Academia Teixeirense de Letras - Carlos Andrade


Vamos conhecer mais um membro da ATL
Carlos Andrade tomando posse na ATL
Carlos Andrade ocupa a Cadeira 5 da Academia Teixeirense de Letras (ATL), da qual é patrono o saudoso Padre José Koopmans. Ele é membro do Conselho Fiscal da ATL.

Ele é natural de Itanhém (BA), mas vive em Teixeira de Freitas desde 2003. Casado com Lucilma Ferreira, com quem é pai de Pedro Henrique e Ana Clara.

Carlos Andrade é bacharel em teologia, sendo pastor da Igreja Metodista Wesleyana em Teixeira de Freitas.

Ele é compositor e radialista. Na condição de radialista, já passou pelas rádios Costa Dourada FM de Nova Viçosa, Tropical FM de Medeiros Neto e Nova Cidade FM de Itanhém.

Carlos Andrade: cantor, compositor e acadêmico
Como compositor, é autor de inúmeros hinos evangélicos. Ele é autor também dos hinos oficiais das cidades de Teixeira de Freitas e Itanhém. Nos dois casos, participou de concursos abertos ao público em geral e teve suas composições escolhidas por uma banca de jurados.

Pela autoria do Hino Oficial de Teixeira de Freitas, Carlos Andrade recebeu o título honorário de Cidadão Teixeirense em 2011, por iniciativa do então vereador Edinaldo Rezende (PT), da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas (BA).

Carlos Andrade recebendo o título de Cidadão Teixeirense 
Já pela autoria do Hino Oficial de Itanhém, ele teve o nome indicado para receber a Medalha Eloino Moreira Lisboa em 2015, por iniciativa do então vereador Dr. Luiz Barbosa (PP), da Câmara Municipal de Itanhém (BA).

Sobre a indicação do seu nome para receber a Medalha Eloino Moreira Lisboa, Carlos Andrade deu este depoimento: 

“Estou certo de que um homem jamais morre enquanto homens vivos estiverem dispostos a eternizar a sua memória. Meus parabéns ao meu poeta de cabeceira, Almir Zarfeg, por haver inspirado o vereador Dr. Luiz Barbosa em direção a esta relevante iniciativa de, em vida, honrar os beneméritos nomes da história itanheense. Regozijo-me com essa condecoração de icônico e estimado valor, cuja insígnia enaltece o piedoso nome de Eloino Moreira Lisboa”. 
Carlos Andrade ganha concurso Hino Oficial de Itanhém

A seguir, poema que Zarfeg dedicou ao confrade Carlos Andrade:

Vai, Carlos...

mas carlos quis
mais ou menos...

(quem sou eu
para julgá-lo?)

ele escolheu ser
pastor de ovelhas

humanas com n
tipos de orelha:

negra, desgarrada
assim ou assada.

carlos (ambos são
do clã andrade!)

diz com emoção:
“criatura divina!

és a menina dos
olhos do senhor!

então, vem pro
lado do amor!”

eu – que sou fã
dos dois carlões –

cá matuto com
meus botões:

“escolher entre
prece e poema?

por quê, bobões,
se o grande lance

é ri(t)mar amém
com parabém?”

seja o que quiser:
gauche ou santo!

mas seja feliz,
carlos andrade!

feito de espanto,
eu sigo o arco-íris!
____________
Obs: Poema extraído do livro “Alto e bom som”, de 2014.
***
Próximo a ser mencionado no site Leituras Plus é Marcus Aurelius - cadeira 06 e conselheiro. 
Aguardem!

By: Patrícia Brito


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Academia Teixeirense de Letras - Padre Celso Kallarrari


Celso sendo empossado na ATL
Hoje iremos conhecer o ocupante da Cadeira 4 da Academia Teixeirense de Letras (ATL). Trata-se de Celso Kallarrari, escritor, poeta, professor universitário, sacerdote ortodoxo e pai.

