Azul Instantâneo - Pedro Vale


Autor Pedro Vale
76 páginas
ISBN 978-989-208277

Sobre o Autor e obra:

“Azul Instantâneo” é o primeiro livro de Pedro Vale. Com 38 anos de idade, há 15 que se mudou para a Madeira, mas sempre que possível regressa a Moreira de Cónegos, de onde é natural.

Pedro Vale é professor do 1º ciclo, tendo frequentado recentemente o curso de Ciências da Cultura, na Universidade da Madeira. A leitura sempre esteve presente na sua vida, mas “a escrita surgiu de uma forma espontânea, através do “Facebook”. Era nesta rede social que Pedro Vale escrevia diretamente, sem passar para o papel, os textos que produzia. Então, entre março de 2016 e setembro deste ano, decidiu recolher tudo aquilo que escreveu e depois, em três meses, esteve “a trabalhá-los até dar origem ao livro”. O autor garante que “não há um fio condutor, não há um tema”, contudo, “há um sentimento, uma espécie de mensagem que é também preciso ler e reler algumas vezes para entrar no universo do livro”. “Acaba por ser um apelo às sensações das pessoas”. Segundo Pedro Vale, o livro “é também um bocadinho autobiográfico”.



Resenha:
O livro Azul Instantâneo não é um livro de poemas que fala de amor, se é isso que você espera dele. Também não fala de belas paisagens. Não, ele vai além. Isto porque poesia não é, e nem deve ser somente isso. O autor nos tira de nossa zona de conforto, nos surpreende e nos toca.

Em suas páginas, o leitor encontrará textos também em prosa. E em muitas de suas páginas surpreenderá com a disposição de texto. O autor faz uso do caligrama; poemas criativos e engenhosos, carregados de beleza, por onde a imagem fica em primeiro lugar em relação ao texto.

A escrita do autor é carregada de significados que são sentidos, e não lidos. É um livro que envolve todos os nossos sentidos e suas sensações.


      “ Talvez um dia recordes
        num qualquer espelho torto
        quão simples fora a tua salva
       e te lembres daquela vez
       em que ceáramos apenas meia
       laranja e nada de pão naquela casa cega
      com o telhado a verter lágrimas
      de fel.” (pág 12)


Cristina Daitx
Resenhista Literária e Letrada

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