Oito meses e uma eternidade - Isabela Freixo


ISBN-13: 9781521453520
ISBN-10: 1521453527
Ano: 2017 / Páginas: 246
Idioma: português
Editora: Ases da Literatura

SINOPSE
Aos dezessete anos, Luísa está prestes a encarar o vestibular. Seu maior sonho é entrar para a faculdade de medicina, a fim de que um dia possa fazer pelas outras pessoas o que não fizeram por seu pai: salvá-lo. Com o pai, Luísa também perdeu a fé e, aos poucos, tornou-se ainda mais fechada quanto aos seus sentimentos e emoções.

Dona de um temperamento forte e irritadiço, ela tem sempre uma opinião formada e é de poucos amigos. Diferente da maioria das garotas de sua idade, Luísa não é romântica. Sempre muito racional, ela não se deixa envolver facilmente, até Maurício — o cara mais cobiçado de sua pequena cidade — atravessar o seu caminho.


Uma gravidez indesejada a colocará em uma realidade infinitamente distante da que sonhou para si, na qual todos os planos que havia feito para o futuro deverão ser repensados. Além dessa, outras reviravoltas farão Luísa perceber que não é tão autossuficiente quanto pensava, levando-a a embarcar em uma jornada de autoconhecimento e grandes transformações.

RESENHA

Uma brincadeira...
Uma surpresa.


Recebo esta obra por meio de uma brincadeira com a autora Isabela Freixo.


- Preciso DECIDIR não esperar 8 meses para ler seu livro.

A brincadeira foi bem aceita e a leitura ficará ETERNIZADA.

Isabela Freixo mora com os pais e a irmã mais nova em Guapimirim, na região da Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro. É aluna do curso de Letras e apaixonada por histórias, em todas as suas formas de serem contadas. Além de escrever, Isabela compõe, canta e arrisca algumas notas no teclado. Reconhece que suas criações provêm do Criador. O maior artista de todos os tempos e sua grande inspiração.

“Muitas vezes Deus não vai mudar a sua situação, mas vai usar a situação para mudar você.” (p.98)

Este é seu primeiro livro publicado, mas não é sua estreia no universo da escrita. Escritor que é escritor, não é necessariamente só os publicados, mas sim aqueles que brincam seriamente com a escrita, por muito ou pouco tempo.

Oito meses e uma eternidade é uma verdadeira lição de superação, onde escolhas têm sim suas consequências. É uma obra de Fé, pois as lições morais são fundamentadas com trechos e exemplos bíblicos.

Porém, não é uma obra que só tem este assunto como exclusividade, ou seja, que tenha uma pregação. Quaisquer leitores independente de suas crenças podem sim apreciar e com toda certeza irão amar.

“Gosto de sentir que sou livre para pensar... fazer e falar o que eu quero, sem seguir regras impostas por outras pessoas. Não gosto muito de religião. Tenho minhas próprias opiniões. Gosto de não ter ninguém na minha cola, de sair para me divertir, dançar de vez em quando...” (p.130)

Os personagens são bem trabalhados, descritos, já a protagonista Luísa é uma jovem que carrega um trauma. A perda do seu pai a faz ficar descrente com a vida, com as pessoas e a Fé.

Com a vida – por ela viver sem limitar as consequências dos seus atos; com as pessoas – por ter apenas dois amigos em quem ela realmente acredita e confia. Mesmo assim, isso não impede de às vezes ela agir com humor e um pouco hostil com Fred e Vini; com a Fé – pela perda trágica do pai.

Fred, Vini são seus companheiros fiéis.

Mauricio é seu pecado. Um rapaz mimado, inconsequente. Luísa se envolve com o rapaz e sua vida fica de cabeça para baixo, adquirindo uma responsabilidade, modificando a vida de todos que a rodeia e ama.

Nessa primeira parte é o amadurecimento da Luísa, as batalhas diárias, mudanças de planos. A segunda parte é narrada por Bento, personagem que entra quase na metade do livro e também tem um drama pessoal forte, porém aparentemente superado.

O encontro dos dois abre o caminho da protagonista.