Coube ao próprio esclarecer essa história de ser padre e casado ao mesmo tempo. Sem sombras de dúvidas, é possível. Na Igreja Ortodoxa, desde os primórdios do cristianismo...” Ele continua: “De fato, a história do não-casamento dos padres é muito recente. Com efeito, se é proibição hoje, é que outrora era permitido. Todavia, como a história cristã do Ocidente é mais recente, predominou, aqui, no imaginário popular, a imagem do padre celibatário como sinônimo de santidade, de modo que, ao falarmos hoje em dia em casamento de padre, soa, em muitos ouvidos, coisa de outro mundo”.
Palavras e mais explicação do Padre Celso  Padres Casados - Clique Aqui.

Mas é óbvio não iremos focar só em sua vida de fé. Nascido em Mato Grosso, em 1973, desde 2000 ele reside em Teixeira de Freitas (BA). Assim como sua vida literária, Celso tem uma vida acadêmica vigorosa: licenciado em Letras e graduado em Teologia, mestre em Educação e doutor em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica – PUC-Goiás.

Ele ainda encontra tempo para se dedicar à pesquisa nas áreas de 1) Literatura: Crítica, Memória, Cultura e Sociedade; 2) Língua, Linguagens, Significação e Identidade; Co-fundador (2005).
Celso recebendo do Troféu Cora Coralina
Além disso, Celso Kallarrari é membro do Conselho Editorial da Revista Científica Mosaicum; membro do Conselho Consultivo e parecerista da Revista NUPEX – UNEB; membro do Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos – CiFeFiL; membro da União Brasileira de Escritores - UBE, SP; membro da Academia Mineira de Belas Artes - AMBA - Belo Horizonte, MG; membro da Academia de Letras de Goiás Velho.
Assista ao escritor recebendo o Prêmio Excelência e Qualidade Brasil. 
Ele tem o nome e obras registrados no Dicionário dos Escritores Contemporâneos da Bahia (Salvador: CEPA, 2015).

Celso Kallarrari é autor das seguintes obras: A Porta Remendada (2003); As Últimas Horas (2009); As Últimas Palavras (2013); O Ritual dos Chrysântemos (2013); Fé e Razão (2014). Além disso, cuidou da organização de coletâneas em Educação, Ensino a Distância e Linguística.

Atualmente ele é professor adjunto da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, com uma atuação bem referendada por todos. Aliás, isso vale também para sua obra literária que conta com boa aceitação entre críticos, leitores e estudiosos. A prova disso é seu romance de estreia, “O ritual dos Chrysântemos”, de 2015.
1º romance de Celso Kallarrari
Assim, percebemos a riqueza que Academia Teixeirense de Letras oferece ao mundo literário com grandes profissionais fazendo a diferença neste mundo sublime da literatura que nos encanta e fascina. 
Site do escritor e sacerdote Celso Kallarrari:  http://www.celsokallarrari.com/

Mês que vem iremos conhecer a cadeira 5, ocupada por Carlos Andrade, membro e conselheiro da ATL. 
Até a próxima.
BY: Patrícia Brito
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Quiçá – Luisa Geisler. LVA 4


Ano: 2012 / Páginas: 240
Idioma: português 
Editora: Record


Arthur aparece na casa de Clarissa como um parente do interior, quase desconhecido. Jovem problemático, tentou suicidar-se, foi internado e, agora, irá passar um ano letivo com seus tios e com a prima de 11 anos. O primo desajustado vai mostrando, no seu tom monocórdio uma crescente humanidade em relação à Clarissa. Compartem da mesma solidão, num medo, talvez, de perder-se, de diluir-se, sem que ninguém os veja. O romance foi vencedor do prêmio Sesc de Literatura 2011. 







RESENHA:


"Full HD, conexão à internet, com 3D, 52 polegadas" 
Quase um mantra, tendo em toda obra.

Ao finalizar a leitura desta obra, fica uma singela pergunta: É mesmo necessário seguir todas as regras, disciplina e padrões? Não só aqueles padrões louváveis, mas também aqueles insurgentes ou lastimáveis.

