Academia Teixeirense de Letras - Padre Celso Kallarrari


Celso sendo empossado na ATL
Hoje iremos conhecer o ocupante da Cadeira 4 da Academia Teixeirense de Letras (ATL). Trata-se de Celso Kallarrari, escritor, poeta, professor universitário, sacerdote ortodoxo e pai.

Coube ao próprio esclarecer essa história de ser padre e casado ao mesmo tempo. Sem sombras de dúvidas, é possível. Na Igreja Ortodoxa, desde os primórdios do cristianismo...” Ele continua: “De fato, a história do não-casamento dos padres é muito recente. Com efeito, se é proibição hoje, é que outrora era permitido. Todavia, como a história cristã do Ocidente é mais recente, predominou, aqui, no imaginário popular, a imagem do padre celibatário como sinônimo de santidade, de modo que, ao falarmos hoje em dia em casamento de padre, soa, em muitos ouvidos, coisa de outro mundo”.
Palavras e mais explicação do Padre Celso  Padres Casados - Clique Aqui.

Mas é óbvio não iremos focar só em sua vida de fé. Nascido em Mato Grosso, em 1973, desde 2000 ele reside em Teixeira de Freitas (BA). Assim como sua vida literária, Celso tem uma vida acadêmica vigorosa: licenciado em Letras e graduado em Teologia, mestre em Educação e doutor em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica – PUC-Goiás.

Ele ainda encontra tempo para se dedicar à pesquisa nas áreas de 1) Literatura: Crítica, Memória, Cultura e Sociedade; 2) Língua, Linguagens, Significação e Identidade; Co-fundador (2005).
Celso recebendo do Troféu Cora Coralina
Além disso, Celso Kallarrari é membro do Conselho Editorial da Revista Científica Mosaicum; membro do Conselho Consultivo e parecerista da Revista NUPEX – UNEB; membro do Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos – CiFeFiL; membro da União Brasileira de Escritores - UBE, SP; membro da Academia Mineira de Belas Artes - AMBA - Belo Horizonte, MG; membro da Academia de Letras de Goiás Velho.
Assista ao escritor recebendo o Prêmio Excelência e Qualidade Brasil. 
Ele tem o nome e obras registrados no Dicionário dos Escritores Contemporâneos da Bahia (Salvador: CEPA, 2015).

Celso Kallarrari é autor das seguintes obras: A Porta Remendada (2003); As Últimas Horas (2009); As Últimas Palavras (2013); O Ritual dos Chrysântemos (2013); Fé e Razão (2014). Além disso, cuidou da organização de coletâneas em Educação, Ensino a Distância e Linguística.

Atualmente ele é professor adjunto da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, com uma atuação bem referendada por todos. Aliás, isso vale também para sua obra literária que conta com boa aceitação entre críticos, leitores e estudiosos. A prova disso é seu romance de estreia, “O ritual dos Chrysântemos”, de 2015.
1º romance de Celso Kallarrari. Resenha - Clique Aqui
Assim, percebemos a riqueza que Academia Teixeirense de Letras oferece ao mundo literário com grandes profissionais fazendo a diferença neste mundo sublime da literatura que nos encanta e fascina. 
Site do escritor e sacerdote Celso Kallarrari:  http://www.celsokallarrari.com/

Mês que vem iremos conhecer a cadeira 5, ocupada por Carlos Andrade, membro e conselheiro da ATL. 
Até a próxima.
BY: Patrícia Brito
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Quiçá – Luisa Geisler. LVA 4


Ano: 2012 / Páginas: 240
Idioma: português 
Editora: Record


Arthur aparece na casa de Clarissa como um parente do interior, quase desconhecido. Jovem problemático, tentou suicidar-se, foi internado e, agora, irá passar um ano letivo com seus tios e com a prima de 11 anos. O primo desajustado vai mostrando, no seu tom monocórdio uma crescente humanidade em relação à Clarissa. Compartem da mesma solidão, num medo, talvez, de perder-se, de diluir-se, sem que ninguém os veja. O romance foi vencedor do prêmio Sesc de Literatura 2011. 







RESENHA:


"Full HD, conexão à internet, com 3D, 52 polegadas" 
Quase um mantra, tendo em toda obra.

Ao finalizar a leitura desta obra, fica uma singela pergunta: É mesmo necessário seguir todas as regras, disciplina e padrões? Não só aqueles padrões louváveis, mas também aqueles insurgentes ou lastimáveis.