“... É claro que, muitas vezes, as dificuldades que passamos são consequências de atitudes erradas que tomamos e, infelizmente, teremos que arcar com cada uma delas.” (p. 96)

Isabela consegue entreter os leitores não só com a narrativa leve, narração em primeira pessoa, com seus personagens profundos, mas principalmente pela construção do momento de virada, quase no final do livro. Podem não considerar ponto virada, pois logo Bento entra narrando sua versão da história. Todavia, é um momento inesperado, choca, doe, deixa qualquer leitor hipnotizado. É uma bomba bem narrada e que proporciona toda autonomia para Bento entrar como novo protagonista.

Narrativa leve, personagens bem descritos e presentes, cenários bem narrados e lindos fazem de Oito meses e uma eternidade um livro especial.

Uma obra que é recomendada pela escritora Lycia Barros um exemplo de escritora contemporânea que usa da Fé em todas suas obras. 

Onde erros são para ser vivenciados e reconhecidos para o amadurecimento do “Eu”, este é o verdadeiro legado da obra.

                                                                                  BY:

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ACADEMIA TEIXEIRENSE DE LETRAS - ÉRICO CAVALCANTI LEDO

Érico Cavalcanti sendo empossado na ATL

Érico Cavalcanti Ledo
ocupa a Cadeira 9 da Academia Teixeirense de Letras (ATL), cujo patrono é o saudoso Oswaldo Cohin Ribeiro da Silva, notável engenheiro e pecuarista em Teixeira de Freitas e extremo sul da Bahia.

Natural de Belém, capital do Estado do Pará, ele se mudou para o Rio de Janeiro ainda criança. Na Cidade Maravilhosa, graduou-se em Educação Física e, depois, fez pós-graduação em Marketing.

Vive desde os anos 80 em Teixeira de Freitas, onde constituiu família, atuou como jornalista, publicitário e pecuarista. Ocupou a Secretaria de Esportes na primeira gestão do ex-prefeito Apparecido Staut. Atualmente é chefe da Assessoria de Imprensa da prefeitura teixeirense.

É cronista e poeta. Publicou suas crônicas inicialmente no Jornal Alerta, na Revista Expressão e, depois, no site Texas Times, fundado por ele.
 
Páginas do meu tempo", de Érico Cavalcanti
Como poeta, Érico publicou em 2015, pela Editora Plano, o livro “Páginas do meu tempo”, prefaciado pelo radialista e também Membro Efetivo da ATL Ramiro Guedes, que dedicou breves comentários a cada um dos poemas que compõem a obra. O posfácio é assinado pelo empresário gráfico e acadêmico Rubens Amaral da Silva.

Érico Cavalcanti é coautor também dos volumes I e II da antologia “ATL em Verso e Prosa!”, organizada pela Academia Teixeirense de Letras e editada pela editora paulista PerSe.

O poema “Gota no Vidro”, de sua autoria, foi extraído do volume II da antologia “ATL em Verso e Prosa!”:

Suave a gota escorre no vidro
Desliza no olhar perdido.
Como a vida, a gota segue,
Encontra água, outras gotas e poesia.
Penetro no seu caminho
Juntos e dentro do paralelo vivido, sigo
Incluso no fino piso da vida.
Suave, busco sentido na gota.
Nos desvios do seu caminho
Encontra água, mais gotas e cresce,
Desliza rápido, tem pressa,
Não procura atalhos e formas meigas.
Grande, com velocidade e espanto, para
O olhar perdido se encontra
A gota se funde com a água que escorre

Suave fim da gota no vidro da vida.

O próximo a ser apresentado é Carlos Mensitieri
Aguardem!

                                                                                       BY:

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Hiran Murbach - Escritor

Foto: Arquivo pessoal do autor
Data de Nascimento: 07/03/1977
Cidade Natal: Americana - SP
Formado em: Direito
Especialista em: Negócio e Marketing

Busca dar vazão aos seus conhecimentos e, assim, atuar também como escritor. Desde cedo começou a escrever, porém apenas em 2003 concluiu seu primeiro romance, "Quando a vida imita a arte". Ele também escreveu contos e matérias diversas.

