Pensamento: Priscila Goes

É difícil abdicar de algo ou alguém de quem mais gostamos e queremos ficar perto... 
Compreender os rumos contrários, aceitar o fim, enfim... Dói. 
E não é pouco. 

Todavia essas estradas são necessárias, as quais são cheias de pedras, obstáculos e curvas surpresas. Precisamos estar firmes e preparados para as mudanças. 
Lutar contra as circunstâncias às vezes só traz mais dores. Dançar conforme a música, pode evitar a perda desnecessária de energia. 

O silêncio pode ser um grande aliado, nele a escuta da alma é proeminente. Perdoar-se é fundamental, pois errar faz parte, para aprendermos a viver. Respirar, perdoar, abstrair o mal: Resiliência, faz crescer. A vida requer de nós essa evolução.

By: Priscila Goes



MULHERES DE MOTO PELO MUNDO - Vários Autores

Número de páginas: 248
Ano: 2018
Editora: 7 Letras
SINOPSE:
Aqui estão reunidas 45 crônicas escritas a partir das experiências vividas por um grupo de 17 mulheres que viajam juntas de motocicleta há mais de uma década, com seus maridos, namorados ou companheiros, como garupas ou pilotas.
Essas histórias atravessam milhares de quilômetros, dezenas de países em diferentes continentes, e tratam de amizade, companheirismo, tolerância, superação, medo, angústia, esperança, vaidade... – enfim, sentimentos que falam a todas as mulheres e em especial àquelas que têm coragem de experimentar o novo, sair da zona de conforto, ver o mundo passando veloz enquanto exploram as mais diversas estradas e paisagens.
O resultado é um livro absolutamente original, cheio de humor e perspicácia, em que o olhar feminino vai muito além da beleza dos cenários para revelar ao leitor, sob os mais variados pontos de vista, um mundo cheio de novidades e emoções.

RESENHA

            Meus amados, hoje estou passando para comentar com vocês sobre uma indicação de leitura que recebi e que me surpreendeu muito positivamente. É a obra “Mulheres de moto pelo mundo”, escrito por 17 mulheres: Adriana RiemerClaudia C. S. A. AmaralDenise MouroDione RibeiroElen FurtadoEliane ZarurEllen BaringIara MoussatchéKarmem FrotaKatia MoreiraLili Martins, Luisa Delgado, Marcia PinheiroMarisa PachecoSandra Procopio VillelaSônia KuhnSylvia Nemer, na forma de crônicas divertidíssimas que tornam a leitura uma delícia.

            São 45 crônicas nas quais essas mulheres, todas com idade entre 50 e 60 anos de idade contam sua experiência com o motociclismo, comentam sobre sua paixão pela Harley Davidson, BMW, entre outros tipos de motocicletas. Muitas vezes trata-se de uma paixão arrebatadora descoberta logo na juventude, outras vezes decorrente de uma aproximação mais cautelosa e uma tentativa de acompanhar o parceiro em suas aventuras por diferentes estradas pelo Brasil e até mesmo em países desconhecidos enfrentando paisagens inóspitas, desconforto e intempéries. O que é muito interessante analisado pela ótica feminina cheia de sensibilidade.

            O espírito de aventura, a descrição acurada das paisagens maravilhosas, o relato da amizade, do companheirismo e da superação dessas mulheres é definitivamente inspirador. São mais de 300 mil quilômetros percorridos durante uma década de deslocamentos pelo Brasil, Américas, Europa e Ásia, que o olhar feminino permite revelar muito além da beleza dos cenários ricamente descritos, nos abre a porta para um mundo cheio de novidades e emoções.

Se você gosta de aventura, do desconhecido, de encarar seus medos e um bom desafio, vai se encantar pela obra e encontrar muitas dicas de roteiro e preciosas dicas para evitar transtornos na estrada, um pequeno manual de sobrevivência. Agora, se você, assim como eu prefere andar em terreno seguro e manter os pés no chão vai sentir muita vontade de vestir a jaqueta e o capacete e pular na garupa para acompanhar essas mulheres sensacionais, corajosas, que ao enfrentar seus medos e saírem de sua zona de conforto, se permitiram viver experiências inimagináveis, descortinando diante de si um mundo infinito de paisagens paradisíacas deslumbrantes, diferentes culturas, muitas risadas, aprendendo a aproveitar o momento, a exercer a tolerância, algumas vezes deixando de lado sua vaidade, mas nunca o bom humor e o espírito de grupo.

