Concurso Literário - O mundo ao contrário - Antologia



Hoje não tem resenha por motivos nobre, mas tem post especial.

O mundo ao contrário  é organização do escritor Maurício Coelho e ele convida outros autores para participarem.


Clique aqui e conheça o autor

O Livro:


SINOPSE

            A realidade não é linear. Muito pelo contrário, cada decisão sua gera incontáveis resultados possíveis para o futuro. Quando se opta pela rodovia engarrafada, seu outro eu escolheu o caminho mais longo – porém chegou a tempo no trabalho. E isso acontece com tudo ao seu redor – direita ou esquerda, vestido azul ou vermelho, sim ou não. E vai além: os russos podem ter declarado território na Lua primeiro. Contudo, você não é capaz de ver o universo alternativo, a não ser que se permita enxergar as inúmeras facetas da realidade do Mundo ao Contrário.


Edital


REGULAMENTO ANTOLOGIA O MUNDO AO CONTRÁRIO:

   1. O conto deverá estar dentro do tema proposto (realidades paralelas).
   2. Cada participante poderá concorrer com apenas 1 (um) conto.
   3. O conto deverá ter no máximo 13 mil caracteres com espaço.
   4. O autor selecionado se compromete a pagar o valor único de R$ 60,00 (sessenta)      referente às despesas de publicação. Por esse valor, o autor levará um exemplar da antologia (frete incluso).
   5. O conto deverá ser enviado em fonte Times New Roman, tamanho 12, justificado, espaçamento 1.5 entre linhas.
  6. O conto e uma biografia do autor deverá ser enviado para o email: coletanea2016@gmail.com com cópia para  antologias@portodelenha.com  com o título CONTO PARA MUNDO AO CONTRÁRIO
   7. Curta a página http://bit.do/b2YF7 e entre em contato para tirar dúvidas
   8. Os nomes dos selecionados serão divulgados no site da Porto de Lenha-Editora e na página do organizador, Maurício Coelho.

PRAZO:
22/05/2016 até 23/09/2016

RESULTADO:
Até o dia 30/09/2016

PARA SABER MAIS:
História Alternativa. Disponível em: 

MEDEIROS, A. Ponto reverso. São Paulo: Andross Editora, 2014.

Universo Paralelo. Disponível em:

A Última Dança - Marcos Jr. - Final







A noite estava mais iluminada que qualquer outra noite naquela cidade. A iluminação não era ofuscante apenas pelas festas de réveillon que se aproximavam, mas também pela beleza e formalidade presente nos trajes de quem se dirigia a aquela apresentação. Poucas pessoas da cidade não tinham o interesse de assistir a peça final. Apesar da vontade geral, aquele auditório suportava apenas mil pessoas, e todos os ingressos haviam sido vendidos rapidamente para os que tinham algum conhecimento da área, para as famílias dos bailarinos e para aqueles que tiveram disposição o suficiente para acordar cedo e conseguir os primeiros lugares da fila.

No backstage, Eli se desprendia do seu nervosismo alongando os músculos dos membros inferiores e trabalhando a respiração, como sua primeira professora havia ensinado. Os minutos pareciam correr no relógio central preso à parede do camarim. Quanto mais tempo passava olhando, maior era a velocidade que os ponteiros se perseguiam.O nervosismo seguia em ondas de frequência. Por alguns instantes mais à flor da pele, em outros, quase inexistente. A preparação já estava perto de terminar quando ouviu duas batidas fortes na porta. O nervosismo havia escondido as outras duas batidas que já haviam sido dadas anteriormente, em menor força. Ao abrir encontrou Mário, trazendo, em suas mãos, um lindo buquê de rosas vermelhas. As palavras encorajadoras vindas do namorado trouxeram a calma e a tranquilidade necessária para o coração acelerado da pequena bailarina. Apesar de dançar a tanto tempo, nunca houvera o feito para uma plateia tão grande.

O nervosismo não era motivado apenas pela apresentação daquela noite.A viagem que estava por vir também desquietava seu coração. A notícia da viagem ainda não havia sido dada a Mário.Não queria estragar a sua última apresentação na cidade, muito menos brigar com alguém que tinha tanto amor. O sentimento dos dois era verdadeiro e nem o tempo poderia acabar com isso, pelo menos era o que ela sentia.