Em 2013 resolveu escrever sobre empreendedorismo e o resultado foi um livro de dicas que há anos sentia que precisava publicar para virar uma página em sua vida – “Quebrando: aprendendo com os erros dos outros". Entre outros escritos mais acadêmicos e não ficção. 

Ainda sonha em ser escritor em tempo integral, mas, enquanto isso não acontece, ele segue trabalhando como consultor de startups e novos negócios.

LIVROS
ISBN-13: 9788594170071
ISBN-10: 8594170076
Ano: 2017 / Páginas: 251
Idioma: português 
Editora: Soul Editora

SINOPSE: O que você faria se um dia descobrisse que toda a sua existência está em risco e, pior ainda, não há muita coisa que você possa fazer para evitar isso? É exatamente isso que acontece em “Quase Esquecidos”, uma obra de ficção que mistura fantasia e realidade e tem início no momento em que algumas criaturas do folclore brasileiro constatam um fato aterrador: as novas gerações estão deixando de conhecer a mitologia brasileira. Por causa disso, estes personagens folclóricos estão desaparecendo, pois eles só podem existir enquanto lembrados.

Muito do nosso folclore já desapareceu nos dias atuais e os poucos tipos que ainda sobrevivem precisam dar um jeito de reverter este quadro. A pergunta, no entanto, é como eles conseguirão fazer isso? E se conseguirão a tempo.
“As personagens não estão atrás apenas de reconhecimento, estão lutando por sobrevivência.” – Hiran Murbach
Quando a vida imita a arte


Ano: 2003 / Páginas: 200
Idioma: português 
Editora: Independente

O amor acontece repentinamente e de formas inusitadas. Eduardo, 20 e poucos anos, advogado em início de carreira, entende a premissa de paixões avassaladoras; antes de sua vida mudar completamente, sua rotina era dividida em "dia e noite". Enquanto o céu está claro, Eduardo trabalha para firmar-se na carreira, provando ao pai – também advogado – que é um bom profissional. Quando a noite cai, e todos os gatos são pardos, ele é apenas mais um dos rapazes, farreando com os amigos e sendo um típico mulherengo.

O dia a dia de Eduardo era apenas sequência de atos rotineiros, até Roberta aparecer em sua vida. Uma ruiva de visual exótico e agressivo que proporcionou um misto de atração e confusão em Eduardo. Seu interesse pela ruivinha é tão forte que o faz cometer pequenas loucuras, como, por exemplo, tentar aprender em uma noite o que aconteceu com a música em 10 anos. "Quando a vida imita a arte" contém apenas um lado da história: a versão de Eduardo, que desabafa, confidencia, admite erros e deixa transparecer que advogados também têm coração. Para saber o motivo de "A vida imita a arte" ser tão parcial em relação aos fatos, somente lendo para descobrir, para aprender e evitar erros do nosso protagonista. Afinal, esta história também poderia ser sua...

Eduardo é narrador do livro, que é também autor. 

O livro do Hiran se insere numa nova estética que, na minha opinião, se inaugurou com A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, e passa pelos romances de Marcelo Mirisola e Clarah Averbuch. Uma estética em que o social não importa mais e sim o 'eu', principalmente o do autor/narrador/personagem principal. Uma estética umbiguista que visa à investigação dos mais profundos medos. 

O que importa é o que eu sinto, dane-se o resto.

Livros para comprar: Amazon
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SORTEIO 1 - 2018

Arte: Larissa Dutra - Duas Livreira Clique Aqui e conheça o blog

O Site Lieturas Plus promove o primeiro SORTEIO de 2018
Para começar o ano com boas energias e entrar 2018 com boas leituras.

REGRAS

Para PARTICIPAR
1. Seguir a fanpage https://www.facebook.com/leiturasplus/
2. Seguir o instagram https://www.instagram.com/leiturasplus/?hl=pt-br ou @leiturasplus
3. Marcar 3 amigos nos cometários do banner oficial (OBS: ficará apenas na fanpage);
4. Não pode marcar loja, fake e pessoas famosas;
5. Residir no Brasil, em endereço a que o Correio chega.
OBS: Dessas marcações que serão numerados, conferidos e sorteados.

