Após ela e a irmã Flora serem acolhidas por Sarah, ela se dedica totalmente a planejar o futuro da irmã mais nova e se fecha em seu luto. 

Mas John não se conforma, ele tem esperanças de reconquistá-la e recuperar aquele amor que tiveram antes do casamento dela. Ele quer, ele precisa de sua Let de volta. 

E para isso ele deixará sua personalidade impulsiva de lado e, pacientemente, tentará mostrar a ela que a ama, independente de qualquer coisa que tenha acontecido em seu passado. Porém, Violet continua relutante, pois toda a dor e a violência que sofreu a impedem de abrir novamente para o amor. E ela continua pensando assim até a chegada da brasileira Isadora, principalmente depois que John demonstra interesse por ela. Mas essa bela e exótica mulher torna-se uma grande amiga e aliada de Violet, e a faz enxergar que ela ainda é uma mulher muito interessante, e por tudo que passou, merece ser muito feliz.

Então, Let e John, com muita paciência e respeito, vão tentar retomar aquele amor do passado, e quem sabe um dia, tentar cicatrizar as diversas feridas, físicas e emocionais, que ficaram enquanto estavam separados.

Mais uma vez a autora consegue me emocionar com uma história sua. Tenho acompanhado a Série Damas Perfeitas desde o início e a cada livro fico mais apaixonada pela grandeza dos personagens. A cada livro conhecemos mais sobre a família de Sarah, a protagonista do primeiro livro, e novos segredos vão sendo revelados, enriquecendo cada vez mais essa história. 

Além disso, novos personagens vêm sendo inseridos à trama, o que está tornando a história mais interessante. Que venha logo “A Estrangeira”, quarto livro da série.
Sobre a autora
Escrever foi algo inusitado. Quando nova, nunca fui uma amante da literatura, minha paixão sempre foram os números. Descobri o prazer da leitura na terceira década de vida. Devorei, mastiguei, engoli e não consegui mais parar. Sem pensar muito resolvi criar histórias. Escrever foi uma catarse, onde encontrei um pedaço que me faltava. Meu primeiro livro foi escrito em 2015 e depois que esse bichinho maluco e inusitado me picou não consegui mais parar.
"Escrever é sonhar com palavras..."   Nahra Mestre

By Cristina Daitx - Saber Mais





EU SOU MALALA - Malala Yousafzai

Com Christina Lamb

Título original: I AM MALALA: THE GIRL WHO STOOD UP FOR EDUCATION AND WAS SHOT BY THE TALIBAN
Tradução: George SchlesingerLuciano Vieira MachadoDenise Bottmann e Caroline Chang
Capa: Ploy Siripant e Mario J. Pulice
Páginas: 360
Formato: 14.00 X 21.00 cm
Peso: 0.443 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 25/10/2013
ISBN: 9788535923438
Selo: Companhia das Letras
SINOPSE: Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente.

RESENHA

            Meus amados hoje venho aqui indicar essa maravilhosa biografia “EU SOU MALALA”. Escrito pela jovem Malala que é a mais jovem ganhadora de um Nobel na história, "pela sua luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação", com a colaboração da jornalista Christina Lamb. Aos quinze anos Malala quase teve sua vida ceifada por extremistas do Talibã pelo simples fato de lutar pelo direito de ter uma educação digna. Em uma história comovente podemos sentir toda a força de uma menina que apesar da tenra idade, tem uma maturidade absurda e consegue nos mostrar quão poderosa é a educação e toda sua disposição em lutar para garantir às meninas o direito a ter uma educação equiparada com a dos meninos na sociedade paquistanesa.
           
“Venho de um país criado à meia-noite. Quando quase morri, era meio-dia. Há um ano saí de casa para ir à escola e nunca mais voltei. Levei um tiro de um dos homens do Talibã e mergulhei no inconsciente do Paquistão. Algumas pessoas dizem que não porei mais os pés em meu país, mas acredito firmemente que retornarei. Ser arrancada de uma nação que se ama é algo que não se deseja a ninguém.”
           