            É uma leitura fácil, uma escrita cuidadosa, fluente, leve e muito inspiradora. Desperta a vontade de conhecermos ainda mais sobre o mundo do motociclismo, pesquisar a respeito dos lugares visitados e suas particularidades. É uma grande lição de que nunca é tarde para se entregar ao espírito da aventura, já que se trata de mulheres na faixa dos cinqüenta anos, com carreiras estáveis, filhos criados e que viram nesse momento que poderia ser de vazio e depressão a oportunidade de realizar sonhos, enfrentar o que vier pela frente na estrada na garupa de seus maridos, namorados ou companheiros, ou até mesmo como pilotas. 


       Recomendo fortemente e prepare-se para desbravar esse universo incrível e apaixonante! Beijos e até breve!  


By: Thaisa Salvador

Pecados da Casa dos Borgia - Sarah Bower


ISBN-13: 9788501097248
ISBN-10: 8501097241
Ano: 2013
Páginas: 616
Idioma: português
Editora: Record
Sinopse:
Quando, na infância, a judia Esther Sarfati foge da inquisição na Espanha e chega a Roma, ela não imagina que, anos mais tarde, será jogada no turbilhão de intrigas, corrupção e luxúria que envolve a corte de Alexandre VI. Convertida ao cristianismo para se tornar dama de companhia de Lucrezia Borgia, filha bastarda do papa, ela logo é seduzida pelo envolvente Cesare, duque Valentino, irmão mais velho de sua senhora. A paixão cega e doentia a conduzirá a uma rede de conspirações, mas um segredo assustador testará sua lealdade e deixará marcas profundas em sua vida para sempre.

Resenha:
Esther Sarfati era muito pequena quando o pai vai com seus irmãos para Roma, prometendo mandar buscar a mãe e ela depois. Quando ela e sua mãe vão ao encontro da família, a mãe não suporta a viagem e acaba morrendo. 

Esther parte sozinha para uma nova vida. Quando ela cresce, em nome dos interesses do pai, ela converte-se ao catolicismo e se transforma em Violante, para servir de dama de companhia de Lucrezia Borgia, filha ilegítima do Papa. Além disso, Lucrezia está prestes a se casar pela terceira vez, e Violante acompanhará bom a futura duquesa em seu novo lar, Ferraro, naItália. 

Mas Violante parte apaixonada por Cesare, o irmão da duquesa, uma figura ainda mais complexa que a própria irmã. Violante se envolve não só com ele, mas também em todas as intrigas envolvendo a família Borgia, e descobre que não há pudor, fidelidade, amizade ou lealdade atrás das portas do palácio, e muito menos do Vaticano. 

Ela se envolverá em situações que jamais imaginou para preservar a imagem da duquesa. O que ela não sabe é que será manipulada. Ela se envolve em uma trama aonde ela perderá o amor, o filho, e descobrirá que tudo que sempre acreditou, e por tudo que sempre viveu, nunca existiu. 

E é a própria Violante, que volta a ser Esther, e se torna uma escritora de cartas, que escreve e nos conta essa bela história. Realidade e ficção se confundem nessa história sobre uma família e seus mais profundos segredos.


Sobre a autora:


Sarah 
Nasceu e cresceu em Yorkshire, mas agora mora em Suffolk com o marido e dois filhos adultos, sem mencionar os dois golden retrievers, três galinhas e um gato idoso e obeso. Ela trabalha para a Creative Arts East, uma agência de desenvolvimento de artes em Norfolk, gerenciando projetos para promover a leitura e a escrita criativa. Ela também ensina escrita criativa na Universidade de East Anglia, onde concluiu um mestrado em escrita criativa em 2002. Ela publicou ficção e não-ficção em revistas tão diversas como MsLexia e British Industry. Ela foi pré-seleccionada para a bolsa Curtis Brown na UEA em 2001/02 e teve sucesso em uma série de competições de contos, mais recentemente como vencedora do Concurso de Escritores de Curta-Metragem do Café Writers 2005.
***

By: Saber mais


Marlon Moraes - Vida e Obra



Quando e como foi o seu primeiro envolvimento com a escrita?
MM: Diretamente, foi aos 16 anos de idade, durante um concurso de redação no colégio, onde o professor de Língua Portuguesa percebeu a minha “vocação” para a escrita.