SORTEIO
1. Começa dia 02/01/2018;
2. O sorteio ocorre 12/01/2018 pelo aplicativo Igerar de acordo com os comentários no post da fanpage;
3. O vencedor terá 24 horas para entrar em contato e enviar o endereço completo ao email: leiturasplus@gmail.com
4. Caso o Vencedor não entre em contato, dentro do prazo, ocorrerá um novo sorteio sem avisos;

ENVIO
1. Leituras Plus enviará os livros e brindes no prazo de 30 dias;
2. O vencedor será informado do envio e código de rastreio.
3. Leituras Plus não responsabiliza por informações errada de endereço.

LIVROS E BRINDES:

  1. Serão 4 livros: 1 de minha autoria - Patrícia Brito; 
  2. Dois Livros - antologias de que participei;
  3. E o livro Extra da Academia Teixeirense de Letras, no qual também tenho participação;
  4. E Alguns mimos extras.

Livro Extra

SBN-13: 9788546406371
ISBN-10: 8546406375
Ano: 2017 Páginas: 85
Idioma: português
Editora: PerSer
Organização Almir Zarfeg. A ACADEMIA TEIXEIRENSE DE LETRAS, também designada pela sigla ATL, é uma associação, sem fins econômicos, que terá duração por tempo indeterminado, com sede em Teixeira de Freitas, Bahia. E têm como objetivo, lançar antologia anual entre escritos dos membros efetivos, contos e crônicas de escritores vencedores dos concursos elaborado pela própria academia.
Livro no skoob - Clique aqui
Conto: Natal sem Luz - Patrícia Brito. 3º Lugar - I Prêmio Castro Alves de Literatura 2017.

Livros - Patrícia Brito
SBN-13: 9788582810323
ISBN-10: 8582810326
Ano: 2017 / Páginas: 250
Idioma: português 
Editora: Saramandaia
Ano de 2002 foi inesquecível para o tímido e romântico Mark Broomer. Ele conhece Lara Brandão, estudante de intercâmbio em Londres, que sonha em ser médica. Apesar do romance, ela precisa voltar ao Brasil para realizar o sonho de se tornar médica e cuidar da irmã caçula. Mark fica arrasado, mas segue com a vida investindo na carreira esportiva. 
Uma década depois, Mark se tornou piloto de Formula 1 consagrado, três campeonatos mundiais conquistados, cercado de belas mulheres. Quando ela retorna à Inglaterra para receber uma premiação médica, o reencontro evoca sentimentos imensuráveis guardados em seus corações. 
Com vidas muito diferentes, novas decisões e novas escolhas serão necessárias para conseguirem ficar juntos. E só o tempo dirá se o Amor vai vencer.

Organização: Rô Mierling
Co-autores:
Beatriz Andrade; Lorena Caribé; Ricardo Biazotto; Mione Le Fay; Viviani Xanthakos; Patrícia BritoNuccia De Cicco; Vanessa Vieira; Juliana Rovere; Giuliana Sperandio.
ISBN-13: 9788568904466
ISBN-10: 8568904467
Ano: 2016 / Páginas: 83
Idioma: português 
Editora: Illuminare 
Sinopse
Livros, livros e mais livros. Livros de cortesia, brindes literários, contato direto com autores famosos, eventos e muita coisa legal dentro da literatura. Sim isso faz parte do dia-a-dia de um blogueiro literário.
Mas tem também as críticas, os problemas, o tempo dedicado, parcerias problemáticas e muitos entraves que fazem de um blog literário um desafio constante na divulgação da literatura.
Como será que esses blogueiros conseguem coordenar tempo, vida e livros?