Esta obra é a quarta leitura do Projeto Literatura Verde Amarela, na qual eu e Cilene do Blog Meu Vício Literário estamos estudando e tentando entender o que tem de especial nos livros vencedores do Jabuti e Sesc.

Quiçá foi premiado pelo SESC de literatura 2011 e muito bem aceito pelos críticos.

O enredo tem confrontos de personalidades dos personagens principais. Enquanto, Clarissa é uma filha exemplar, cumprindo exigências que ela mesma impõe, nos seus poucos 11 anos, tem uma rotina puxada com estudos, aula de natação, piano e  zelo com seu gatinho.

Seguindo a linha oposta, o seu primo Arthur é um ex-suicida, fumante e tatuado, não tem hora para nada e não leva os estudos a sério.

O conflito maior surge quando Arthur passa a morar com a prima Clarissa e o pais dela Lorena e Augusto. Profissionais ocupados, dono de agência de publicidade, que só chega em casa depois da 20h, assim deixa a desejar com a responsabilidades de pais educadores, exigindo da própria Clarissa o comportamento adequado.


"Clarissa sorriu para mãe, a linda mãe, a mãe que dormiar três horas por noite. Esqueceu-se de Arthur, da ausência do pai, das conversas que Arthur tinha com a família, com Augusto, esqueceu-se das caronas, das vezes que espera pelos pais acordada, das vezes que pediu que chegassem cedo para que pudessem jantar juntos e eles não puderam. Era linda, a mãe". (p. 189)

Seria uma obra simples, básica, se não fosse: a criatividade da autora e fazer uma narrativa não linear. A leitura é dividida em três momentos: 1. Os capítulos principais; 2. Entre um capítulo e outro uma reflexão, mensagem, ou texto solto; 3. E o almoço de Natal.

Além de não ser linear, encontra-se a simplicidade da escrita, as brincadeiras com as palavras e frases fazendo a leitura seja rápida. Alguns momentos você pode ler em voz alta, resultando em momentos divertidos com a narrativa.

A ONU estima que 4,4 pessoas nasçam por segundo no planeta e 1,8 pessoa morra por segundo no planeta
tique, 4,4
taque, 1,8
E agora você é mais velho do que jamais foi.
tique
taque
E agora você.
(p. 29)

Com este projeto LVA venho questionando cada vez mais as leituras premiadas, as exigências dos jurados ou críticos literários. A cada leitura fica evidente que a escrita mais surreal, inexplicável tem voz vencedora. Até agora, apenas um romance profundo e bem trivial foi vencedor que apreciei com entusiasmos, os outros até este, percebo que a criatividade é um preceito destemido.

Porém, ficam aqui algumas ponderações a serem ressaltadas como leitora. Cada obra tem sua singularidade, neste especifico, a leitura fluiu, mas alguns impasses e indagações foram encontrados, como: Uma família de classe média alta, onde tem a filha pequena, por qual motivo não tem uma secretária no lar? Um primo na qual tem sérios problemas de personalidade e comportamento, com apenas 18 anos fica totalmente responsável pela prima ao ponto de frequentar as reuniões escolares. Questões com “verossímil” que como leitora compulsiva fiquei questionando.

Mesmo com estes enigmas, a leitura é deliciosa, tranquila, tem leveza. Foi uma descoberta/estudo bem prazerosa, assim como conhecer e acompanhar carreira da autora. 

E o final? O que falar? Tem final? Leiam e me contam. 

