Uma Fábula - Kati Martins



Era uma vez...
Quando eu era criança por algum motivo não conseguia aprender a olhar as horas, foi quando tive uma brilhante ideia em fazer um “acordo de troca” com minha irmã, ela que sempre foi dos números ensinava-me a aprender as horas e eu em troca a ensinava a ler. Foi em uma revistinha de quadrinho da Mônica que a ensine, e que com o tempo se perdeu, e só restou à vaga lembrança de um trato entre irmãs.


Sempre foi exata com formulas padronizada, a conta sempre fechou com ela, é como se tudo fosse muito bem organizado em seus pensamentos , arrisco em dizer que ela gosta mais de números do quê de gente, seu brinquedinho de bolso: uma HP. (que por sinal não sei nem mesmo qual o botão pra ligar), mas além de toda essa exatidão ela é poética, sensível. É capaz de ver poesia em números, escreve tão bem quanto calcula. É nessa linha de romance e exatidão que ela segue, acertando na vida, sempre fechando o calculo ou o livro.

Já eu totalmente aérea uma dificuldade enorme de concentração, até hoje preciso de um certo tempo para ter certeza da hora certa , digo isso em todos o sentidos: a hora certa no relógio a hora certa de dizer sim ou não, a hora certa de seguir em frente ou parar. Preciso de tempo para isso, e normalmente não tenho certeza se acertei o horário ou a decisão. Aprendi a tomar minhas decisão e assumir as consequências tentando fazer com que as coisas deem certo do meu jeito meio inconsequente, e quando não dão certo finjo que as coisas estão indo bem até achar uma forma de concertar. Tento reconhecer e internalizar meus erro, e transcrevo. Literalmente falando.



Engraçado como desde crianças escolhemos nosso caminho sem nem mesmo da conta disso, e foi exatamente por aquilo que nos diferenciou que nos unimos tanto, aprendemos a ensinar uma à outra as coisas, sem métodos a gente ensina e aprende sem perceber, quando damos conta, já estamos fazendo a conta ou o faz de conta, ela passa segurança e encoraja quem esta por perto, e eu apoio mesmo as ideias mais mirabolantes, e se não der certo com o tempo a gente concerta ou nosso herói o filho de Zeus aprece para limpar nossa bagunça como sempre fez desde a infância.


Kati Martins

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