Apresentamos a primeira Coletânea Apparere de Crônicas e alguns Contos. Aqui o leitor encontrará as 40 melhores Obras (na visão dos julgadores) dentre 145 (Contos e Crônicas), que se inscreveram para participar desta Coletânea. A experiência de editar essa Coletânea foi muito prazerosa, pois a princípio imaginávamos que por se tratar da primeira teríamos uma Coletânea Mista de Poemas, Contos e Crônicas e para nossa surpresa recebemos 368 inscrições. Com essa quantidade de inscrições decidimos dividi-la em três: 1. Coletâneas de Poemas; 2. Coletânea de Contos; e 3. Coletânea de Crônicas mais alguns Contos. Nós do Projeto Apparere ficamos muito felizes pois o Projeto surgiu com o objetivo de “incentivar novos Autores e Autores em geral, a tirar seus Textos/Obras (Poesia, Trova, Haikai, Conto, Crônica, etc.) da gaveta e publicá-los em uma Coletânea, dando visibilidade a eles e compartilhando-os com o Mundo”; e pudemos fazer isso com 159 Autores.
Infomações e descrição da obra
Categoria(s): Literatura Nacional
Idioma: Português
Edição/Ano: 
Numero de paginas: 120
Peso: 180

BOA SORTE !!
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Almir Zarfeg dedica resenha a “Amores Imperfeitos”, romance de estreia de Rômulo França Pinto

"Amores Imperfeitos", o livro
Ano: 2017 Páginas: 208 Editora: Novo Século ISBN: 978-85-428-0968-8

Com excitação e expectativa, li Amores Imperfeitos, romance de Rômulo França Pinto, que chegou às minhas mãos pela confreira Edla Almeida. Sou grato aos dois pelo presente de Natal.
Rômulo França Pinto, o autor

Como sempre faço, li o livro atento à história de Ônix e Pérola e, também, aos recursos estilísticos e expressivos empregados por Rômulo para compor sua obra de estreia. A rigor, um enredo de fôlego envolve, inevitavelmente, o binômio fundo/forma. O desafio de todo escritor – digno desse nome – reside na maneira como conduzirá essa questão, mantendo o equilíbrio f/f, permitindo-se experimentar formalmente ou apenas contando uma história sem correr riscos (des)necessários.

Rômulo não só conta uma bela história de amor como ainda brinda o leitor com algumas inovações formais que, a meu ver, valorizam o texto e o tornam interessante.  Mas Amores Imperfeitos, com perdão do trocadilho, apresenta imperfeições e êxitos.

Comecemos pelos acertos...

Primeiro, convém informar que estamos falando de um romance erótico, da linha “pornô soft”, cujo maior representante na atualidade é “Cinquenta tons de cinza”, de autoria da britânica Erika Leonard James, que conta a história de Christian Grey e Anastasia Steele. O livro – na verdade, uma trilogia – se tornou sucesso mundial e, rapidamente, ganhou as telonas.

É claro que Amores Imperfeitos guarda alguma semelhança com o best-seller: Ônix está para Christian, assim como Pérola para Anastasia! Ambos são profissionais liberais bem-sucedidos. Ambas não resistem a uma aventura sexual intensa e... sadomasoquista!

Segundo (ponto para Rômulo!), Amores Imperfeitos conseguiu me envolver do começo ao fim, de sorte que concluí a leitura em tempo recorde, e estou aqui compartilhando essas impressões sobre o livro. Não diria o mesmo sobre “Cinquenta tons de cinza”, cuja leitura deixei pela metade.

Como disse, a trama orbita em torno de Ônix e Pérola, protagonistas, Âmbar e Axinite, secundários, que são casais que se envolvem sexual e emocionalmente falando. Mais que isso, numa espécie de sublimação sexual-amorosa, eles superam a imanência do troca-troca e da relação aberta, para atingir um patamar de realização amorosa quase inatingível, transcendente, sem, contudo, abrir mão da experimentação erótica. A perfeição das pedras preciosas, sugerida nos nomes dos personagens, sinaliza que a realização amorosa é, sim, exequível. Os “amores imperfeitos”, vivenciados pelos personagens, seriam uma opção ao convencionalismo de uma relação a dois. Em vez de comodismo, uma boa pitada de atrevimento. Em vez de puritanismo, que tal uma boa dose de sacanagem?