A poesia, desde o início, foi uma escolha ou algo que surgiu naturalmente?
MM: A poesia me escolheu... Foi algo natural. Escrevi uma redação totalmente poética, que se destacou no concurso colegial.

Fernando Pessoa já dizia em seus poemas “Ser poeta não é minha ambição, é a minha maneira de estar sozinho” – Como é o Marlon Poeta? Para escrever precisa de silêncio ou a qualquer momento, entre caos e silêncios, os versos surgem?
MM: Marlon Moraes é o poeta do amor, que se apaixona e vive as estações, intensamente; ainda que sozinho num quarto sem chave. E escreve a qualquer tempo, em qualquer lugar... Os versos são espontâneos.
Você escreve um pouco todos os dias ou em períodos concentrados? Existe alguma meta de escrita na sua rotina?
MM: Não há dia ou tempo pré-definido! Os versos nascem, florescem... E, quando os sinto “maduros”, preservo em um livro.

Quando surgem os versos em mente, você escreve a mão, anota no celular ou liga o notebook?
MM: Sempre escrevo à mão... Depois, apenas os transcrevo, digitalizando em um arquivo específico e compilando para uma obra futura.
“O meu verso é livre:/ o que me permite o corpo/ E a verdade na alma (unicamente) [...] (p. 158) – Latitudes. 
De onde vêm seus escritos? Seus versos são livres? Há um conjunto de hábitos que você cultiva para se manter criativo? Ou o próprio olhar para a vida (ou sua vida) já lhe inspira?
MM: Os meus versos vêm do coração... São, absolutamente, livres! E eu (para estar livre) apenas cultivo a paixão em mim. Eis a minha inspiração: o amor! Que sinto e vivencio.
Você mostra seus versos para outras pessoas antes de publicá-los?
MM: Eu raramente apresento os meus versos a outrem... Vez por outra, confio a alguém, quando já estão quase “lapidados”.


Quantas vezes você revisa seus poemas/textos antes de sentir que eles estão prontos?
MM: Sou muito crítico! E apenas quando sinto um poema com ritmo e verdade nos versos, decido que está “pronto’. Mas não sofrem revisões contínuas os versos, talvez sim uma mudança de posição, para uma melhor sonoridade e enredo.


Versos de ontem é o livro mais recente do gênero poético, uma escrita peculiar, com versos muito personalizados de sua autoria. Você prefere seguir sua intuição no momento de compor ou segue algum ritual no gênero textual (aquelas famosas regras de composição poética)?

MM: Não me atento às regras literárias! Não possuo estilo definido: meus versos são livres de caracterização ou modelo. Escrevo com o coração! Componho os poemas com muita paixão, com muito amor; sem me preocupar com rituais ou gêneros textuais. E “Versos de Ontem” concluiu um ciclo da minha vida; por isso me dediquei tanto e expus tudo o que vivi e senti.
Poesia Concreta é um tipo de poesia vanguardista, de carácter experimental, basicamente visual, que procura estruturar o texto poético escrito a partir do espaço do seu suporte [...]”. No seu livro “ Domínio Público”, sentimos um trabalho nesse estilo. Como se dá a construção desse tipo de poesia e como foi escrever essa obra?
MM:  Domínio Público foi a reunião dos meus quatro primeiros livros, uma antologia que me agradou bastante, pois revivi as experiências literárias com uma grata lembrança. Na época dos livros originais, experimentei muito e descobri uma Literatura que muito me completava. Então, a antologia me permitiu o regresso a um tempo ímpar, em que aprendi a me expressar de várias formas, poeticamente.


