ACADEMIA TEIXEIRENSE DE LETRAS – EDINAR CERQUEIRA

Recebendo o "Prêmio Castro Alves de Literatura 2018"
Edinar Cerqueira ocupa a Cadeira 18 da Academia Teixeirense de Letras (ATL), da qual é patrono o saudoso Sebastião Pereira dos Santos.  

Ela é natural de Teixeira de Freitas/BA, onde, além de professora com formação nas áreas de pedagogia e sociologia, se destaca também como escritora.

A seguir, um pouco da trajetória educacional da ilustre confreira: em 1995 concluiu o curso de magistério e, em 2008, graduou-se em pedagogia pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR). Em 2013, pós-graduou-se em gestão escolar pela Faculdade de Educação da Universidade Federação da Bahia (UFBA). Incansável, ainda se licenciaria em sociologia pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Edinar começou a lecionar, oficialmente, no município de Caravelas/BA, primeiro no distrito de Nova Tribuna e, depois, no distrito de Rancho Alegre. Isso antes dos anos 2000. Hoje, ela pertence aos quadros de professores das redes municipais de educação de Caravelas e Teixeira de Freitas.

Em 2016, pela Editora PerSe, a acadêmica publicou o livro “Condenada a ser livre – as condições prisionais da mulher em Teixeira, na Bahia e no Brasil”, em que propõe uma reflexão sobre a condição feminina dentro das cadeias e discute o sistema penitenciário e seus conflitos na sua origem em diversos fatores que perpassam a falta de socialização da sociedade e de ressocialização dos apenados.

“O pior aspecto do encarceramento é o abandono. Enquanto a mulher é educada para ser fiel ao homem, independentemente das adversidades, o homem não fica ao lado da mulher com problemas, de modo que os primeiros a abandonarem as presas são seus próprios parceiros”, pontua.

Ainda em 2016, teve o texto “O povo brasileiro adormeceu” incluído na antologia “ATL em Verso e Prosa!”, volume 01.
 Lançamento de "Condenada a ser livre"
Com “Naquela noite”, obteve a 2ª colocação no Prêmio Castro Alves de Literatura 2018, versão interna, categoria Poema.
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Ao Norte da Loucura - Tanya Anne Crosby

ISBN: B014QHH974
Ano: 2015 / Páginas: 558
Idioma: português
Editora: Oliver-Heber Books
Sinopse:
Levantando o véu da intimidade de uma grande família sulista em declínio, a autora na lista dos mais vendidos do New York Times, Tanya Anne Crosby, explora as vidas de Caroline, Augusta e Savannah Aldridge, três irmãs que dividem um passado obscuro e um futuro incerto. Após a morte da mãe, Caroline deve assumir o jornal da família e as três irmãs devem morar juntas por um ano ou perdem a herança. Mas um assassino está fazendo as manchetes e, inconscientemente, Caroline pode ter pisado na mira...

Uma série de sequestros e assassinatos ressuscita nas irmãs as memórias do desaparecimento do irmão quando criança – e Caroline teme ser a próxima. Ainda assim, no meio da confusão, ela pode reacender um romance que havia extinguido há muito tempo. Com Jack Shaw de volta à sua vida e os laços desgastados da irmandade se remendando lentamente, Caroline espera que a família possa restaurar a posição na sociedade de Charleston – a menos que uma força sinistra além do controle delas as separe para sempre...

Sobre a autora:
Autora best-seller de romances do NYT, jornalista, ativista, mãe e esposa. Nascida na Espanha mas com dupla nacionalidade. Cinco vezes nomeada para a Romantic Times Career Achievement Award. Mora atualmente em Traverse City, Michigan.

Resenha:
Caroline, Augusta e Savannah são três mulheres, filhas de Flo, uma mulher que perdeu um filho pequeno e fechou-se para qualquer demostração de amor ou afeto. E são exatamente essas três mulheres, as maiores vítimas dessa mãe, uma mulher fria que se dedicou única e exclusivamente ao trabalho no Tribune, o jornal da família. 

Porém, na primeira oportunidade elas vão embora, em busca de um futuro longe dali. Mas um dia elas têm que voltar para casa, para o funeral da mãe, depois que cada uma havia seguido seu caminho e após tantos anos de distância. 

Sem qualquer contato com a mãe e com as irmãs, elas deparam-se com um testamento que as obrigam a viver juntas, na casa onde viveram quando crianças, durante um ano, para conseguirem receber a herança milionária deixada por sua mãe. Além disso, Caroline, a filha mais velha, deve assumir a presidência do jornal da família e tentar livrá-lo da falência.