O último beijo trocado antes da apresentação, após Mário se despedir e se encaminhar para o lugar marcado para ele, ao lado dos sogros, na primeira fila, foi suave, apesar de ardente, como nunca houvera sido antes. Foi o melhor beijo que aquele casal já havia trocado desde o primeiro momento juntos.Faltava apenas um minuto para se dirigir ao palco, de frente para o espelho que ia do teto ao chão, quando Eli conseguiu avistar, pela primeira vez, a beleza da transformação que todos sempre disseram existir em seu físico. O longo vestido vermelho que ia até o chão, com uma fenda na região mediana das coxas, alguns centímetros acima dos joelhos, colado ao corpo, só exaltava ainda mais a beleza das suas curvas. O cabelo preso por uma haste de madeira escura a deixava com a aparência semelhante à de uma oriental.

Seus olhos ainda seguravam algumas gotas das lágrimas que haviam acabado de cair quando mais uma vez uma batida na porta despertou sua atenção. Era chegada a hora.

As luzes estavam totalmente apagadas e o local parecia totalmente deserto quando Eli entrou no palco. Seus movimentos pareciam acompanhar, copiosamente, cada acorde daquela música. A leveza na execução dos seus gestos era capaz de deixar qualquer um boquiaberto. A multidão presente explodiu em palmas quando, após alguns passos silenciosos, Eli apareceu em uma posição fetal no centro do palco, auxiliada por um turbilhão de luz focado nela, comprovando que o show iria começar naquele momento.

O espetáculo já havia chegado ao seu meio quando o carrasco finalmente entrou em cena. Na segunda metade do show as atenções eram divididas em um casal. A dança era em par.O mesmo par que já havia sido motivo de discussão entre o casal de namorados por mais de uma vez. Apesar da cara feia de Mário, o show tinha que ser feito, e assim foi. Todos os paços realizados pelos dois mostravam a sintonia existente entre os dois, além das muitas horas gastas com treinos. Andavam pelo palco como se fosse um corpo só. Colados, tanto quanto o primeiro vestido de Eli, que agora já havia realizado a troca de roupa.

A música já diminuía de volume, o que mostrava que a apresentação já chegava perto do fim, quando, aproveitando o último passo ensaiado, com o corpo de Eli em suas mãos, Augusto, o companheiro, arrancou-a um beijo. Toda a plateia observou atônita, por apenas cinco segundos, e explodiu em palmas, acompanhadas de gritos histéricos, mais fortes que as do início. Mário não estaria mais na plateia pra assistir a reação da namorada. Suas pernas se moveram rápido o suficiente para deixar o local antes que as palmas se encerrassem. A última vez que os olhos dos dois se cruzaram.

Ninguém, nem mesmo os pais, viram o filho para o resto da vida. Apesar da tristeza pela reação do namorado, Eli não deixou aquela atitude de Augusto atrapalhar sua noite. Muitas foram as congratulações na saída do espetáculo. Todos que presenciaram aquela apresentação podiam visualizar o futuro promissor que ela teria no mundo da dança. O caminho até casa foi marcado pelo silêncio da parte da modesta estrela. Os pais sabiam o motivo, mas mesmo assim tentaram a animar com tanto afinco que, algumas horas depois, conseguiram arrastar a filha para a festa de réveillon, mesmo sem muita vontade.


Sua beleza foi mais uma vez exaltada pelo vestido branco que usava e pelo sorriso estampado em seu rosto, apesar de não estar tão feliz quanto queria. Tinha apenas alguns dias para encontrar Mário, tentar fazer com que entendesse que aquilo não havia sido combinado, mas não teve chance. Os pensamentos, mesmo longe, sumiram quando a contagem regressiva começou. Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um fim.

Harry Potter - Pedra Filosofal Filme



“LUMUS! Juro solenemente que não vou fazer nada de bom!”

Olá queridos bruxos e trouxas (no sentido desta literatura), tudo bão com vocês? Minhas palavras hoje vão para uma saga que, na minha humilde opinião, é a melhor que existe neste mundão. Prontos? Então estiquem sua mão direita sobre sua vassoura e diga: SUBA!


No dia 26 de junho de 1997, era lançado o primeiro romance da série escrita por J.K Rowling. Harry Potter e a Pedra Filosofal foi um sucesso entre as crianças e adultos de todo o mundo, a história do pequeno bruxo órfão de 11 anos comoveu e despertou grande interesse de muita gente fazendo a série ser uma das mais rentáveis te todos os tempos. 

Quatro anos depois, era lançado o primeiro longa baseado no romance, Harry Potter e a Pedra Filosofal estreou nas telinhas brasileiras no dia 23 de novembro de 2001. Dirigido por Chirs Columbus e distribuído pela Warner, A Pedra Filosofal foi bem aceito pelas críticas, pelos fãs e principalmente, por J.K Rowling. Estrelando os fofoletes Daniel Radcliffe (Harry Potter), Emma Watson (Hermione Granger) e Rupert Grint (Rony Weasley), essa primeira adaptação levou os fãs a loucura por ser bastante fiel a obra literária.  