“Mar de Sophia” tem muita espiritualidade, natureza, mar, reflexão com a vida. Existe diferença entre o Poeta Marlon Moraes e o simples Marlon Moraes?

MM: Mar de Sophia foi um livro divisor de águas, entre a razão e a emoção... Foi uma obra de amor pleno, com grande dedicação; diante das circunstâncias da vida. E o Poeta se distancia às vezes do Marlon Moraes do dia a dia, embora (no dia a dia) os dois se completem como um, 2.

“Como as manhãs no espelho, uma voz anunciava duas em uma vida: Sophia...” Nota do Autor (p. 172) – Mar de Sophia. Sentimos em todas as páginas uma homenagem ora explícita, ora camuflada. O quanto essa obra é especial? Conte um pouco. 
MM: Sophia é a minha filha inata: um amor maior que me completaria como casal, em um casamento que se foi. E o destino quis assim... Então, dediquei o livro todo para ela! O que o torna especial demais para mim. 
***
Biografia:
MARLON MORAES nasceu a 16 de outubro de 1976, em Bom Jesus da Lapa (Bahia). Em setembro de 1986, o escritor se transferiu para Belo Horizonte, onde residiu por dez anos, iniciando a vida literária como redator de prosa e poesia em jornais estudantis. A temporada em Juiz de Fora começou em agosto de 1996!
Assim, ao destino dos anos, participou do Sarau do Poeta e tornou-se, honradamente, membro da Associação de Cultura Luso-Brasileira e da Academia de Letras da Manchester Mineira, como também coordenador do Sarau Aberto.
Durante a primeira estadia juizforana, o poeta graduou-se em Engenharia e publicou os livros: Eclipse Oculto, Dois Dias na Eternidade, Vento Norte, Carnaval (In Versus), Via Láctea, Sonetos, Latitudes e Mar de Sophia. Já habitando em Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, apresentou as obras A Segunda Voz, Estrada Real (O Caminho do Ouro) e Timpó e o Circo da Alegria [...].
Site autoral: http://www.marlonmoraes.com/







                                                                     
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A Senhora Einstein - Marie Benedict

A história de amor por trás da Teoria da Relatividade
ISBN-13: 9788594900036
ISBN-10: 8594900031

Ano: 2017 / Páginas: 288

Idioma: português 

Editora: Única
Sinopse:
Espero aprender, como há muito sugeri, se o tempo é mesmo relativo. Mileva “Mitza” Maric Einstein. Mileva Maric – ou Mitza, como gostava de ser chamada – sempre foi um pouco diferente das outras garotas. Em 1896, a maioria das jovens de 20 anos já está casada, não estudando física em uma universidade de elite em Zurique. Mitza, porém, é inteligente o bastante para saber que, para ela, a Matemática é um universo muito mais fácil de se navegar do que o casamento. Tudo corria como planejado até que um de seus colegas, Albert Einstein, passa a se interessar por ela muito além das dicas em cálculos. Ele via em Mitza uma capacidade intelectual superior até à dele e a força contrária perfeita para equilibrar a montanha-russa emocional que ele era. Uma paixão intensa e arrebatadora nasce entre os dois, transformando definitivamente o mundo de Mitza. No entanto, mesmo com todos os sonhos e planos que fizeram juntos, pode não haver espaço para mais de um gênio em um casamento. 

O primeiro romance de Marie Benedict descreve cuidadosamente a vida de Mileva – de estudante promissora a mãe solitária – com especial atenção aos conflitos entre objetivos pessoais e convenções sociais. 

Um intrigante romance sobre uma das mais fortes parcerias intelectuais do século XIX.' Kirkus

Resenha:
Mileva Maric é uma moça inteligentíssima que é incentivada por seu pai a estudar física em Zurique. No início do curso ela destaca-se por sua superior inteligência e chama a atenção de seu colega Albert Einstein. 

Tornando-se impossível para ela resistir aos seus encantos, Mileva acaba engravidando, o que a impede de conseguir seu diploma. Sozinha, com um bebê e morando com os pais, Mileva segue os conselhos de sua mãe e vai sozinha, sem a filha, atrás de Albert, no intuito de tentar que ele se case com ela e assuma sua filha. 