"A linguagem é coloquial, jovem e contém palavrões e liberdades estéticas/estruturais... Há momentos em que, sem explicação ou necessidade alguma, encontramos uma citação de José Saramago, outra de Umberto Eco ou uma sentença solta na página: “Precisa-se de chapista.”(pg. 122) Outros momentos, como os que trazem a música ouvida misturada aos diálogos e pensamentos poderiam ser mais interessantes se já não estivéssemos fartos de coisas sem sentido aleatórias.". 
Resenha completa de Cilene Resende
Clique Aqui


Foto: Site Sesc
Autora: Luisa Geisler (17/06/1991) nasceu em Canoas (RS), mas passa dois terços de seu tempo em Porto Alegre, estudando Relações Internacionais. Contos de mentira é seu livro de estreia, mas conquistou o prêmio Sesc de literatura. Para alguém que nasceu em 1991, não é pouco o que já fez: ganhou prêmios literários, publicou contos em antologias, revistas e na internet, traduziu, lecionou inglês, arrancou os sisos, tentou fugir de casa, estudou cinco idiomas estrangeiros e somou outros tantos feitos afins. (Fonte: Skoob)

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Academia Teixeirense de Letras - Cristhiane Ferreguett



Cristhiane Ferreguett, para alguns, é a pesquisadora talentosa no universo das letras; para outros, a protetora dos animais.

Formou-se em Letras em Teixeira de Freitas, quando existia apenas este curso no município. Depois viram as especializações, o mestrado e o doutorado.

A sua defesa de mestrado foi bem produzida e elogiada no universo acadêmico como também pela mídia, resultando no lançamento da sua dissertação em livro pela editora Baraúna, SP, 2009, com título “A criança consumidora, propaganda, imagem e discurso”.

“Sou professora de cursos de licenciatura na Universidade do Estado da Bahia e sempre percebi a ausência da leitura e discussão de textos midiáticos por parte do professor do Ensino Fundamental e Médio. Gostaria que meu estudo servisse de apoio para o trabalho do professor do Ensino Fundamental junto às crianças no processo de discussão de textos midiáticos – em especial o texto publicitário – e para o embasamento de uma leitura crítica de revistas que circulam em nosso meio social. O diálogo e o debate permanente dentro dos diversos espaços sociais da criança é o caminho mais adequado para que ela tenha um olhar crítico sobre os diversos discursos que circulam no meio midiático”.
(Entrevista à Revista Ponto com)


Cristhiane Ferreguett é secretária-geral da Academia Teixeirense de Letras (ATL), ocupando a Cadeira 03, desde o nascimento da instituição em 2016. Ela é, portanto, um dos fundadores da ATL.

O mundo das letras fascina a acadêmica que é autora de contos e participa da antologia “ATL em Verso e Prosa!” com a narrativa “A Navalha”, devendo reunir sua produção em um livro solo.

Além do magistério superior e das letras, Cristhiane também se destaca em Teixeira de Freitas como protetora dos animais, desenvolvendo um trabalho efetivo e reconhecido há muitos anos.

“... nenhum dos prefeitos eleitos, desde a emancipação da cidade (1985), teve a preocupação de implantar políticas públicas em prol dos animais”.


Sendo assim, em 1995 ela edificou um acanhado canil no fundo da sua casa e foi resgatando animais abandonados, mutilados e em situações de maus-tratos. Aos poucos essa linda atitude foi ganhando entusiasmo até que em 2002 a ONG SER LUZ brotou, visando profissionalizar nas questões de estudos e conhecimento. Mais tarde com novos conhecimentos obtidos em Porto Alegre (RS), onde fez seu doutorado em linguística na PUCRS, ela fundou a ONG NOSSA ARCA com o apoio da população e voluntários. 

Graças a essa ação proativa e comprometida com a causa animal, Cristhiane Ferreguett recebeu a Medalha Personalidade 2012, categoria Ativismo Cultural, concedida pela Academia de Artes de Cabo Frio (ARTPOP). A honraria lhe foi entregue durante a III Conferência de Cultura de Teixeira de Freitas pelo então prefeito João Bosco, pelo diretor de Cultura Ramiro Guedes e pelo delegado cultural da ARTPOP para a Bahia, Almir Zarfeg.

Profissional competente e artista sensível, Cristhiane Ferreguett segue fazendo história em Teixeira de Freitas e região.