Assim iniciamos a leitura dessa obra arrebatadora, nascida em uma pequena aldeia no Paquistão, o vale do Swat, em uma sociedade onde o nascimento de um menino é celebrado e o dia em que nasce uma menina é considerado sombrio, sem motivo para qualquer comemoração “(...) Nasci menina num lugar onde rifles são disparados em comemoração a um filho, ao passo que as filhas são escondidas atrás de cortinas, sendo seu papel na vida apenas fazer comida e procriar. (...)”, a pequena Malala foi abençoada por ter nascido em um lar onde foi muito amada desde o nascimento - o qual foi muito comemorado – e por ter um pai com a mente aberta, professor, que por sua vez valorizava de forma grandiosa a educação e fundou várias escolas na região em que vivia.

Malala recebeu esse nome em homenagem à Malalai de Maiwand. Considerada a maior heroína do Afeganistão, suas palavras de incentivo e sua coragem inspiraram o exército afegão a vencer o britânico durante a Segunda Guerra Anglo-Afegã no século XIX. Malalai de Maiwand foi morta com um tiro, porém sua história permanece viva no coração de muitos muçulmanos, como um ícone. O avô de Malala considerava seu nome triste por lembrar o sentimento de luto. Seu pai, por outro lado, o via como o nome de uma mulher guerreira e corajosa, que luta pelos seus ideais e sonhos. E foi sob estes ideais que Malala foi criada.

Influenciada pelo espírito libertador do pai, que a criou para ser tudo que sonhasse ser, para que pudesse alçar altos vôos e conquistar grandes coisas. Contudo, com o crescente domínio Talibã e sua interpretação errônea e extremista sobre o Islã, meninas foram proibidas de freqüentar as escolas e as execuções publicas tornaram-se cada vez mais comuns. Centenas de escolas foram alvo, sofrendo explosões.

“Eu lia livros como Ana Karêmia, de Leon Tolstói, e os romances de Jane Austen. Confiava nas palavras de meu pai: ‘Malala é livre como um pássaro’. Quando ouvia as histórias sobre as atrocidades que aconteciam no Afeganistão, eu celebrava o Swat. Aqui uma menina pode ir à escola, eu dizia. Mas o Talibã estava logo ali, na esquina, e era patchum como nós. Para mim, o vale era um lugar ensolarado. Não pude ver as nuvens se juntando atrás das montanhas. Meu pai costumava falar: ‘Vou proteger sua liberdade, Malala. Pode continuar sonhando".
   
Apesar de todas as ameaças, de todo o terror, o sonho por uma educação melhor continuava, a luta pelo ideal de uma nação mais igualitária que proporcionasse às meninas uma chance de se instruírem e serem participativas prosseguia. Tudo mudou para Malala em uma terça-feira de 2012, quando foi baleada no ônibus escolar que a levava para casa depois de uma manhã de aulas.

A história de Malala tornou-se a partir desse terrível fato, conhecida internacionalmente, e apesar de ter sobrevivido ao atentado, a jovem garota ainda leva no rosto as seqüelas daquele tiro que mudou seu sorriso, antes largo e expansivo, hoje tímido e envergonhado por conta do nervo atingido. Todavia Malala continua a sorrir, tornando-se a voz daquelas meninas cujo único desejo era estudar, adquirir conhecimento. O livro nos traz toda a realidade daquele pedaço de mundo que nós conhecemos tão pouco, em uma linguagem direta e objetiva. Alguns termos utilizados, ora específicos da cultura patchum, ora termos islâmicos podem nos confundir de início, mas são devidamente explicados no decorrer do livro e por fim, há um glossário ao final do livro que acaba por dirimir qualquer dúvida.

