Um breve fracasso: Tutorial de como não puxar assunto - TMartins




#1 Era só pra ser uma mensagem, era pra puxar assunto, era meramente e exclusivamente a razão, causa e efeito de passar tempo na hora do almoço enquanto não atualizo minha playlist, era para manter a desculpa de não conversar com as mesmas pessoas, pois estou sempre ocupada  me fechando no mundo virtual. Não sei como posso explicar, mas quando dei por mim já era isso. Mais de 15 linhas sobre um assunto que nem ao menos tem nome e por isso não chega ao fim. Como se fosse mais uma coisa... Aquela... Qual o nome? Lembrei “querer conhecer o outro”.
Um devaneio sem sentido. Sou eu sendo eu. Sou eu me reinventando. Sou eu causando silêncios constrangedores. Vai me desculpando, tenho essa mania de falar coisas sem sentido pra pessoas que nem conheço. E posso garantir que as pessoas que conheço sofrem mais com essas minhas intervenções pouco ortodoxias. Faço isso a qualquer hora, por qualquer rede. De certo modo levo em consideração, que se em algum momento quis fazer parte, então que faça parte, oras! Que participe como leitor (ouvinte) das minhas paranóias. Isso em hipótese alguma abre um precedente para pedir o meu WhatsApp. Tudo tem limite, menino!


#2 Talvez eu devesse começar primeiro explicando todo o contexto; compreendo que não posso e não quero exigir de alguém a capacidade de entender meu raciocínio de escritora-prática-ranzinza-hippie. Primeiro porque não sou escritora, depois não tenho nada de prática e gosto muito de dinheiro para ser Hippie. É... Ranzinza eu sou mesmo. Talvez seja isso que eu tenha que explicar. Mas não vou. Dane-se o mundo, tudo. Dane-se biquíni Cavadão e sua música chiclete. Aliás talvez ele nem veja as coisas assim, talvez eu só lembre ou preste atenção naquilo que me convém e não em tudo que ele diz. Talvez essas histórias de signos sejam realmente verdadeiras, talvez um extraterrestre venha me salvar (Tomara!). Talvez ele passe e leia...Talvez um filme sobre um cowboy e um tomatinho cereja já exista... Parece-me animação de cinema francês, talvez tenha no catálogo da Netflix. Vou procurar, embora tenha muito medo de descobrir que é só mais uma história meia boca, com um final certinho e bem previsível. Talvez o cavalo do mocinho até fale...

#3 Saudades do bate papo Uol ponto com ponto br e de quando eu podia ser a loira de vestido vermelho decotado, sem me importar com dias da semana; qualquer dia era ideal para marcar um cineminha com desconhecidos. Até hoje (e isso já fazem mais de dez anos) me pergunto se algum dos meus pretendentes foi na sessão das 16 horas e por quanto tempo esperou até perceber que se tratava de uma mentira... Devo admitir que nunca me sentir mal por isso, convenhamos, que mulher marcaria de sair com vestido decotado e vermelho numa hora dessas?
O meu fracasso na interação social é oficial! Vai ser o jeito atualizar o mais rápido possível minha seleção de músicas.
Bicho, como podemos viver em um mundo que ainda não exista a história do Cowboy e um tomatinho cereja?


TMartins

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