APARECIDA - RODRIGO ALVAREZ



SINOPSE:
Aparecida – A biografia da santa que perdeu a cabeça, ficou negra, foi roubada, cobiçada pelos políticos e conquistou o Brasil é o livro mais completo sobre o maior símbolo da fé católica brasileira. Fruto de pesquisas realizadas no Brasil e no exterior pelo jornalista Rodrigo Alvarez, correspondente da TV Globo em Jerusalém, traz três séculos de história sobre a padroeira do país.
Narra, por exemplo, a noite em 1978 em que um homem atormentado invadiu a basílica de Nossa Senhora Aparecida e destruiu a imagem da santa – atentado que se desdobrou em uma sequência de acontecimentos cheios de mistérios, como numa trama cinematográfica. Este é apenas um dos eventos que cercam Aparecida e, à medida que se desenrolam, vão se confundindo com a própria História do país.
Ricamente ilustrada, a obra descreve personagens curiosos: o padre que tirava a santa do altar às escondidas; o governador que cortava cabeças; a restauradora irritada; o frei que enfrentava corruptos. E também revive personalidades marcantes, como a princesa Isabel, que lhe deu a coroa; o general Médici, que financiou uma peregrinação pelo país da ditadura; e os três últimos papas, João Paulo II, Bento XVI e Francisco, que fizeram questão de beijá-la.
A mistura entre fé, paixão e identificação nos faz pensar que a imagem de Aparecida seja, talvez, o primeiro símbolo nacional brasileiro. Até mesmo os mais céticos sabem que, ao ver a imagem triangular coberta pelo manto azul, estão vendo um retrato do Brasil.
RESENHA: 


Essa é uma resenha especial movida pela  FÉ. 
Essa semana "particularmente abri" mão dos romances e interrompi uma leitura para apreciar a doce e tumultuada história de APARECIDA. Esse tipo de leitura, para quem esta acostumada a ler romances, tem suas vantagens e desvantagens. como você trabalha sua imaginação dentro da realidade; e a desvantagem, sabendo que a história é verídica, tem cenas difíceis de ler, chegando a ser inacreditável; mas aconteceu! Resta respirar fundo e mergulhar na memória de Aparecida.


O livro de autoria do jornalista Rodrigo Alvares tem 239 paginas, dividi-se em quatro partes, com 35 capítulos, e na metade dele,  encontra- se fotos de arquivos históricas. Deixando uma obra encantadora


A leitura inicia com uma belíssima Introdução. Uma verdadeira aula de história descrevendo a aparição de Aparecida na rede de três pescadores em 1717. Quando Brasil ainda estava longe de ser o Brasil de hoje. O Brasil de Fé, futebol, povo bonito.


"Será que contribuiu o fato de a imagem ter ficado escura, a ponto de ser chamada por alguns padres de santinha negra? Será que isso deu a Aparecida a coloração mestiça que nos separa de Portugal e, afinal, acabaria se tornando parte da identidade do povo brasileiro?" (p. 10)


Narra a importância geográfica para a popularização da Santa. Explicando a Estrada rebatizada Presidente Dutra, onde vê o enorme santuário de 36 cm

Também explica que o primeiro milagre é muito antigo, foi em uma pescaria sendo em seguida um milagre atrás do outro. A tradição de 12 de outubro, a cidade que tem o nome da Santa dede 1928, e as loucuras dos féis com a Fé.

Após a introdução, inicia-se a primeira parte "Atentado e Mistérios: O Renascimento". 
O livro é uma delicia de ler por conta dos capítulos curtos. O que  estimula o leitor a insistir sempre mais um pouco na leitura. 

O primeiro capítulo conta como surgiu a imagem da santa, e mesmo com sua importância histórica, até hoje não se sabe o dia exato da sua criação.  Em seguida conta a história de quando a a imagem da Santa, em 1978, sofreu tentativa de roubo e acabou sendo quebrada. Isso nunca tinha acontecido desde seu surgimento como imagem em 1717.