O próximo acadêmico será Celso Kallarrari

***

By: Patrícia Brito
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NATAL SEM LUZ - Patrícia Brito. Conto Premiado.


MicroConto no Watpad
MicroConto no Watppad, clique aqui


CAPA: Larissa Dutra


É véspera de Natal, final de tarde em Nova York, eu adormeço junto com Aninha no sofá, sono puro de uma menina de três anos. Horas depois, sou acordado com uma ligação insistente. Ao atender, sem conseguir identificar quem era, escuto apenas uma voz masculina desesperada.

– Liga a TV AGORA!

Como se contaminado pelo desespero, ligo rapidamente a televisão e escuto o noticiário.

“A rebelião começou há poucas horas no Presídio, equipes de segurança trabalham no local, também permanecem policiais lá dentro. Um detento chamado por “Pílula” comanda a rebelião. E a segurança local acaba de nos informar que há jornalistas na ala onde ocorre um incêndio; os dois jornalistas do The City’snewspaper são: a jornalista Rose Lee e James Walker, repórter fotográfico.”

Não consigo escutar mais nada; mesmo assim, mantenho a televisão ligada enquanto, ainda em choque, pego novamente o celular e encontro ali inúmeras mensagens da Rose.

“Entrevistando Pílula.”

“Rebelião.”

“Fale para Ana que a amo muito.”

Começo a entrar em desespero; não sei o que fazer, respondo as mensagens e não tenho retorno, ligo para redação e ninguém informa nada. Apenas berro com um dos atendentes:

– POR QUAL MOTIVO ESCALARAM A ROSE PARA ENTREVISTAR O MALFEITOR DO PÍLULA? ELA É MÃE, TEM MARIDO – grito sem ter mais noção do que falo, do que faço.

ü  

Estou dentro de um prédio lindo, três andares, corredores enormes, escadas largas. Seria uma obra de arte, se não estivesse de fato dentro de um presídio.

James foi meu escolhido, por ser estilo lutador de MMA, o que me deixa segura dentro do ambiente em que me submerjo. E a pessoa a quem irei entrevistar acaba de entrar na minúscula sala, onde já me encontro. Dois policiais se mantêm posicionados do lado de fora, fecham a cela, eu e James estamos diante do “Pílula”, um jovem senhor de 45 anos, aparentemente apresentável ao ponto de enganar corações cegos. 

– Você é uma jovem corajosa. O que você quer saber de mim?

– O que é Natal para você? – Tento ser fria diante do monstro que entrevisto.

– Como você acha que é? Só porque executei quinze pessoas, sendo uma especial, para mim ou só porque cortei a cabeça de outra por me dever um dólar, não quer dizer que eu seja uma pessoa tão má, não é mesmo? Tenho Deus no coração, mas também tenho prazer em ver sangue, sofrimento. Por isso repito. Você é muito corajosa.

As palavras dele gelam minha alma, posso ser fria ao expressar sentimento, mas maldade é inaceitável e me sinto aterrorizada com a frieza de quem o faz. Penso na minha filha, no meu futuro ex-marido, pois saímos brigados por eu estar no meu quinto plantão. Afinal, já são cinco anos de casados em nenhum Natal tivemos a oportunidade de passar juntos. Será que eu havia destruído meu casamento por ganância profissional? Não tenho tempo para formular minhas respostas, muito menos uma nova pergunta.

A sirene toca, escuto gritaria, empurra-empurra, inclusive dos policiais. Olho para James, e Pílula no impulso de escapar, me segura e aponta uma arma. Ele é poderoso, com certeza recebeu ajuda para estar armado. E naquele breve instante nos fez ajoelhar diante dele... Ajoelhamos... Minhas vistas escurecem.