É uma leitura inspiradora e impressionante. Quando analisamos sob o ângulo de que se trata de uma garota tão jovem, uma adolescente que poderia facilmente ter se resignado, baixado a cabeça para o terror que assolava, sua força torna-se admirável. Seu espírito questionador, sua vontade de viver é apaixonante. Tamanha sua coragem chega-se a pensar que ela não tinha noção da dimensão do perigo que corria. Em nenhum momento foi desencorajada por seus pais, que sempre a incentivaram.

Muitas vezes não temos noção da real dimensão da nossa força, do quanto nós mulheres somos importantes, de como a educação é uma arma poderosa, e para finalizar nas palavras de Muhammad Ali Jinnah, fundador do Paquistão, que Malala menciona na obra e uma das minhas passagens preferidas “Há duas forças no mundo: uma é a espada e a outra é a caneta. Há uma terceira força, mais poderosa: a das mulheres”. Recomendo fortemente a leitura, é impressionante e com certeza agrega demais aos nossos corações.

By


A Sombra de Zya #1 - Henrique Frantz


ISBN-13: 9781724165626
ISBN-10: 1724165623
Ano: 2018 / Páginas: 319
Idioma: português
Editora: Independente
Sinopse:
Quando os boatos do retorno de uma alma atormentada tomam força mais uma vez, novas pessoas começam a desaparecer e trazem o caos de volta para o reino de Oneratus. Dizem que essa criatura vive nas sombras, pois, um dia, a escuridão foi tudo o que lhe restara. Liell, incapaz de compreender a gravidade desses acontecimentos, vai de encontro ao seu maior desafio após o estranho sumiço de uma amiga. Agora, entendendo o seu objetivo de encontrá-la, ele terá de ir até o fim antes que seja engolido pelas sombras.


Resenha:
Liell é marcado por uma tragédia e carrega a culpa pelo amigo Zya. Desde que tudo aconteceu, ele tornou-se uma pessoa apática, conformado com a vida que ele e seu povo vivem. Uma vida de repressão, de violência e sofrimento. Mas quando chega a hora de seu sobrinho ser enviado para a Pólis tudo muda. Além disso, desaparecimento de pessoas estão assustando a todos. Mas é quando Debra, sua melhor amiga some, é que ele resolve agir, e vai fazer o que estiver ao seu alcance para encontrá-la. 

Porém, para fazer isso, o único caminho é se aliar a um grupo de rebeldes, que luta contra o governo. O problema, é que para Liell eles lutam da maneira errada, pois sacrificam a vida de inocentes para defender sua causa. E em nome dessa causa, Liell também terá que sacrificar as pessoas que ama, sua família, e outras pessoas que naõ mereciam o destino que tiveram.

Quando ele consegue encontrar Debra, que também faz parte desse grupo, ela já não é mais a mesma pessoa. Não é somente sua aparência e seu nome que estão diferentes. Ela mudou completamente, e Liell descobrirá que essa nova mulher não poupará nem mesmo a ele para alcançar seus objetivos. 

Mas o que ninguém sabe, nem mesmo ele, é que Liell é a chave para salvar seu povo e , quem sabe um dia, trazer a eles a tão sonhada liberdade.



Sobre o autor:
HENRIQUE 
Nasceu em Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul, Brasil. É estudante de Letras e atualmente mora em Santa Cruz do Sul. Até hoje não decidiu se é mais parecido com Liell ou com Kimberly.

By: Cristina. Saber Mais


Aprendiz - Priscila Goes


A vida é passageira
É como folha seca, ligeira  
Passa despercebida 
quando não é bem vivida

Há de se convir 
Não precisa muito pra ser feliz 
Levando bons frutos na bagagem 
Aqui estamos  de passagem

As velas que podem ser ajustadas ao vento, ajustemos
As que não, ao Senhor do tempo entreguemos.

Priscila G.

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A Última Grande Lição- O Sentido da Vida - Mitch Albom.