Eles se casam em uma cerimônia simples, mas a menina acaba morrendo antes que Mileva possa buscá-la. No início do casamento, tudo acontece como Albert prometeu, os dois trabalham juntos e novas descobertas que revolucionam as teorias da física. Porém, quando Mileva cria a teorias da relatividade, Albert assina o artigo sozinho e retira o nome da esposa. 



A partir daí ele torna-se um homem mundialmente famoso, e Mileva torna-se uma simples dona de casa e mãe que ama seus filhos e que sacrifica todos os seus sonhos por eles. Mas Albert torna-se cada vez mais egoísta, e Mileva não suporta mais a vida que leva e o abandona, para que possa voltar a ser ela mesma, e não apenas a Senhora Einstein.


Uma história encantadora que nos mostra uma mulher que é considerada um gênio da física e da matemática, mas que tem seus talentos ofuscados por um marido egoísta e presunçoso. Um homem respeitado mundialmente, mas que teria ficado famoso graças a uma teoria que supostamente não foi escrita por ele, e sim por sua esposa. Esse fato não foi comprovado, mas o teor de algumas cartas trocadas pelo casal nos leva a crer que pode ser verdade. 

A autora fez um trabalho de pesquisa perfeito, e conseguiu misturar história e ficção com maestria.

Sobre a autora:
Marie Benedict 
É advogada com mais de dez anos de experiência. Trabalhou para os principais escritórios de advocacia dos EUA e para empresas listadas na Fortune 500. Ela se formou com louvor na Boston College em História e História da Arte e na Boston University School of Law em Direito. Enquanto advogada, Marie sonhava com um trabalho fantástico no qual poderia revelar a vida e os feitos ocultos de grandes mulheres da história. Ela finalmente encontrou a oportunidade de desbravar esse caminho ao começar a escrever.
***
BY: Saber Mais



Celeste Azul - Priscila goes

Olhos azuis, doce mel
Encontram os meus
Longínquos por hora
Transforma em amor
O que dantes foi fel

Na noiva de véu Cachoeira
Teus braços erguidos são asas
Elevam os pássaros nas águas
Permeia o vento em tua face
Sobre pedra de fino embace

O verde encontra o medo do alto
Despedaça-o em coragem
Adrenalina palpita no peito
Alegria de ver-se no seio
Da intensa viagem


Priscila Goes 

A IRMÃ DA LUA – LUCINDA RILEY


Origem: Nacional; 
Editora: Arqueiro; 
Coleção: As Sete Irmãs – Livro 5,
Edição: 1, 
Ano de Edição: 2018,
 ISBN:  8580418976, 
Número de páginas: 592
SINOPSE:
Em A irmã da lua, quinto volume da série As Sete Irmãs, duas jovens separadas por um século têm suas vidas entrelaçadas numa emocionante história sobre fé, tradição, paixão e sobrevivência. Entre as filhas adotivas de Pa Salt, Tiggy D’Aplièse é conhecida como a instintiva e sensível. Envolvida em sua carreira na proteção de animais selvagens, ela não sabe se está preparada para seguir as pistas de suas origens, deixadas pelo pai. Ao aceitar um novo emprego nas belíssimas Terras Altas escocesas, Tiggy fica apaixonada pela remota propriedade, administrada pelo enigmático Charlie Kinnaird. O belo cirurgião cardíaco acabou de herdá-la e enfrenta problemas para reerguê-la e transformá-la em um santuário para as espécies nativas. Em seu novo lar, Tiggy encontra o velho cigano Chilly, que altera totalmente seu destino. Ele conta que ela não só possui um sexto sentido, proveniente dos ancestrais, como há tempos foi previsto que ele a levaria até suas origens na Espanha, nas montanhas sagradas de Sacromonte, à sombra da magnífica Alhambra. Escrito com a notável habilidade de Lucinda para entrelaçar enredos emocionantes e nos transportar para épocas e lugares distantes, A irmã da lua é uma brilhante continuação para a aclamada série das Sete Irmãs, e uma leitura saborosa e reveladora.