Como se não bastasse tal situação, cada irmã vive seu inferno particular. Caroline reencontra Jack, o noivo que ela abandonou a dez anos depois que ele a traiu, e que ela ainda é apaixonada. Savannah passa por um bloqueio criativo, e não consegui escrever um livro a mais de um ano. Augusta se envolve em uma trama com um suspeito de assassinato.

Mas as três irmãs terão que se unir e tentar proteger umas às outras, quando surge na cidade um assassino de mulheres que causa pânico na população. E é quando Caroline se torna uma provável vítima, que elas tentam esquecer as mágoas do passado e provar o amor que ainda sentem.

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                                                                              BY:
Cristina Daitx
Resenhista Literária
Letróloga



Todos Contra Todos - O Ódio Nosso de Cada Dia - Leandro Karnal


ISBN-13: 9788544105320
ISBN-10: 8544105327
Ano: 2017 / Páginas: 256
Idioma: português
Editora: Leya
Sinopse:
Leandro Karnal derruba o mito do brasileiro pacífico. “Só eu e você, caro leitor, cara leitora, não odiamos nem somos violentos, muito menos preconceituosos”, diz Karnal. Uma brincadeira irônica para mostrar o quanto transferimos para o outro o que temos de ruim. Um livro polêmico, provocativo e instigante no qual ele afirma que o ódio é um dos espelhos mais poderosos para olharmos nosso próprio rosto. Que a maldade é tão próxima do ódio quanto da inveja.

Em tempos de coxinhas contra petralhas, xenófobos contra imigrantes, o novo feminismo e os movimentos LGBT, em tempos do politicamente correto contra os seus críticos mais mordazes, Leandro Karnal mostra que a história e a realidade revelam um lado sombrio do brasileiro que costumamos não reconhecer: somos violentos no trânsito, nas ruas, nos comentários das redes sociais e fofocas nas esquinas; somos violentos ao torcer por nosso time e ao votar; somos violentos cotidianamente.

Em “Todos Contra Todos”, Leandro Karnal combina as características que o transformaram no historiador mais pop do Brasil: erudição e leveza, profundidade e humor. Elas se unem nas páginas deste livro para serem saboreadas pelos leitores. Todos contra todos escancara a polêmica das palavras agressivas, a natureza das reações raivosas dirigidas ao outro e o porquê de escondermos de nós mesmos as pequenas e grandes maldades do dia a dia.
Sobre o autor:
Leandro Karnal é professor Doutor na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) , desde 1996. Graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (RS) e Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Possui pós doutorados pela UNAM, México, e pelo CNRS de Paris. Sua formação cruza História Cultural, Antropologia e Filosofia. 

É autor de livros que tratam sobre a história dos países, como História dos Estados Unidos (Contexto, 2007) e sobre o ensino de História, como História na sala de aula – conceitos, práticas e propostas (Contexto, 2003) e Conversas com um jovem professor (Contexto, 2012). É membro do conselho editorial das principais publicações acadêmicas da área na UNICAMP (revistas Ideias, Cadernos Pagu e História Social) e da UNISINOS (revista História).

Foi também curador de diversas exposições, como A Escrita da Memória, em São Paulo. Colaborou na elaboração curatorial de museus, como o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo. Além de ser reconhecido pelo seu esplendido domínio da oratória, também é poliglota.

Resenha:

De forma brilhante, Leandro Karnal, que dispensa apresentações, nos confronta com esse livro e suas ideias contrárias as que circulam aqui, no Brasil, e também fora dele.

Será mesmo, que o povo brasileiro é tão bonzinho como todos pensam? Será que é realmente tão hospitaleiro, moderno, e desprovido de preconceitos?

Pois os dados aqui apresentados vão nos responder que não. E mais, vão nos mostrar que o enorme narcisismo que nos acompanha desde sempre é o responsável por toda inveja, crueldade, preconceito e atos de corrupção que foram cometidos, e que continuam sendo até hoje. E que ele também é o responsável por nunca assumirmos o que realmente fazemos, pois é muito mais fácil ver o defeito do outro do que o próprio.

Questiona também a situação atual do nosso país. Será que a corrupção é um problema que começou lá em cima? Ou existe a muito mais tempo, chamado popularmente de jeitinho brasileiro? Poderia eu, cobrar o fim da corrupção após estacionar em uma vaga destinada a deficientes ou idosos? Ou ao querer sempre tirar vantagem em tudo? Pois foi isso, ou esse tipo de comportamento que sempre ensinamos as nossas crianças. 

É o que elas veem diariamente seus pais fazendo. Comportamentos equivocados, comentários preconceituosos, machistas. Isso tudo não mudará nosso futuro, pelo contrário, ele continuará sendo igual, ou ainda pior. Enfim, o livro é reflexivo, significativo e extremamente enriquecedor.

