Luzes no Passado – Claudio Guilhon (pelo espirito Rita de Cássia)




Ano: 2016
Páginas: 224
Idioma: português 
Editora: Jaguatirica

SINOPSE
O mito da alma gêmea – o amor completo e verdadeiro tema de filmes, livros e outras obras de arte – tem fundamento no espiritismo.

Charles e Sarah na Europa do século XVI, Josafá e Antibes no Oriente Médio a.C., Van Haume e Catrina na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Esses três casais são na verdade um só no romance mediúnico Luzes no passado (Ed. Jaguatirica), psicografado pelo médico oftalmologista paraense Cláudio Guilhon e ditado pelo espírito de Rita de Cássia, ou Irmã Rita, como prefere ser chamada. “Os protagonistas mudam de nome e de época, mas suas almas são únicas e permanecem ligadas”, explica Guilhon.

No entanto, Charles e Sarah passam a maior parte da vida separados, Josafa e Antibes pertencem a tribos diferentes que guerreiam entre si, Von Haume e Catrina sofrem com o fato dele ser oficial nazista e ela, prisioneira de um campo de concentração. “Tais dificuldades nada mais são que etapas no cumprimento de nossos destinos. Necessitamos de doses de dor e desconforto para crescer. Quem avalia e administra essas doses é Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas não sou eu quem diz isso, é a Irmã Rita”, esclarece o autor.

O livro terá lançamentos em Belém, Rio de Janeiro e São Paulo. A renda proveniente das vendas será doada integralmente ao Centro Alternativo de Cultura – CAC, obra social que atende quatrocentas crianças em Belém do Pará. Mais uma vez, essas iniciativas foram indicações da Irmã Rita. “Ela manda, eu executo”, finaliza Cláudio.

Claudio Guilhon nasceu em Belém do Pará. É médico formado pela Universidade Federal do Pará, com especialização em Oftalmologia e Medicina do Trabalho, tendo estagiado na Clínica Mayo (EUA) no setor de Glaucoma e Catarata. É Capitão de Fragata da reserva da Marinha do Brasil e exerce suas atividades profissionais em Belém. Em 2010 iniciou o estudo da Doutrina Espírita e desenvolvimento da mediunidade no Centro Espírita Yvon Costa, na capital paraense, no qual exerce as atividades mediúnicas até os dias de hoje. Tem 51 anos, é casado e pai de duas filhas.

RESENHA

“Evoluir é preciso, progredir sempre. Eis um lema divino.” (p.203)

Cláudio Guilhon nasceu em Belém, Pará, tem 51 anos, médico oftalmologista formado pela Universidade Federal do Pará e também é especializado em Medicina do trabalho.

Em 2010 iniciou o estudo da doutrina Espírita e desenvolvimento da mediunidade, exercendo suas atividades atualmente no Centro Espírita Yvon. A consequência de seus estudos e aprofundamento com este, resultou um belo romance, Luzes no Passado.

Esta obra foi uma parceria com a Oasys Cultura - Clique aqui e conheça seu trabalho, especialmente pelas mãos da escritora e jornalista Valéria Martins, conheça seu trabalho Clicando aqui. A ocasião propiciou um conhecimento primoroso na rotina peculiar e literária. A Oasys é uma agência literária sempre disposta a trabalhar em benefício de autores, sejam eles novatos ou não. E por conta disso, oportuniza apaixonados pela arte de explorar uma leitura de qualidade.

A narração é, em sua maioria em terceira pessoa, mas às vezes oscila com a narrativa dos personagens, passando assim para primeira pessoa.

Os protagonistas são Charles de Naterville e Sarah, porém em outras vidas, os mesmo, atendem por outro antenome.

Exatamente isso que acontece em todo decorrer da obra.

Os protagonistas, são desafiados com os obstáculos da vida, entre erros e acertos, encaminham no que eles julgam corretos. Paralelo a isto, uma linda e forte estória de amor nasce, acompanhando em todas as eras.

“O amor é uma dadiva que devemos cultivar no seu mais belo ser de simplicidade e verdadeiro carisma.”(p.197)

O livro é dividido em 4 partes, e em cada, conta a vida de Charles naquela época vivida. No primeiro ciclo, é importante atenção neste, pois ele é que norteará para as outras épocas apresentada na leitura. O protagonista tem uma vida com pobreza e por conta disso, termina ele descrente de Fé, fazendo algumas loucuras gananciosas.

O interessante,  paralelo ao ensinamento da doutrina, é o que cada tempo ensina para os leitores. Moeda da época, rotina de viagem, comunicação. A violência que não é hábito somente dos dias atuais.

A cada passagem é uma lição deixada pelo autor, onde mostra que o que fazemos em Terra, é marcado. Aprende-se que os atos, escolhas são sempre influenciadas e, estes caminhos é o resultado de como será no plano espiritual.
“Como aplicar esta frase em pessoas que só pensam em destruir o próximo ou a natureza? Respostas teremos com o decorrer da evolução da vida de cada um. (p.197)

Ao chegar ao final do romance, o autor foca mais na doutrina, explanando como é o plano espiritual e como é o procedimento de resgate da alma. Existe toda uma preparação, ritos e em cada fase, o autor com sutileza explana fazendo o leitor desfrutar de uma leitura compreensiva.

Conhecimento, com uma leveza na escrita. Ocasionando placidez ao ler, como o próprio título proporciona. Sensibilidade, amor eterno, ingrediente e objeto, enlaço profundos que encontram-se nesta belíssima obra literária.

É uma obra que oportuniza leitura-fruição, ao mesmo tempo leitura de estudo. Com informações explicitas de fácil assimilação. Assim, você não tem apenas prazer em sentir o enredo, mas aufere discernimento com a doutrina.

Aqueles que vivenciam o espiritismo, tem a oportunidade de deliciar com a  obra. Já outros que não vivenciam, ou leitores compulsivos; é a hora de conhecer, quebrar paradigma, preconceito e deixarem ser guiados pela beleza que a literatura proporciona a cada página apreciada em Luzes no Passado.


Leitura recomendada, nota máxima.

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Patrícia Brito 

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