RESENHA:

            Meus amados estou aqui hoje para comentar com vocês a respeito da mais nova obra da autora Lucinda Riley (que eu amo de paixão), lançada dia 12/11/2018 que é o quinto volume da Série As Sete Irmãs, trata-se do Livro A Irmã da Lua, que conta a história de Tiggy, que eu simplesmente devorei. Para aqueles que ainda não começaram a ler a série, já digo que é maravilhosa, portanto antes de falar do quinto livro, vou me esforçar para explicar sobre o que se trata e duvido você não ficar ansioso para mergulhar nessa linda série. 

Segundo conta a própria Lucinda Riley em seu site http://br.lucindariley.co.uk, a série “As Sete Irmãs” foi inspirada nas Plêiades, Maia, Alcíone, Astérope, Celeno, Taígeta, Electra e Mérope. Algumas fontes afirmam que o nome “Plêiades” vem da antiga palavra grega plein, que significa “navegar”. Eram filhas de Atlas, um titã condenado por Zeus a sustentar o céu, e de Pleione, filha do titã Oceano e protetora dos marinheiros.

Após cruzarem por acaso com o caçador Órion, as Plêiades e sua mãe passaram a ser perseguidas por ele. Para protegê-las das incansáveis investidas amorosas de Órion, Zeus as transformou em pombas e as colocou no céu, entre as estrelas. Além disso, três delas – Taigete, Maia e Electra – tiveram filhos com o deus.

Por sua associação com a água, sejam mares, chuva, granizo, neve, gelo ou geada, as Sete Irmãs também são conhecidas como “Jovens d’Água” ou “Donzelas do Gelo”. As lendas gregas muitas vezes se referem a elas como “Oceânides”.

 Maia – A mais velha das irmãs, conhecida pela beleza fora do normal e por sua vida solitária. A história conta que, apesar de muito bela, Maia era tímida e frágil, preferindo se isolar e morar sozinha nas cavernas. Em latim, Maia quer dizer “mãe” e, em outras traduções, também significa “enfermeira” ou “grande”. Era considerada pelos romanos a deusa da primavera, por isso nosso quinto mês se chama “maio”. Em determinado momento, sua estrela brilhou mais do que as outras. No entanto, a estrela da irmã seguinte, Alcíone, hoje brilha mais, e alguns dizem que isso simboliza a rivalidade entre as duas irmãs no passado.

Alcyone (Ally) – Na mitologia grega, Alcíone, a segunda irmã, era conhecida como a líder. Na época idílica, quando o mundo era repleto de alegria, prosperidade e tranquilidade, ela protegia o mar Mediterrâneo, tornando-o calmo e seguro para os marinheiros. Em outro mito, casou-se com Céix, rei da Tessália, filho de uma estrela matutina, com quem formou um casal dedicado até o dia em que os dois enganaram Zeus e Hera, fazendo-se passar por eles. Enfurecido, Zeus esperou o casal se separar e lançou uma tempestade sobre o mar, fazendo a embarcação de Céix virar e este morrer afogado.

Asterope – Astérope em grego significa “estrela” e é tradicionalmente retratada como uma das mais fracas entre as irmãs, talvez por ser uma das que brilham menos do que as outras. Com Ares, deus da guerra, teve um filho chamado Enomau. Em algumas versões do mito, Enomau é marido de Astérope e rei de Pisa. Com ele, ela teria quatro filhos.

Celaeno (Ce-Ce) – Celeno em geral é traduzido como “melão” ou “obscura”. Assim como Astérope, Celeno brilha menos do que as outras estrelas do agrupamento, supostamente por ter sido atingida certa vez por um raio lançado por Téon, o Jovem. Apesar disso, teve muitos filhos, entre eles Deucalião com o titã Prometeu, e Lico, Nicteu, Eurípilo com Poseidon, deus do mar.

Taígeta (Tiggy) – Nos mitos, Taígeta, assim como Maia, valorizava a própria independência e vivia sozinha nas montanhas. Zeus também tentou seduzi-la, mas, antes que conseguisse alcançá-la, ela correu para os braços de Artemis, que a transformou em gazela para lhe permitir escapar das garras de Zeus. Hércules também tentou seduzi-la.
Electra – Conhecida como a terceira mais brilhante das estrelas, Electra teve quatro filhos, entre eles Dárdano, que mais tarde fundaria a antiga cidade de Troia. Algumas fontes alegam que Electra, e não Mérope, é a “Plêiade perdida” depois que ela desapareceu após a queda de Troia e a morte de Dárdano.