       Trechos do livro:

“Para quebrar a cadeia do ódio, a primeira tarefa é parar de ensiná-lo às crianças. Interromper esse fluxo de ódio exige interromper a educação do ódio". 

“A internet não criou idiotas, mas o ataque anônimo nas redes deu ao ódio do covarde uma energia muito grande. Deu-lhe a proteção da distância física e do anonimato". 

“ A violência contra a mulher é histórica e cultural e deve aumentar à medida que a consciência feminina trouxer essa questão cada vez mais à tona". 

“ Os números de mortes no trânsito no Brasil são de fazer inveja a muita guerra. E aparentemente isso não nos choca. Temos um dos trânsitos mais violentos do planeta". 


                                                                                                                   BY:
Cristina Daitx
Resenhista Literária e Letróloga 


A Cadeira Vazia - Jeffery Deaver


Coleção Negra
Lincoln Rhyme #3
Sinopse:
O mais improvável e inteligente de todos os detetives da história da literatura policial ressurge neste thriller do americano Jeffery Deaver. Ao ficar tetraplégico em um grave acidente, o brilhante criminologista de O colecionador de ossos, Lincoln Rhyme vê a possibilidade de melhorar seu condicionamento físico em uma arriscada cirurgia experimental. Mas antes de tentar sua recuperação, ele se envolve em uma caçada humana pelos desolados pântanos da Carolina do Norte. Em um escritório improvisado na delegacia local e com a ajuda de sua assistente Amelia Sachs, o especialista comanda a busca a um sequestrador e assassino apelidado de Menino-Inseto. Suspense repleto de intrincados elementos e surpreendentes reviravoltas.

Sobre o autor:
Jeffery Deaver, um ex-jornalista, cantor e advogado, é um dos maiores autores de best-sellers internacionais. Seus romances apareceram nas listas de best-sellers de todo o mundo, incluindo o New York Times , o Times de Londres , o Corriere della Sera , o Sydney Morning Herald e o Los Angeles Times . Seus livros são vendidos em 150 países e foram traduzidos para mais de vinte e cinco idiomas. Ele vendeu 50 milhões de livros em todo o mundo.

Autor de mais de trinta e cinco romances, três coletâneas de contos e um livro de leis de não-ficção, além de letrista de um álbum country-western, ele recebeu ou foi selecionado para dezenas de prêmios em todo o mundo. Seu The Bodies Left Behind foi nomeado Novela do Ano pela International Thriller Writers Association, e seu thriller de Lincoln Rhyme, The Broken Window, e Edge , Edge , também foram indicados para o prêmio, assim como um conto. Ele foi premiado com o Steel Dagger e o Short Story Dagger da Associação Britânica de Escritores de Crimes e o Nero Wolfe Award, e ele é três vezes vencedor do Prêmio Ellery Queen Readers de Melhor Breve História do Ano e ganhador do prêmio. o British Thumping Good Read Award. Solitude Creek e The Cold Moon receberam o número um do ranking de Kono Misurteri Ga Sugoi no Japão. 

A Lua Fria também foi nomeada Livro do Ano pela Associação de Escritores Misteriosos do Japão. Além disso, a Associação Japonesa de Ficção de Aventura premiou o The Cold Moon e o Carte Blanche com o prêmio anual Grand Prix. Seu livro The Kill Room foi premiado com o thriller político do ano por Killer Nashville. E sua coleção de contos, Trouble in Mind , também foi indicada para melhor antologia por essa organização.

Resenha:

Para quem é fã de história de suspense e investigação criminal, o autor Jeffery Deaver é mestre no gênero. Quem não teve a oportunidade de ler seu livro “O colecionador de Ossos”, mas assistiu ao filme, estrelado por Denzel Washington e Angelina Jolie, sabe exatamente do que estou falando. Em “A Cadeira Vazia”. O criminalista especialista Lincoln Rhyme e sua parceira Amelia Sachs vão investigar uma série de sequestros de mulheres em uma pacata cidadezinha do interior da Carolina do Norte. 

O caso parece fácil pois o suspeito, o Menino Inseto, já é conhecido por todos na cidade. Eles terão somente que seguir as pistas para encontra-lo, juntamente com suas vítimas. Porém, nada é o que parece, e pela primeira vez, Amelia não confia no julgamento de Lincoln e se envolve em uma perigosa fuga para tentar salvar um possível inocente.

Aliado a todos esses acontecimentos, Lincoln tenta um tratamento experimental que pode melhorar sua condição de saúde para que possa ser um companheiro melhor para Amelia, que continua sendo muito mais que uma parceira de trabalho. 

Mas Amelia também não concorda com esse tratamento, pois pode colocar a vida dele em risco. E esta será mais um ponto divergente nessa intrigante e interessantíssima história.

                                                                                                                   By:
Cristina Daitx
Resenhista Literária
Letróloga


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