Como o sexo constitui ponto alto da história, o autor presenteia o leitor com diversas cenas sexuais, por vezes narradas com um pouco de exagero. O casal de amantes passa a tarde copulando no motel e, à noite, em casa, se entrega ao ato sexual com a mesma disposição ou ainda mais fogo. 

Como descrever uma cena de sexo explícito, com todos os detalhes, sem cair no grotesco ou descambar para o mau gosto? Pois Rômulo consegue, com louvor, não uma ou duas vezes.  Ele se sai bem quase sempre.

Formalmente, o autor se revela seguro como narrador, conduzindo com competência a história, e também como usuário da língua portuguesa. Usa e abusa do foco narrativo, seja na primeira pessoa – passando a bola pros personagens –, seja na terceira pessoa, quando se encarrega de narrar a trama. Esse expediente, sem dúvida, imprime leveza à narrativa.

Poucas referências culturais, aqui e acolá, dão um quê de sofisticação à obra, que, no entanto, carece de uma interlocução com a temática erótica e, mesmo, sadomasoquista. Afinal, o erotismo literário ocidental possui uma tradição respeitável que o autor, infelizmente, ignorou em sua obra de estreia.

Algumas soluções de fundo, movidas pela pressa ou pela boa intenção, soam gratuitas ou forçadas. A obsessão pelo final feliz, que pode ser vista como algo positivo pelo autor e por muitos leitores, me frustrou bastante. O mesmo vale para o apelo a soluções fáceis, de natureza moral ou religiosa, em vez de reflexão, problematização ou a simples provocação.

Por fim, mas não menos importante, vai uma dica: as virtudes quase sempre fazem mal à literatura. As boas intenções, como as soluções fáceis, também. Sucesso para você, Rômulo França Pinto!
***
Almir Zarfeg, o resenhista

Almir Zarfeg
é poeta e jornalista. Preside a Academia Teixeirense de Letras (ATL).


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Nós matamos o Cão Tinhoso! – Luís Bernardo Honwana

ISBN-13: 9788568846308
ISBN-10: 8568846300
Ano: 2017 / Páginas: 145
Idioma: português
Editora: Kapulana
Livro de contos do moçambicano Luís Bernardo Honwana.
Inclui os contos: Nós matamos o cão tinhoso! e Rosita, até morrer.

Parceria:
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RESENHA

“O volume é composto por sete contos que, de modo geral, recriam a atmosfera asfixiante vivida pelos trabalhadores colonizados e suas famílias e acabam por operar uma denúncia da violência material e simbólica, do racismo e de toda a sorte de injustiça a que era submetida a população moçambicana pobre em meados do século passado.”
(p.134 – Vima Lia de Rossi Martin – Doutora em Letras).


Ler Nós matamos o Cão Tinhoso! é uma oportunidade de estudo - única - para entender a escrita e uma época delicada da história de um país, ou mesmo mundial. Não é uma leitura simples, e sim um verdadeiro ensinamento.

Peculiar, a obra pode ser apreciada de duas formas.

O leitor pode começar do início e, no decorrer da leitura ir descobrindo em cada conto as mensagens “entrelinhas” e até mesmo mensagens escancaradas.

Ou simplesmente ir para página 133 e compreender do que se trata a obra, assim apreciar a leitura com mais entendimento de cada conto exposto e de como a realidade de uma era é relatada em meio a ficção.

Nós matamos o Cão Tinhoso! é de autoria de Luís Bernardo Honwana, um marco  na literatura moçambicana. Publicada em Moçambique em 1964 em uma edição própria do autor.

LUÍS BERNARDO HONWANA nasceu em 1942, na cidade de Lourenço Marques (atual Maputo), e cresceu em Moamba, cidade do interior onde seu pai trabalhava como intérprete.

Em 1964, ano da primeira publicação de Nós matamos o Cão Tinhoso!, Honwana tornou-se militante da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique). No mesmo ano, foi preso por suas atividades anticolonialismo de Portugal, e permaneceu encarcerado por três anos.

