50 Tons de cinzas - E. L. James



Autor(a): E. L. James
Ano de lançamento: 2012
Editora: Intrínseca
Nº de páginas: 480

SINOPSE

Quando Anastásia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos.

Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.

RESENHA:

Antes de resenha fiz uma pesquisa sobre a repercussão do livro na mídia, observei os blogs literários e imprensa em geral. Percebi que a maioria criticam o fato de ter muitas repetição de frases, cenas mau construídas, leitura e capítulos longa. A Ana não convencendo e sendo uma garota enjoada e chata, o Grey também não convencendo.

Em parte eu concordo com algumas críticas. Realmente é longo, e algumas vezes repetitivo, mas não afetou em nada na minha leitura. E eu sou confessa, completamente apaixonada e louca pela trilogia.

O livro é hot, então quem não aprecia esse tipo de leitura, não pode usufruir para não perder tempo. E às vezes acho que a maioria das criticas são culpas de pessoas que não apreciam esse tipo de leitura e mesmo assim insistem em ler.

Aquele ditado "Gosto não se discute" levo muito a sério no mundo literário. Não curto distopia e fantasia, mas respeito e adoro encontrar quem gosta. É a forma que tenho de trocar informações interessante nesse universo de leitor.

Assim como respeito que já usufruiu da leitura da trilogia e não gostou. Mas "eu" como leitora amei, amo o Grey e Ana e não me condeno por isso.

Quando comecei, eu pensei que já iniciava com cenas hot. Por não encontrar nos primeiros capítulos fui lendo compulsivamente. 

Os primeiros seis capítulos narra a história de Anastásia Steele e Christian Grey se conhecendo, a entrevista, o primeiro encontro, ambos se interessam um por outro, só que em situações diferente. Grey até então quer Ana apenas para satisfazer seus desejo masoquista e Ana já se apaixonou de cara.

O grande lance da autora E. L. James é ter juntado um casal com personalidades complicadas. Ana é ingenua demais, insegura, praticamente a autoestima dela é nula. Grey menos de 30 anos com uma fortuna enorme, lindo, muito cavalheiro mas controlador e com um desejo sexual peculiar. 

Eles se conhecem quando Ana substitui a amiga em uma entrevista. Esse encontro muda radicalmente a vida de ambos. Grey fica louco para ter Ana em seus braços e realizar seus desejo e Ana fica encantada e assustada com o Grey persistente, mandão e elegante.

A partir do capítulo sete é que realmente a história se desenrola, ele descobre que Ana é virgem e isso o deixa perturbado. A primeira deles é inesquecível. Assim, o livro fica muito hot, a cenas para mim, ao contrário de muitas criticas, são memoráveis, não esqueço principalmente as inesperadas.

O que choquei foi os detalhes do contrato. É surreal. 
Amei também a forma como o Grey descobre que não quer Ana somente para seu desejo. Ele realmente está interessado e isso faz com que a história norteia em rumos hot, porém mais românticos.

"- Você tem alguma ideia do quão feliz você faz sentir? - Ele murmurou.


- Sim… Eu sei exatamente. Porque você faz o mesmo a mim."

"- Você disse que nunca iria me deixar, mas foi só as coisas ficarem difíceis para que fosse embora."

"-Não quero ninguém a não ser você. Ainda não entendeu isso?"

"-Eu poderia assistir você dormir para sempre".

O final de 50 tons é de matar qualquer leitor, quem não tem o 50 tons mais escuros é capaz de enlouquecer.





Reforço A relações intensas e complicadas dos protagonistas, por isso de cara a história de Ana e Grey é cativante. Mesmo  Ana sendo muito bobinha.Defeitos encontrados além dos Capítulos muito longos, dificultando a leitura, a narrativa encontra adversidades, mas nada que atrapalha o simples leitor compulsivo.












FILME:




Por fim assisti o filme mais esperado por mim. 





O filme é simplesmente The Best superando expectativas. Ao contrário de muitos que reclamam, criticam e julgam as pessoas que gostam e assistem; eu prefiro aliar ao respeito. E no meu ponto de vista a TV aberta tem muito mais coisas podres exposta que a história dos personagens Christan Grey e Anastásia Steele. Nem vou citar os filmes que ensinam vingança, maldade por prazer, por ser um assunto que resultaria uma semana de resenhas intensas.



O Filme é fiel ao livro, cenas bem construídas.