Nos primeiros minutos vemos duas pessoas vestidas estranhamente conversando sobre algum acontecimento, enquanto um grande ser barbudo chega em uma moto voadora (hã?) carregando um pequeno  embrulho junto ao peito. Sim, aquele pequeno embrulho é o nosso heroizinho, que daquele momento até o seu 11º aniversário não sabia o quão grande era o seu nome em um outro mundo. Dez anos e alguns meses depois lá está ele sob o armário embaixo da escada, o menino magricela, desarrumado e de óculos remendados vivendo na casa dos tios trouxas (nos dois sentidos). Mal sabia ele que em alguns dias seu futuro mudaria completamente. 


Poucos dias antes do seu 11º aniversário, Harry recebe sua primeira carta de Hogwarts, sendo este motivo de grande preocupação para seus tios que a destroem, porém, contudo, entretanto, toda vida, estamos falando de magia né? Centenas de cartas vão aparecendo para Harry, na versão estendida do longa mostra cartas até dentro dos ovos que a tia Petúnia usa para cozinhar. Corujas por todos os lugares, cartas e mais cartas e nada do pobre Harry conseguir ler uma até que em um belo dia a artilharia é intensa, milhares de cartas invadem a residência dos Dusley fazendo com que tio Valter leve a família para um lugar bastante isolado. 

Em uma triste cena do Harry desenhando seu bolo de aniversário sob o pó do chão, eis que aparece nosso meio-gigante favorito: Rúbeo Hagrid chega para resgatar Harry e lhe conta quem realmente ele é, o que aconteceu com seus pais e para onde ele deve ir. Finalmente ali Harry lê a carta e descobre que é um bruxo.

Em seu primeiro ano em Hogwarts, Harry conhece Rony Weasley e Hermione Granger, aqueles que seriam seus parceiros durante toda a saga. Ali ele começa a aprender sobre magia, sobre seus pais, aprende a voar em uma vassoura e ganha uma Nimbus 2000, tipo, a vassoura das vassouras para sua primeira partida de quadribol. Ganha uma capa de invisibilidade no natal (*-*) e claro, aproxima tanto companheiros de sua casa Grifinória e os mais sociáveis Lufa-Lufa e Corvinal, tanto quanto as desavenças dos alunos de Sonserina, com foco em Draco Malfoy, o rival de Harry durante sua estadia em na escola. 


 Os desafios para o bruxinho calouro não são poucos: entrar para o time de quadribol ainda no primeiro ano, percorrer a floresta negra de castigo, enfrentar um trasgo montanhês adulto no banheiro feminino durante o halloween e conseguir a pedra filosofal depois de passar por um cão de três cabeças (adoro o Fofo), visgos do diabo (santa Hermione que presta atenção nas aulas de herbologia), enfrentar mini chaves voadoras para conseguir a chave mestre voando em uma vassoura (tipo, ele é o apanhador do time né...), uma partida de xadrez pra lá de destruidora (sim, Rony tem seu momento de Cavalo :D)


e enfrentar o professor Snape Quirrel que no final se revela ser o bonequinho de Lord Voldemort, opa, Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, o grande vilão da saga.

Por fim, Harry termina o ano como o grande herói (novamente) em uma bela cena do Campeonato das Casas onde, hahahahaha, o gracinha do diretor Dumby descola uns postinhos extras pra Grifinória a tornando a campeã da Taça das Casas. Harry embarca novamente para a casa dos trouxas tios para um verão que seria loooongo...


Apesar de ser um grande fã dessa saga, não conheci Harry através da Pedra Filosofal, ele já estava no seu 3º ano quando me encantei por seu mundo, mas claro, já li e assistir A Pedra Filosofal “n” vezes. É uma adaptação gostosa, sincera e inocente, conforme a idade do nosso heroizinho. Alguns anos após seu lançamento a Warner ainda nos presenteia com uma versão estendida de mais de duas horas de filme e uma remasterizarão 3D, e é incrível! A novidade de um pequeno bruxo, míope e órfão comoveu muitas crianças e claro, adolescentes e adultos, que cresceram juntos com Harry no decorrer dessa saga. Chris Columbus conseguir maravilhosamente bem converter o livro em um longa, claro, sempre com o auxílio de J.K. Rowling, a mãe dessa incrível saga, sem perder a essência da história.