Em 1970, foi para Portugal estudar Direito na Universidade Clássica de Lisboa. Após a Independência de Moçambique, em 1975, foi nomeado Diretor de Gabinete do Presidente Samora Machel, e participou ativamente da vida política do país a partir disso: em 1982, tornou-se Secretário de Estado da Cultura de Moçambique e, em 1986, foi nomeado Ministro da Cultura. (Fonte:  http://www.kapulana.com.br/biografia-de-luis-bernardo-honwana/)

Os contos da obra são:
  1.  Nós matamos o Cão Tinhoso!
  2. Inventário de imóveis e jacentes
  3. Dina
  4. A velhota
  5. Papá, cobra e eu
  6. As mãos dos pretos
  7. Nhingutimo
  8. Rosita, até morrer
A idiossincrasia fica por conto da narrativa. A maioria em primeira pessoa, contendo em dois âmbitos, narrador-protagonista e personagem-observador, às vezes em um único conto contém os dois estilos de narrativa.

O destaque da narrativa fica por conta do Português personalizado,

“... Honwana optou por representar o contexto sociocultural a partir da incorporação de palavra, expressões e modos de fala tipicamente moçambicanos...”
 (p. 135 - Vima Lia de Rossi Martin – Doutora em Letras).

Encontra-se palavras características da população do país, fazendo a leitura ficar interessante. Porém, supera com as “brincadeiras” que o autor faz com algumas palavras, obrando junção do português com outros idiomas que África tem como influência.

Cada conto tem seu traço, uma mensagem mais específica. O contexto da obra trabalha uma época difícil do colonialismo e que o próprio autor sofreu as consequências. 

Cada leitor terá seu conto predileto.

Aqui, pode-se destacar o que leva o nome do título, trabalhando bem a rejeição, prejulgamento, perversidade e o comportamento diferenciado de cada personagem. E também destaca-se a delicadeza do “Inventário de imóveis e jacentes”

“O ar está pesado neste quarto, porque além de estar tudo fechado, dorme aqui, incluindo-me, 5 pessoas. Às vezes somos 6 e isso dá-se mais frequentemente, porque a cama agora ocupada pelo Papá é normalmente ocupada pela Tina e pela Gita, que agora dorme com a Mamã no outro quarto” (p.51)

E a realidade do conto Dina,

“Dobrado sobre o ventre e com as mãos pendentes para o chão, Madala ouviu a última das doze badaladas do meio-dia. Erguendo a cabeça, divisou por entre os pés de milho a brancura esverdeada da calça do capataz, a dez passos de distância. Não ousou endireitar-se mais porque sabia que apenas devia largar o trabalho quando ouvisse a ordem traduzida num berro. Apoiou os cotovelos aos joelhos e esperou pacientemente.” (p.57).

Leitores precisam conhecer ou reler esta obra; a nova edição encontra-se bem trabalhada e perceptível, contendo uma extensa biografia do autor e uma análise rica de Vima - Doutora em Letras.

Estudantes de Letras precisam reler ( ou mesmo conhecer), não por ser uma simples clássico de uma era importante, mas ainda mais, por ter uma narrativa e escrita bem característico de Honwana, amadurecendo qualquer estudioso da literatura.

                                                                                       BY:
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Cem dias na PRISÃO - Marcos A Junior


ISBN-13: 9788551601174
ISBN-10: 8551601172
Ano: 2017 / Páginas: 223
Idioma: português
Editora: Giostri
Thomaz é um jovem de 18 anos, aspirante a escritor, e conta aqui a história mais marcante que já viveu. Durante cem dias ficou preso à sanguinária batalha entre o bem e o mal. Seus sentimentos foram embaraçados e o único desejo que possuía era de livrar-se de tal obscuridade com a tradução de pensamentos em palavras. Suas lembranças foram alteradas. O gênio do mal brincou com as suas suposições. O ambiente no qual esteve foi o pior. Foi largado na imensidão do esquecimento. Abandonado aos seus pensamentos mais trágicos. Destinado a viver toda a vida longe dos pais, irmãos, mulher e sem poder conhecer o filho que estava por nascer nos próximos meses. Tudo o que necessitava era uma saída. Algo que o livrasse da tragédia que é viver preso às grades. As palavras foram o seu refúgio durante dias, mas ele começou a absorver o que o ambiente mais propagava o mal. Que os pensamentos bons carreguem-no por todo o tempo de sanidade que ainda o resta. Cem dias, noventa horas ou apenas cinco minutos.