"Tentamos mostrar aos fiéis que a devoção nunca deve ser dirigida à imagem achada no Paraíba, e sim ao que ela representa, a Virgem Maria"

O capitulo 3, é um pouco tenso para os católicos. Pois, continua com a tragédia da Santa despedaçada no chão da Basílica de Aparecida. Acaba descobrindo o autor do ato chocante, Rogério Marcos de Oliveira 19 anos, estudante. Padres na época disseram que Rogério andava sob a influência narcótica dos sermões de um  Pastor. É nessa parte que entra a história polemica de João Calvino e Martinho Lutero; Moises e os famosos dez mandamentos de Deus.

Rodrigo Alvarez consegue ser brilhante nesse trecho do livro, explicando as versões da história. Não condenando nenhuma, nem glorificando outra.
É um pouco doloroso lê esse trecho de batalha Protestante X Católicos, por mais que  a maioria saiba, que a imagem  é um guia representante da Fé (aos católicos), é triste ver que outros julgam como adoração, idolatria a imagem. O autor narra com muita sabedoria e cuidado.

Ao adentrar na história da restauradora Maria Helena da Masp, o leitor consegue construir todas as cenas de tão rica é os detalhes narrado, consegue-se imaginar a pressão sofrida, ao tentar fazer o trabalho  de restauração, com a Santa despedaçada, com seguranças e padres no pé durante 24 horas. Maria Helena chegou  a pensar no impossível, mas aos pouco atingia o objetivo.

Destaque ao Padre  Izidro.  Que remedia qualquer um da calmaria. E o fim trágico do Piloto Daniel Chaim.

Neta obra descobre que a data 11 de setembro é histórica não só para os EUA, mas  primeiro para os Católicos Brasileiro. 

A segunda parte se mistura com a historia do  Brasil.

Confunde-se a história, não sabendo até que ponto, a história faz parte de Nossa Senhora ou se  Nossa Senhora faz parte da História?!
O fato é que nessa parte, o livro narra momentos em que é paralelo aos fatos da história do Brasil e da Bíblia. E ainda, Rodrigo Alvarez tenta desvendar o mistério de como a Santa foi aparecer no fundo do mar, voltando um pouco para o dia em que os pescadores  a acharam, resultando no milagre dos peixes.
Encerrando o módulo com fotos, deixando o livro gostoso de ser apreciado.

"O Brasil descobrindo a sua cara, cada vez mais diferente de Portugal".  (p.116)


TREVAS E REDENÇÃO - é a terceira parte do livro.

Inicia em novo século e ainda se mistura com a história do Brasil, e novos personagens reais aparecem.
Entra Joaquim do Monte Carmelo, um Padre irritante sem papas na língua que briga com todos. Mas que no decorrer, comove todos com sua luta.

Em 1888, depois de 43 anos de obras e roubalheira e discussões,  ficou pronta  a Basílica de Domingo Carmelo.

Na quarta e ultima parte do livro, conta a história comovente da Princesa Isabel


Chegando no final, Alvarez introduz contando a parte mais emocionante. 
A tentativa de "Aparecida" ser a Padroeira do Brasil. Os políticos com sua Fé, ou investindo na Fé; para alcançar os seus objetivos. A Basílica. E as visitas dos Papas a Santa. Os últimos capítulos, não é possível descrever, só lendo para sentir a emoção. Sendo que o último encerra lindamente falando do Papa atual, o Argentino.

O Livro é tão maravilhoso que até as Notas do livro da vontade de ler.



A obra proporcionar aproximar da história. É belo da capa a contra-capa.

PORQUE RECOMENDO: Porque independente da sua religião da sua Fé, a obra, é um espetáculo de história, chegando no ponto, que você confunde quem veio primeiro, Aparecida ou História? A História ou Aparecida?







Patrícia Brito

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