Esta obra é a quarta leitura do Projeto Literatura Verde Amarela, na qual eu e Cilene do Blog Meu Vício Literário estamos estudando e tentando entender o que tem de especial nos livros vencedores do Jabuti e Sesc.

Quiçá foi premiado pelo SESC de literatura 2011 e muito bem aceito pelos críticos.

O enredo tem confrontos de personalidades dos personagens principais. Enquanto, Clarissa é uma filha exemplar, cumprindo exigências que ela mesma impõe, nos seus poucos 11 anos, tem uma rotina puxada com estudos, aula de natação, piano e  zelo com seu gatinho.

Seguindo a linha oposta, o seu primo Arthur é um ex-suicida, fumante e tatuado, não tem hora para nada e não leva os estudos a sério.

O conflito maior surge quando Arthur passa a morar com a prima Clarissa e o pais dela Lorena e Augusto. Profissionais ocupados, dono de agência de publicidade, que só chega em casa depois da 20h, assim deixa a desejar com a responsabilidades de pais educadores, exigindo da própria Clarissa o comportamento adequado.


"Clarissa sorriu para mãe, a linda mãe, a mãe que dormiar três horas por noite. Esqueceu-se de Arthur, da ausência do pai, das conversas que Arthur tinha com a família, com Augusto, esqueceu-se das caronas, das vezes que espera pelos pais acordada, das vezes que pediu que chegassem cedo para que pudessem jantar juntos e eles não puderam. Era linda, a mãe". (p. 189)

Seria uma obra simples, básica, se não fosse: a criatividade da autora e fazer uma narrativa não linear. A leitura é dividida em três momentos: 1. Os capítulos principais; 2. Entre um capítulo e outro uma reflexão, mensagem, ou texto solto; 3. E o almoço de Natal.

Além de não ser linear, encontra-se a simplicidade da escrita, as brincadeiras com as palavras e frases fazendo a leitura seja rápida. Alguns momentos você pode ler em voz alta, resultando em momentos divertidos com a narrativa.

A ONU estima que 4,4 pessoas nasçam por segundo no planeta e 1,8 pessoa morra por segundo no planeta
tique, 4,4
taque, 1,8
E agora você é mais velho do que jamais foi.
tique
taque
E agora você.
(p. 29)

Com este projeto LVA venho questionando cada vez mais as leituras premiadas, as exigências dos jurados ou críticos literários. A cada leitura fica evidente que a escrita mais surreal, inexplicável tem voz vencedora. Até agora, apenas um romance profundo e bem trivial foi vencedor que apreciei com entusiasmos, os outros até este, percebo que a criatividade é um preceito destemido.

Porém, ficam aqui algumas ponderações a serem ressaltadas como leitora. Cada obra tem sua singularidade, neste especifico, a leitura fluiu, mas alguns impasses e indagações foram encontrados, como: Uma família de classe média alta, onde tem a filha pequena, por qual motivo não tem uma secretária no lar? Um primo na qual tem sérios problemas de personalidade e comportamento, com apenas 18 anos fica totalmente responsável pela prima ao ponto de frequentar as reuniões escolares. Questões com “verossímil” que como leitora compulsiva fiquei questionando.

Mesmo com estes enigmas, a leitura é deliciosa, tranquila, tem leveza. Foi uma descoberta/estudo bem prazerosa, assim como conhecer e acompanhar carreira da autora. 

E o final? O que falar? Tem final? Leiam e me contam. 

"A linguagem é coloquial, jovem e contém palavrões e liberdades estéticas/estruturais... Há momentos em que, sem explicação ou necessidade alguma, encontramos uma citação de José Saramago, outra de Umberto Eco ou uma sentença solta na página: “Precisa-se de chapista.”(pg. 122) Outros momentos, como os que trazem a música ouvida misturada aos diálogos e pensamentos poderiam ser mais interessantes se já não estivéssemos fartos de coisas sem sentido aleatórias.". 
Resenha completa de Cilene Resende
Clique Aqui


Foto: Site Sesc
Autora: Luisa Geisler (17/06/1991) nasceu em Canoas (RS), mas passa dois terços de seu tempo em Porto Alegre, estudando Relações Internacionais. Contos de mentira é seu livro de estreia, mas conquistou o prêmio Sesc de literatura. Para alguém que nasceu em 1991, não é pouco o que já fez: ganhou prêmios literários, publicou contos em antologias, revistas e na internet, traduziu, lecionou inglês, arrancou os sisos, tentou fugir de casa, estudou cinco idiomas estrangeiros e somou outros tantos feitos afins. (Fonte: Skoob)

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