A Última dança - Capítulo 2 - Marcos Junior






O namoro dos dois só se tornou oficial quando Mario encontrou coragem para ir até a casa de Eli, conhecer os sogros. Os pais sempre trataram a filha como um tesouro, pois era exatamente isso o que sempre havia sido. Um verdadeiro tesouro.
O carinho com que tratava seus pais, o respeito e a calma que tinha, mesmo quando aqueles pequenos problemas lhe afetavam, era algo sobrenatural. Se existisse um campeonato para melhores filhos, com toda certeza do mundo, Eli seria a vencedora. Os pais sempre a retribuíram com a mesma intensidade, através de cada gesto, de cada palavra. Nunca a forçaram a fazer nada contra sua vontade. A relação entre os três era sempre aberta e as conversas eram sempre muito calmas. Nenhum assunto deixava os integrantes daquela família constrangidos quando cogitado, mesmo os que poderiam causar problemas em qualquer outra família, como a da primeira vez da filha em uma relação íntima. Eli sempre foi instruída com todas as informações importantes e a confiança que os pais tinham para com ela era inabalável. Tinha os pais como melhores amigos. E com eles podia se abrir para qualquer sentimento.
A primeira impressão sempre é a mais marcante e Mario sabia disso. Na primeira visita que fez à casa da namorada, fez algo que nunca havia feito em qualquer outro dia durante todo o tempo em que os dois começaram a se entender, se amarrar. O cabelo, sempre despenteado, agora tomava uma forma correta, penteada, até um pouco estranha. As calças rasgadas que costumava usar deram lugar a uma bermuda jeans e até o sapato parecia ter sido lavado pela primeira vez. Se alguém conhecesse Mario, saberia que essa foi a maior declaração de amor que poderia ter feito. Apesar dos olhares atravessados que recebeu dos sogros na primeira vez que o viram, conseguiu, com o tempo, dominar todo aquele ciúme que os dois tinham da filha.
Alguns meses após aquela primeira visita, a verdadeira face de Mario se mostrara para os pais de Eli, mas agora era um pouco tarde pra qualquer tipo de medo. O genro já havia ganhado a confiança deles.
Durante o tempo que se sucedeu, a relação dos dois foi muito sincera. Os carinhos trocados pelos dois eram visíveis e a cumplicidade que tinham um com o outro era notável quando os olhos se cruzavam, fazendo daquela relação algo muito marcante. Por mais que o destino quisesse afastá-los, naquele momento, já era tarde demais. Os corpos podiam estar distantes por quilômetros, mas os corações já estavam sincronizados. A dor de uma separação poderia findar a vida de ambos.
Mario já não frequentava as aulas com tanta frequência, mas Eli, sempre dedicada, ensaiava todos os dias, durante muitas horas. A relação entre os dois começou a esfriar quando, ao a vê-la dançando de corpo colado com um dançarino, coisa muito comum em danças clássicas, começou a desconfiar, indevidamente, de algum tipo de traição por parte da amada. As discussões aumentavam gradativamente e o ciúme, que nunca foi uma característica presente na personalidade de Mario, começara a tomar conta dos seus pensamentos.
As frequências nas aulas voltaram a aumentar, mas não pela obrigação que tinha, apenas para vigiar os passos da namorada. Mario estava se transformando em alguém psicótico. Enxergando situações improváveis. Deixando de viver para dar razão à insegurança alucinada que o acompanhara. Afastando a namorada que sempre esteve ao seu lado.
Por poucas vezes os dois se encontravam na escola durante a semana. Suas rotinas agora estavam mais árduas e os momentos juntos mais escassos. Enquanto Eli ensaiava para um teste em uma companhia de dança, Mario, agora já com dezenove anos, trabalhava para ajudar, minimamente, em casa. Por mais que os dois não fossem os mesmos de antes, as cobranças sempre existiam de forma injusta acerca dela, por mais momentos juntos.
Talvez, após mais de um ano de relacionamento, Mário a procurasse mais pela necessidade física, mas esse pensamento nunca havia passado pela cabeça dela. As transformações no ano que havia se passado foram muito benéficas para Eli. Todos enxergavam a bela mulher que estava se tornando. Os ensaios diários de dança a ajudaram a se tornar uma mulher muito desejada por todos que a avistavam passar, mas nunca pensou em outro homem senão seu namorado.
Os ensaios de Eli nunca haviam tirado a paciência de Mário até aquele dia. Uma situação ocorrida no trabalho havia lhe tirado do sério e aquele estado não era o melhor para encontrar com a namorada. Os nervos já estavam à flor da pele quando chegara à escola.
Mario permaneceu por alguns momentos só observando da porta da sala de aula. Os movimentos daquela dança pareciam um pouco mais verdadeiros que de costume. A confusão e os gritos começaram quando Mario partiu pra cima do bailarino e o acertou com um soco na altura do abdômen. A vergonha deu lugar ao desespero quando Eli o deixou falando só e, em meio a lágrimas, saiu correndo sem ao menos pronunciar uma palavra.




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