Todos Contra Todos - O Ódio Nosso de Cada Dia - Leandro Karnal


ISBN-13: 9788544105320
ISBN-10: 8544105327
Ano: 2017 / Páginas: 256
Idioma: português
Editora: Leya
Sinopse:
Leandro Karnal derruba o mito do brasileiro pacífico. “Só eu e você, caro leitor, cara leitora, não odiamos nem somos violentos, muito menos preconceituosos”, diz Karnal. Uma brincadeira irônica para mostrar o quanto transferimos para o outro o que temos de ruim. Um livro polêmico, provocativo e instigante no qual ele afirma que o ódio é um dos espelhos mais poderosos para olharmos nosso próprio rosto. Que a maldade é tão próxima do ódio quanto da inveja.

Em tempos de coxinhas contra petralhas, xenófobos contra imigrantes, o novo feminismo e os movimentos LGBT, em tempos do politicamente correto contra os seus críticos mais mordazes, Leandro Karnal mostra que a história e a realidade revelam um lado sombrio do brasileiro que costumamos não reconhecer: somos violentos no trânsito, nas ruas, nos comentários das redes sociais e fofocas nas esquinas; somos violentos ao torcer por nosso time e ao votar; somos violentos cotidianamente.

Em “Todos Contra Todos”, Leandro Karnal combina as características que o transformaram no historiador mais pop do Brasil: erudição e leveza, profundidade e humor. Elas se unem nas páginas deste livro para serem saboreadas pelos leitores. Todos contra todos escancara a polêmica das palavras agressivas, a natureza das reações raivosas dirigidas ao outro e o porquê de escondermos de nós mesmos as pequenas e grandes maldades do dia a dia.
Sobre o autor:
Leandro Karnal é professor Doutor na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) , desde 1996. Graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (RS) e Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Possui pós doutorados pela UNAM, México, e pelo CNRS de Paris. Sua formação cruza História Cultural, Antropologia e Filosofia. 

É autor de livros que tratam sobre a história dos países, como História dos Estados Unidos (Contexto, 2007) e sobre o ensino de História, como História na sala de aula – conceitos, práticas e propostas (Contexto, 2003) e Conversas com um jovem professor (Contexto, 2012). É membro do conselho editorial das principais publicações acadêmicas da área na UNICAMP (revistas Ideias, Cadernos Pagu e História Social) e da UNISINOS (revista História).

Foi também curador de diversas exposições, como A Escrita da Memória, em São Paulo. Colaborou na elaboração curatorial de museus, como o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo. Além de ser reconhecido pelo seu esplendido domínio da oratória, também é poliglota.

Resenha:

De forma brilhante, Leandro Karnal, que dispensa apresentações, nos confronta com esse livro e suas ideias contrárias as que circulam aqui, no Brasil, e também fora dele.

Será mesmo, que o povo brasileiro é tão bonzinho como todos pensam? Será que é realmente tão hospitaleiro, moderno, e desprovido de preconceitos?

Pois os dados aqui apresentados vão nos responder que não. E mais, vão nos mostrar que o enorme narcisismo que nos acompanha desde sempre é o responsável por toda inveja, crueldade, preconceito e atos de corrupção que foram cometidos, e que continuam sendo até hoje. E que ele também é o responsável por nunca assumirmos o que realmente fazemos, pois é muito mais fácil ver o defeito do outro do que o próprio.

Questiona também a situação atual do nosso país. Será que a corrupção é um problema que começou lá em cima? Ou existe a muito mais tempo, chamado popularmente de jeitinho brasileiro? Poderia eu, cobrar o fim da corrupção após estacionar em uma vaga destinada a deficientes ou idosos? Ou ao querer sempre tirar vantagem em tudo? Pois foi isso, ou esse tipo de comportamento que sempre ensinamos as nossas crianças. 

É o que elas veem diariamente seus pais fazendo. Comportamentos equivocados, comentários preconceituosos, machistas. Isso tudo não mudará nosso futuro, pelo contrário, ele continuará sendo igual, ou ainda pior. Enfim, o livro é reflexivo, significativo e extremamente enriquecedor.

       Trechos do livro:

“Para quebrar a cadeia do ódio, a primeira tarefa é parar de ensiná-lo às crianças. Interromper esse fluxo de ódio exige interromper a educação do ódio". 

“A internet não criou idiotas, mas o ataque anônimo nas redes deu ao ódio do covarde uma energia muito grande. Deu-lhe a proteção da distância física e do anonimato". 

“ A violência contra a mulher é histórica e cultural e deve aumentar à medida que a consciência feminina trouxer essa questão cada vez mais à tona". 

“ Os números de mortes no trânsito no Brasil são de fazer inveja a muita guerra. E aparentemente isso não nos choca. Temos um dos trânsitos mais violentos do planeta". 


                                                                                                                   BY:
Cristina Daitx
Resenhista Literária e Letróloga 


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