Quem apreciou a leitura do livro sente falta de algumas partes, mas o fato é que transformar um livro de 500 páginas nos cinemas, é inevitável que algumas cenas sejam  cortadas.


No filme a esstória inicia com avida do casal separadamente mostrada, antes do primeiro encontro que mudaria a vida de ambos.

A diferença que senti do livro para o filme e que foi impactante, é que Christian no filme é muito mais relaxado e bom, que o mau humorado Christian do livro. Já a Ana é muito mais atrapalhada e engraçada no filme, que a Ana ingênua e chorona do livro, com isso, resultou boas risadas minha durante todo o filme. Até classifico o filme como comédia e não erótico. 

Para quem queria filme pornô, se decepcionou! Tem sim seu erotismo a atriz Dakota que fez a Ana se expôs bem mais, mas nada apelativo.

A cena de intimidade deles é bem fiel ao livro, o que deixa um sabor de querer reler o livro.
Alguns detalhes no livro deixou o filme belo, como: Apartamento do Grey, a vida luxuosa dele, os presentinhos nada barato que ele proporciona a Ana.

Mas senti falta da empregada do Grey; no livro ela aparece logo no volume um; no filme a personagem não existe. Já a mãe dele, é o que eu esperava, uma mulher luxuosa e super simpática (amo quando encontro personagens assim)




No final, quem assistiu com o livro na cabeça, entra em desespero, pois por ser fiel, nós leitoras sabemos que o filme está sendo finalizado. E quando isso ocorre, eu senti um pouco decepcionada, por no livro ter uma narrativa intensa, o desespero do Grey é evidente e sufocante. No filme é tudo mais leve, mais tranquilo, até parece que Christian Grey aceita bem ( e de fato, sabemos que não é assim).


O  destaque vai para Tudo. Atores, cenas, enredo, localidade. Filme superou minha expectativa. E não poderia deixar de falar da Trilha sonora PERFEITA. 

A decepção fica por conta da cena quando Christian aparece na cidade da mãe de Ana, foi muito rápida e sabemos que não foi bem assim. Da ligação até ele chegar na cidade, O Grey demostra desespero no livro.Também não gostei muito do final, queria mais desespero do Christian.

RECOMENDO Sim! principalmente que apreciou a leitura. E não recomendo pelo erotismo, mas pela história que no final não deixa de ser linda e contagiante.

2 comentários:

  1. Gostei muito da sua resenha, Patrícia! Como você disse, o importante da história não é o erotismo, mas o romance complicado entre os personagens. Christian é alguém que sofreu bastante na infância e que direcionou suas dores para uma vida controladora. É plausível imaginar que alguém que tenha sofrido tanto queira ter tudo sob controle, inclusive sua vida sexual. As pessoas questionam e julgam muito a história porque houve um grande marketing para promovê-la em torno do sexo. Mas o sexo está inserido no contexto e não é a história toda. A história é sobre pessoas opostas que se amam e tentam encontrar um equilíbrio. Ana se apaixona por Christian e vê nele alguém melhor do que ele acredita ser. Ele se apaixona por ela, mas tem medo de perder o controle porque esse controle é a única coisa certa na sua vida. Não sou fã número 1 da história, mas gosto dela e não vejo sentido em tanto julgamento. Quanto ao filme, adorei especialmente a Dakota no papel de Ana, porque trouxe diversão e leveza às cenas. James também foi muito bem no papel de Grey, e para os que ficam criticando, acho que os atores nunca serão tão bons quanto os personagens criados por nossas mentes, por melhores que eles sejam. Vou querer assistir os outros filmes da trilogia!

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    1. Cristiane, exatamente assim que vejo o filme. Dois personagens complicados se libertando e não só o foco do erotismo. E concordo com você novamente, a Dakota foi perfeita, o filme ficou leve e divertido.
      James também. Mas como você falou, os personagens da nossa mente é muito melhor.
      Eu estou louca para assistir os outros, principalmente sabendo das revelações do Escuro e das descobertas do terceiro. O que já me deixa enlouquecida é a demora....kkkk
      Obrigada pela participação, falei na sua resenha (http://derepentetrintei.com/2015/02/critica-cinquenta-tons-de-cinza-livro-e-filme/) e volto a repetir amei loucamente ler sua resenha e ver que uma escritora top olhou com outros olhos. As pessoas apelam para o erotismo e esquecem do contexto.

      beijos

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