Das complicações de quem escreve - Kati Martins




         
  Como ser tão profundo sem passar por exagero, sonho em talvez, quem sabe ser um escritor conhecido, evidentemente que por palavras, pois acho que não me saio muito bem nas fotos, mas logo me deparo com o primeiro grande problema que acaba gerando outros tantos: Como escrever algo simples e tocante? Como despertar a sensibilidade humana? Ok, sem respostas para essas perguntas. Afinal de contas, quero escrever o cotidiano e não discussões filosóficas. Tem também outra questão, é que as pessoas têm uma visão tão rebuscada de escritores, (o problema não é as pessoas terem essa visão porque sinceramente sempre penso em escritores realmente charmosos em seus respectivos escritórios e todo aquele ar perturbador em volta daquela cabeça pensante), o problema começa exatamente quando eu olho o meu próprio reflexo e vejo uma pessoa extremamente comum. Eu sou completamente comum. 
                                                                                                                                                              
        Buscar inspiração, uma formula, talvez uma linha de raciocínio que transmita minha personalidade, que conquiste a atenção de quem me ler. Porque ler um texto está para mim, entender a essência do autor, é como se fosse um amigo ouvinte de quem tem sempre o que confidenciar. Tenho tanto o que confidenciar para vocês, os meus pontos de vista, meus erros, às vezes meus acertos. E o mais importante; tenho tanto o que aprender com o silencio de verdadeiros leitores, é que o leitor talvez não saiba a verdadeira importância que tem. Todo o meu respeito e carinho que é transmitido em cada texto escrito, cada poema, cada verso, é como se cada leitor fosse o melhor amigo naquele momento para o escritor. O leitor é na minha concepção o maestro de cada linha escrita.


    Existe uma pratica para quem escreve, não sei ao certo se isto é lei, mas o fato é que existe uma máxima de após o término de o texto colocá-lo de molho para saber se aquele caldo que sai do texto é realmente o que o autor quis dizer. Eu como todo bom aspirante não sei fazer isso. Talvez o “meu pulo de gato” venha exatamente do fato de eu ser tão comum, de não abusar de palavras complicadas, penso que quanto mais simples mais sofisticados seremos, não que eu ache que você não tenha conhecimentos eruditos tenho certeza que os tem, mas prefiro deixar para os grandes clássicos esse estilo. Comigo vamos de contemporâneos.
Kati Martins.

2 comentários:

  1. Parabéns Kati, ótima leitura é gratificante acompanhar o seu trabalho.

    ResponderExcluir


© BOLG DA MARY - 2015-2016. Todos os direitos reservados.
Criado por: MARY DESGN.
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo