A Evanescência dos desejos - V.Oliver





Quem nunca adormeceu imaginando que poderia mudar o mundo com iniciativas próprias, ou ter “aquela” vida do amigo da rede social ou até mesmo fazendo planos mirabolantes com o prêmio da mega sena?!

Tão custoso para todos nós, o buraco da falta, dialoga conosco todos os dias e experimentamos  as mais diversas emoções no decorrer de um dia,  num curto período de tempo onde corremos atrás do que não sabemos que queremos, mas repetimos compulsivamente querendo. 

Muitos dizem que o que diferencia notadamente o ser humano dos outros animais é a capacidade de raciocinar, mas eu me arrisco a dizer: não seria o desejo?


A nossa condição de desejantes é, por sua vez, aquilo que nos permite “viajar em pensamento” e criar novas possibilidades de lidar com a realidade. A capacidade de desejar e daí raciocinar - ou não - sobre o que fazer das nossas vidas nos permite levar a cabo as nossas fantasias. Mas, ela mesma, essa capacidade tão poética, nos coloca num confronto de se deparar com o Real, naquilo que não pode ser mudado, naquilo que é limitação, que é a castração do nosso existir fantasiado.

Vivemos assim no tempo dos “game overs” e “resets”, num tempo onde não se identifica mais o que é evolução e o que é inversão do já inventado. Muitos fazendo pratos cheios de desejo e os devorando ao custo de "gordices" depressivas e magrezas anoréxicas.

Tal e qual é a oferta de encher o prato e preencher o buraco, o furo, algum pedaço que não cessa de querer ser, ter, estar...


A evanescência dos desejos se exercita, dança, brinca. Brinca mesmo com o nosso ser criança!

E muitos dizem que o mundo está mudado, e que está mais difícil sobreviver psiquicamente à rapidez do existir. O que me deixa a pensar: 

seguir o ritmo do mundo se torna algo de uma obrigação, uma servidão para muitos...

... mas, para outros  seremos nós os artífices malabaristas que virão a gozar da bela e não menos dolorosa arte de bancar os seus desejos.




                                        Banda: Evanescence


Música: Hello. 

“O sinal do pátio da escola toca de novo


Nuvens de chuva vem para brincar de novo

Ninguém te disse que ela não está respirando?

Olá, sou sua mente


Dando a você alguém para conversar, olá

Se eu sorrir e não acreditar


Logo eu sei que irei despertar deste sonho

Não tente me consertar

Eu não estou quebrada

Olá, eu sou a mentira vivendo por você


Assim você pode se esconder, não chore

De repente, eu sei que não estou dormindo


Olá, ainda estou aqui

Tudo o que restou de ontem”



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