Patrícia Brito
Conto premiado.
3º Lugar – Concurso Castro Alves

ATL – Academia Teixeirense de Letras

Direito Autoral
LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, considera-se:


I - publicação - o oferecimento de obra literária, artística ou científica ao conhecimento do público, com o consentimento do autor, ou de qualquer outro titular de direito de autor, por qualquer forma ou processo;
Capítulo II
Da Autoria das Obras Intelectuais
Art. 11. Autor é a pessoa física criadora de obra literária, artística ou científica.
Parágrafo único. A proteção concedida ao autor poderá aplicar-se às pessoas jurídicas nos casos previstos nesta Lei.
Art. 12. Para se identificar como autor, poderá o criador da obra literária, artística ou científica usar de seu nome civil, completo ou abreviado até por suas iniciais, de pseudônimo ou qualquer outro sinal convencional.

Att.
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Estrada Real - Marlon Moraes


Ano: 2013 
Páginas: 341
Idioma: português
Editora: Templo


Onde o destino se desenhou? Sem uma resposta sequer, inspirado por um amor maior, o Autor se aventurou em um outro caminho: a Estrada Real. Das montanhas em Minas Gerais, entre as matas por São Paulo, ao mar de um Rio de Janeiro; redescobrem-se nos passos das páginas as antigas vilas, o circuito das águas, a Serra da Mantiqueira, a Garganta do Embaú... Paraty! Passeando pela História cultural e religiosa das cidades que compõem o magnífico Caminho do Ouro, poeticamente, Marlon Moraes apresenta o destino onde duas vidas em uma se encontraram.



***

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Viagem
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História
Emoção
O caminho do ouro
Estrada Real


A obra...

Partida


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Chegada




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Nihonjin – Oscar Nakasato. Projeto LVA #3



Ano: 2011
Páginas: 176
Idioma: português
Editora: Benvirá

SINOPSE:
Hideo Inabata é um japonês orgulhoso de sua nacionalidade que chega ao Brasil na segunda década do século 20 com o objetivo de enriquecer e cumprir a missão sagrada de levar recursos ao Japão, conforme orientação do imperador.
O trabalho no campo, a adaptação ao Brasil, a morte da primeira esposa e os conflitos com os filhos Haruo e Sumie são um teste para a proverbial inflexibilidade do Nihonjin (japonês). O narrador, neto do protagonista e filho de Sumie, empresta voz e visão contemporânea à transformação do avô e do seu sonho de voltar rico para casa.


RESENHA

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Nihonjin = Japonês

Se toda história fosse estudada no período colegial, por meio de livros romanceados, com certeza muitos interessariam em aprofundar no conhecimento e poderiam ir muito além que obrigações.

A colonização japonesa é uma história rica, profunda e delicada no contexto biográfico do Brasil.

Vocês entenderão nesta resenha, em poucas linhas, como ocorreu e os fatores que impulsionaram a era Japão X Brasil.

A chegada dos japoneses aos países americanos, mais exatamente ao Brasil, começou oficialmente no início do século XX, no ano de 1908, em 18 de junho. Em São Paulo, foram desembarcados no porto de Santos, interior paulista, 781 lavradores em busca de trabalho nas fazendas dos cafezais. O último navio foi só em 1973. Portanto, por mais de 60 anos, o Brasil recebeu a população oriental em busca de novas oportunidades.

Esse anseio da imigração ocorreu por dois fatos. Primeiro: o Brasil estava no auge da plantação de café, sendo este o grande estímulo da economia da época. Porém, mesmo com bom desenvolvimento econômico, existia a falta de mão de obra. O segundo fato é exclusivo do Japão que, por se encontrar em período de grande crescimento populacional, a sua economia não conseguia gerar empregos suficientes para toda a população. Sendo assim, suprindo necessidade de ambos os países, decidiu-se por selar o acordo imigratório.

Mas os problemas dos nipônicos estavam apenas iniciando, pois a adaptação foi difícil, os sonhos eram grandes e as condições sempre desfavoráveis.

