CÃES DE BABEL - CAROLYN PARKHRST


Autora: Carolyn Parkhrst
Editora: Objetiva
Ano: 2004
Paginas: 271

SINOPSE:
O professor universitário Paul Iverson leva uma vida tranqüila ao lado da mulher Lexy, uma talentosa artista. Um dia, porém, seu mundo vem abaixo: ao voltar para casa, ele encontra seu quintal coalhado de policiais e sua mulher morta depois de ter caído de uma árvore. A morte de Lexy, totalmente inesperada, cai como uma bomba na vida de Paul. Teria ela caído? Ou teria se jogado? Solucionar essa dúvida torna-se um verdadeiro tormento para ele. Numa narrativa moderna, em que as lembranças do passado se misturam com os acontecimentos do presente, a escritora americana Carolyn Parkhurst constrói um extraordinário romance de estréia. Escrito com sóbria elegância e um profundo conhecimento dos descaminhos do amor, 'Cães de Babel' busca entender a incerteza e a dor que acompanham a perda de uma pessoa amada e o caminho que conduz à aceitação de suas limitações e, finalmente, ao perdão.


RESENHA


O livro mais louco que já apreciei a leitura. 

A sinopse, parece ser um romance simples. Um cara que perde sua mulher, a mulher que ama muito e com isso sua vida se transforma radicalmente. De fato é normal, pois dor é dor, enlouquece, nos perturba e deixa fora de si. Quem se controla tem sorte e sobrevive, quem não consegue enlouquece.

Por um instante leitores podem pensar que o personagem Paul enlouquecerá. Pela atitude inconcebível. Em meio a sua dor e luto ele tenta fazer o seu cachorro "única testemunha da morte da sua mulher" a falar. Mas esse é apenas o impacto inicial. 

O livro na verdade em todo seu trajeto narra a dor de um viúvo que só quer a verdade sobre a perda da sua mulher. O livro trás uma dúvida; se foi uma morte acidental ou suicídio. Confesso que uma hora achava que foi acidente, outra hora achava suicídio. 

É uma história insólita, onde a cadela Lorelei torna-se a principal do livro. E que juro! Pelo andar da trajetória leitura, o leitor pensa que a qualquer momento o "cachorro-testemunha" irá sair falando. Livro profundo que no decorrer desvenda os mistérios e nos surpreendendo com o rumo final da história. 

A narrativa ocorre na primeira pessoa, pelo Paul, é uma escrita simples, mas poética, profunda. Portanto por mais simples nas palavras, tem sim emoção e dor em outras palavras. Os capítulos são curtos, e as Letras grandes ambos facilitando e estimulando o apreço a leitura.


Reforço, a história é inicialmente maluca, mas é gostosa. É surpreendente essa  ideia de colocar o cachorro para falar, é torturante e por um instante você começa a acreditar que isso é possível. Recomendo: Livro com mistério e dor. Tem humor, mesmo que pequeno. Acho que vale a pena investir nessa maluca leitura.

Patrícia Brito


2 comentários:

  1. Pela capa me pareceu um livro de terror/suspense. Essa capa é assustadora, vi ontem, mas só tive coragem de comentar hoje. kkkkk

    A trama me lembrou o livro Garota Exemplar. Não tem nada haver as 2 histórias, mas me lembrou por isso do Paul tentar descobrir como a esposa morreu. O livro parecer ser bom mesmo.

    Autor de Mestre de Marionetes
    www.laplacecavalcanti.com

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    Respostas
    1. Eu amei, mas é meio maluco. Mas depois entendemos que a dor faz coisas horriveis.
      Mas é sim uma boa leitura!
      Quanto ser de terror, o meu medo ainda não deixa eu fazer esse tipo de leitura. Kkkkkk No máximo polícial kkkkkkk
      Abraços

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