ISBN-13: 9788586796074
ISBN-10: 8586796077
Ano: 1998 / Páginas: 184
Idioma: português
Editora: Sextante
Sinopse:
Cada um de nós teve na juventude uma figura especial que, com paciência, afeto e sabedoria, nos ajudou a descobrir dimensões mais profundas e a escolher nossos caminhos com maior liberdade. Para Mitch Albom, esta pessoa foi Morrie Schwartz, seu professor na universidade. Vinte anos depois, Mitch reencontra Morrie, nos últimos meses da vida de seu velho mestre, acometido de uma doença terminal. Durante quatorze encontros, eles tratam de temas fundamentais para a felicidade e realização humana. É uma lição de esperança sobre o sentido da existência, em que a experiência e reflexão são transmitidas de forma simples e comovente, que transformou a vida do autor e, que ele quis registrar como uma dádiva de Morrie para o mundo.


Resenha:
Durante a universidade, Morrie Schuartz foi professor de Mitch Albom, e os dois desenvolveram uma relação que foi além da simples relação aluno- professor. Morrie foi um orientador, um pai, um amigo. Porém, após finalizar o curso, Mitch foi sugado pelo mundo real: emprego, casamento, dinheiro, status. Ele buscou como jornalista a excelência profissional e com isso, tudo o que ela acarreta, os compromissos, o excesso de trabalho e uma busca desenfreada por ter cada vez mais dinheiro, carros, bens materiais.

 Aquele amigo, professor e suas grandes lições ficaram perdidas no passado. Porém, em uma noite assistindo televisão, o que não era comum, ele vê na tela seu professor dando uma entrevista e relatando como é estar com uma doença degenerativa e como ele se sente sabendo que tem pouco tempo de vida. Mitch fica paralisado, e quando volta a si, não pensa duas vezes, entra em contato com Morrie.

E é assim que Morrie retorna à sua vida. Em catorze encontros, todos às terças- feiras, Mitch começa a ter suas últimas lições com Morrie. Mas desta vez, não serão lições acadêmicas, mas lições de vida. Os dois falarão sobre o amor, dinheiro, casamento, amizade, gratidão, egoísmo, generosidade e família, e Morrie resgatará em Mitch um pouco daquele jovem, cheio de sonhos que se perderam no meio do caminho. E Mitch nunca mais será o mesmo, pois aprenderá que é na simplicidade que se encontra a verdadeira felicidade.
 
                         "As últimas aulas da vida de meu velho professor foram dadas uma vez por semana na casa dele, ao pé de uma janela do estúdio de onde ele podia olhar um hibisco pequenino lançar suas folhas róseas. As aulas eram às terças-feiras, depois do café da manhã. O assunto era o sentido da vida. A lição era tirada da experiência.”   
Mitch Albom

 O livro foi escrito por Mitch Albom, e é uma história real do autor e dessa experiência que teve. Ele teve sua vida modificada por esse “mestre” e quis escrever e dividir com o mundo seus ensinamentos. Morrie foi uma pessoa extremamente sábia e seu maior conhecimento estava na simplicidade com que enxergava o mundo, as relações e em sua generosidade, o que o levou a ser tão importante na vida de tentos alunos, e de todas as pessoas que tiveram a oportunidade de conhecê-lo. 

A história é emocionante e nos leva a uma reflexão profunda sobre como estamos conduzindo nossas vidas, e principalmente, sobre o que estamos priorizando nela.

Sobre o autor:

Mitch Albom
É um dos mais premiados jornalistas esportivos dos Estados Unidos, trabalha como colunista de jornal e apresentador de rádio e de televisão, além de colaborar para várias instituições de caridade. Autor de sete livros, onde 'Tuesdays With Morrie' (traduzido no Brasil como 'A Última Grande Lição'), é um best-seller classificado pelo New York Times como fenomenal, com mais de cinco milhões de cópias publicadas, em 34 países, em 30 idiomas.
By: Cristina. Saber Mais




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