RESENHA
“Não suportava mais a vida da forma que estava.
Não aceitava o rumo que estava sendo tomado por todos.
Porém, contrariando a expectativa geral, tudo pode piorar.
Hoje meu sonho é estar lá fora.
Recuperar aquela liberdade disfarçada”. (p.51)

Existem momentos bons e ruins na vida. Existe mudança repentina.
E como aceitar essa mudança?
Como conduzir sem enlouquecer?
Marcos Junior é natural de Recife – PE. É formado em análise de sistemas e administração, mas só encontrou o verdadeiro prazer da vida quando teve sua primeira obra publicada, Herbert Flinch – O manipulador de Sonhos (Giostri, 2016).

Sua segunda obra “Cem dias na Prisão” é uma narrativa em primeira pessoa, pelo protagonista Thomas.

O grande gancho dessa obra é a narração.

Não é uma narrativa análoga aos romances tradicionais, a qual o leitor já se encontra bem acostumado de apreciar. Em um formato de diário, desabafo, o personagem Thomas conta toda sua experiência de passar 100 dias na cadeia.

Em formato poético, orações e parágrafos curtos, de uma até duas linhas, o autor Marcos escreve um livro com astúcia.

Apenas iniciando sua jornada autoral, o escritor nos surpreende com cada página descrita e nós leitores sentimos cada dor, a cada dia, que Thomas conta sua labuta carcerária.

Contada desde seu primeiro dia, porém, as revelações de como os fatos ocorreram, para ele encontrar-se nessa atual condição, levam dias e dias para serem apresentados. Fazendo com que o leitor fique angustiado a cada página lida.

O livro não tem diálogo, é quase um monólogo, pois os personagens paralelos existem e fizeram parte do contexto, mas todos na visão e descrito pelo personagem Thomas.

O cenário é único. A cadeia. O ambiente muito bem relatado mostra um lado sombrio e desconhecido, por muitos. A realidade do local exteriorizada dia-dia, é algo denso. Resultando em martírio a cada fragmento, a cada oportunidade superada.

“Na situação ocorrida, não aceitar as desculpas seria como atestar a influência efetiva e duradoura do mal em meu ser.” (p.122)

Não é um enredo com momento de virada, mas tem um embate bem descrito e resolução plausível.
Alguns fatos com Thomas nos deixam sensibilizados, outros nos assombram. Como a resistência da própria família, as mortes, que ele encontra nos primeiros dias, ou a morte que insiste em visita-lo. Nenhum dia é comum, mesmo sendo todos em um mesmo ambiente, com a mesma rotina. Um dia calmo, outro turbulento. Um dia esperançoso, outro dia atormentado. O leitor mergulha realmente na experiência de Thomas e percebe seu amadurecimento do primeiro até o dia 99 ou até mesmo antes, já que o final é uma revelação bombástica e surpreendente.

A escrita é impecável. Marcos conduz bem à escrita, o enredo e contexto da sua obra.

“Aqui ou lá fora.
Fraquezas humanas.
Achar que fazer com os outros o mesmo que lhes foi feito vá curar os traumas de psique” (p.96)

É uma leitura melancólica, mas prazerosa e impactante. A obra deixa uma lição, fazendo o leitor compreender como uma injustiça, ou o pouco caso das autoridades - na qual deveríamos confiar; ou como não confiar 100% em quem confiamos, pode transformar uma ou muitas vidas.

Culpa que nem sempre é de autoria própria, porém tem que ser paga até provar o contrário. Em se tratando do Brasil, isso é comum e infelizmente uma realidade quem nem sempre é possível lutar.
Uma verdadeira crítica a sociedade e comportamento alheio.  Marcos foi sábio em toda desenvoltura com “Cem dias na PRISÃO”.

Informações sobre o livro:
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