Cem dias na PRISÃO - Marcos A Junior


ISBN-13: 9788551601174
ISBN-10: 8551601172
Ano: 2017 / Páginas: 223
Idioma: português
Editora: Giostri
Thomaz é um jovem de 18 anos, aspirante a escritor, e conta aqui a história mais marcante que já viveu. Durante cem dias ficou preso à sanguinária batalha entre o bem e o mal. Seus sentimentos foram embaraçados e o único desejo que possuía era de livrar-se de tal obscuridade com a tradução de pensamentos em palavras. Suas lembranças foram alteradas. O gênio do mal brincou com as suas suposições. O ambiente no qual esteve foi o pior. Foi largado na imensidão do esquecimento. Abandonado aos seus pensamentos mais trágicos. Destinado a viver toda a vida longe dos pais, irmãos, mulher e sem poder conhecer o filho que estava por nascer nos próximos meses. Tudo o que necessitava era uma saída. Algo que o livrasse da tragédia que é viver preso às grades. As palavras foram o seu refúgio durante dias, mas ele começou a absorver o que o ambiente mais propagava o mal. Que os pensamentos bons carreguem-no por todo o tempo de sanidade que ainda o resta. Cem dias, noventa horas ou apenas cinco minutos.

RESENHA
“Não suportava mais a vida da forma que estava.
Não aceitava o rumo que estava sendo tomado por todos.
Porém, contrariando a expectativa geral, tudo pode piorar.
Hoje meu sonho é estar lá fora.
Recuperar aquela liberdade disfarçada”. (p.51)

Existem momentos bons e ruins na vida. Existe mudança repentina.
E como aceitar essa mudança?
Como conduzir sem enlouquecer?
Marcos Junior é natural de Recife – PE. É formado em análise de sistemas e administração, mas só encontrou o verdadeiro prazer da vida quando teve sua primeira obra publicada, Herbert Flinch – O manipulador de Sonhos (Giostri, 2016).

Sua segunda obra “Cem dias na Prisão” é uma narrativa em primeira pessoa, pelo protagonista Thomas.

O grande gancho dessa obra é a narração.

Não é uma narrativa análoga aos romances tradicionais, a qual o leitor já se encontra bem acostumado de apreciar. Em um formato de diário, desabafo, o personagem Thomas conta toda sua experiência de passar 100 dias na cadeia.

Em formato poético, orações e parágrafos curtos, de uma até duas linhas, o autor Marcos escreve um livro com astúcia.

Apenas iniciando sua jornada autoral, o escritor nos surpreende com cada página descrita e nós leitores sentimos cada dor, a cada dia, que Thomas conta sua labuta carcerária.

Contada desde seu primeiro dia, porém, as revelações de como os fatos ocorreram, para ele encontrar-se nessa atual condição, levam dias e dias para serem apresentados. Fazendo com que o leitor fique angustiado a cada página lida.

O livro não tem diálogo, é quase um monólogo, pois os personagens paralelos existem e fizeram parte do contexto, mas todos na visão e descrito pelo personagem Thomas.

O cenário é único. A cadeia. O ambiente muito bem relatado mostra um lado sombrio e desconhecido, por muitos. A realidade do local exteriorizada dia-dia, é algo denso. Resultando em martírio a cada fragmento, a cada oportunidade superada.

“Na situação ocorrida, não aceitar as desculpas seria como atestar a influência efetiva e duradoura do mal em meu ser.” (p.122)

Não é um enredo com momento de virada, mas tem um embate bem descrito e resolução plausível.
Alguns fatos com Thomas nos deixam sensibilizados, outros nos assombram. Como a resistência da própria família, as mortes, que ele encontra nos primeiros dias, ou a morte que insiste em visita-lo. Nenhum dia é comum, mesmo sendo todos em um mesmo ambiente, com a mesma rotina. Um dia calmo, outro turbulento. Um dia esperançoso, outro dia atormentado. O leitor mergulha realmente na experiência de Thomas e percebe seu amadurecimento do primeiro até o dia 99 ou até mesmo antes, já que o final é uma revelação bombástica e surpreendente.

A escrita é impecável. Marcos conduz bem à escrita, o enredo e contexto da sua obra.

“Aqui ou lá fora.
Fraquezas humanas.
Achar que fazer com os outros o mesmo que lhes foi feito vá curar os traumas de psique” (p.96)

É uma leitura melancólica, mas prazerosa e impactante. A obra deixa uma lição, fazendo o leitor compreender como uma injustiça, ou o pouco caso das autoridades - na qual deveríamos confiar; ou como não confiar 100% em quem confiamos, pode transformar uma ou muitas vidas.

Culpa que nem sempre é de autoria própria, porém tem que ser paga até provar o contrário. Em se tratando do Brasil, isso é comum e infelizmente uma realidade quem nem sempre é possível lutar.
Uma verdadeira crítica a sociedade e comportamento alheio.  Marcos foi sábio em toda desenvoltura com “Cem dias na PRISÃO”.

Informações sobre o livro:
Instagram: @maj_oficial
                  https://www.facebook.com/majoficial/?pnref=lhc

                                                                               BY:
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2 comentários:

  1. Oi Paty! Que bela resenha! Fiquei muito surpresa (positivamente) com a qualidade da escrita do Marcos. Achei muito inteligente os parágrafos curtos e que diziam tanto. Obrigada pela indicação, eu gostei muito, e aquele final... "me caiu os butiá do bolso" kkkkkkk (expressão bem gaúcha que significa que fiquei surpresa, sem reação, de boca aberta)
    Bjos minha flor!

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    Respostas
    1. Rindo muito com "me caiu os butiá do bolso" --- Que bom que gostou, ele foi realmente uma grata surpresa como escritor e com este livro.
      Bjocas na alma

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