É justamente tudo isto que iremos encontrar na obra do escritor Nakasato. Este escritor, neto de imigrantes japoneses, Mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade Estadual Paulista, é professor de literatura e linguagem na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Estado no qual reside atualmente. Tem outros escritos, contos premiados; e este livro, o quarto a ser estudado pelo Projeto Literatura Verde e amarela, é o grande vencedor do Jabuti 2012.

Um livro curtíssimo, de apenas 175 páginas, mas de uma essência incomparável, causando em qualquer leitor muito além de conhecimento a peculiaridade da cultura. Costumes diferentes que, no decorrer da leitura, os julgamentos mudam para compaixão e compreensão. São tradições chocantes, mas intrínsecas.

Quem narra a história é o neto de Hideo, e a proposta do personagem é mostrar a dor do avô Hideo, ao chegar ao Brasil com um plano e ver tudo sendo sufocado por uma cultura diferente, sem nenhuma expectativa de crescimento, assistindo a seu sonho de retornar ao seu país escapar.

A obra se inicia na casa do tio Hanashiro, onde Ojiichan explana a sua decepção em não ter conseguido retornar para o Japão. Sendo assim, passamos a conhecer toda a história de Hideo.

A partida, despedida no Japão, a chegada ao Brasil, o sonho de fazer riqueza e poder voltar ao país, a mulher frágil, a decepção com o amigo, o trabalho pesado (passa o tempo e o trabalho ainda mais pesado). Se fosse dividir o livro em duas partes, essa seria a primeira.
A segunda fica por conta da família que Hideo construiu: os filhos, a luta pelo sustento e para manter a tradição cultural na educação em um país totalmente diferente.
Um livro muito delicado, sutil, profundo. A cultura japonesa é forte e às vezes severa. Sentimos isso com muita firmeza na escrita de Oscar Nakasato. O escritor mantém bem de leve as denominações do país, como:

Hahanokai
Gaijin
Ojiichan
Okanchan
Nihon

Outra elegância e solidez da obra – é como a personalidade de cada personagem é exposta no decorrer da narrativa. Os leitores conhecerão por meio de comportamentos e sobrelevação das batalhas diárias.

Muitas cenas tristes e dolorosas, algumas superações. Duas cenas são uma pancada na alma: 1. Imagine uma criança ser expulsa de casa por mau comportamento. 2. Na reta final a parte chocante atende por Kachigumi. Spoiller? Acho que não, pois vocês precisam ler, para compreender e sentir cada angústia no livro.

Encontramos todos os requisitos de uma obra campeã: boa escrita, enredo cativante, personagem bem descrito, narrativa leve, mesmo em cenas delicadas, sem falar no conhecimento proporcionado. Nihonjin é um livro que nos ensina, propiciando muito mais conhecimento, que uma simples leitura informativa ou de lazer.

***

Autor: Oscar Fussato Nakasato nasceu em setembro de 1963 em Maringá-PR. Seus pais tinham um sítio em Floresta, cidade próxima a Maringá, onde morou até completar 8 anos. A partir de então, passou a residir em Maringá. Posteriormente em Apucarana-PR, na Vila Agari. Professor na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Graduou-se em Letras na Universidade Estadual de Maringá depois de uma dolorosa experiência de dois anos e meio no curso de Direito. Também mestre em Teoria da Literatura e Literatura Comparada e doutor em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual Paulista. (Skoob)



"Temos literatura, filmes, novelas e peças teatrais em muito maior quantidade explorando a história da imigração italiana, a exploração do negros e até mesmo sobre as colônias alemãs no sul do país. No entanto, sabemos pouco sobre a formação das colônias japonesas no Brasil, e olha que nosso país é o que mais abriga japoneses fora o seu país de origem.

Neste romance, história e ficção se confundem torneados por belíssimas cenas de amor, paixão, resiliência e tristeza, chocando-nos ao perceber que tem menos de 200 páginas, posto que tão grande é seu conteúdo." 
 Cilene Resende

Resenha completa de
Cilene Resende
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By: Patrícia Brito
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