Merope (a Irmã Perdida) – Mérope é mais geralmente aceita como a “Plêiade perdida”, pois foi a última estrela a ser identificada pelos astrônomos e é a mais fraca do grupo, invisível a olho nu. Algumas lendas sugerem que Mérope se perdeu ao ter escondido o rosto de vergonha por ter desposado um mortal, o rei Sísifo. Outros dizem que Mérope escondeu o rosto de vergonha pelo fato de o marido ser um criminoso, cuja punição era empurrar uma pesada pedra morro acima, até a fronteira do firmamento. Nesse aspecto, há semelhanças com Atlas, pai de Mérope, que sustentava o peso do mundo nos ombros.

  Cada uma das irmãs mitológicas era, de acordo com suas lendas, uma mulher forte e singular. Em cada um de seus livros, Lucinda traz a história de cada uma das irmãs: Livro 1: Maia, Livro 2. A irmã da Tempestade: Ally, Livro 3. A irmã da sombra: Estrela, Livro 4. A irmã da Pérola; Ceci, Livro 5. A irmã da Lua: Tiggy. São histórias fortes, que abordam vários temas, como a força e a valorização das mulheres que lutaram contra os preconceitos sexuais e raciais de tempos passados, perdendo seus entes queridos para a destruição da guerra ou da doença, ou construindo uma vida nova no outro lado do mundo, essas mulheres pavimentaram o caminho para que tivéssemos a liberdade de ação e de pensamento de que desfrutamos hoje. E que tantas vezes não valorizamos. Enfim, a série As Sete Irmãs celebra sem pudor a interminável busca pelo amor e explora as consequências devastadoras de quando ele está além do nosso alcance.

Neste quinto livro, temos a história de Tiggy, uma jovem de aparência frágil e delicada, com espiritualidade e intuição aguçadas, que após da morte de Pa Salt, seu misterioso pai adotivo, resolve seguir seus próprios instintos e fixar residência nas Terras Altas escocesas, onde desenvolve ainda mais seu amor pelos animais e sua capacidade de curá-los. É em seu novo emprego na propriedade Kinnaird que Tiggy conhece pessoas que a acolhem e a protegem, como Cal e Beryl, o proprietário Charlie, por quem se sente perigosamente atraída e o velho cigano Chilly, que de fato é quem altera seu destino, revelando que o destino promoveu o encontro dos dois naquele momento e que seria ele quem mostraria a ela o caminho para suas origens e para isso ela precisará reviver a história de seus antepassados, em Granada, nas grutas de Sacromonte.

Tiggy é uma personagem extremamente cativante, e Lucinda Riley sabe com perfeição trabalhar os aspectos psicológicos de forma que podemos de fato sentir toda a fragilidade de Tiggy em contraposição com sua imensa força interior e espiritualidade. Enquanto busca sua verdadeira origem, o motivo de seus pais a terem abandonado, Tiggy se depara com a história de sua avó Lucía, grande dançarina de flamenco, de personalidade marcante e constantemente insatisfeita com suas conquistas e almejava o reconhecimento internacional e adoração absoluta, que enfrentou preconceitos, a Segunda Guerra Mundial e o embate civil que dividiu a Espanha.

Em um enredo emocionante, impactante, forte e cheio de misticismo, a autora nos transporta através do inóspito cenário gélido das Terras Altas escocesas ao calor espanhol. Apaixonei-me pela história, assim como pela história das outras irmãs, pois são histórias que sempre nos fazem refletir e deixam lindas lições de perdão, luta, resiliência e amor como a grande força que pode mudar tudo. Enfim, não pretendo entrar em mais detalhes para não estragar o prazer da descoberta durante a leitura, mas já aviso para preparar a emoção, pois como de costume Lucinda Riley não brinca em serviço e está aí para bagunçar nosso emocional mesmo. Espero que tenham apreciado a resenha e sintam-se tentados a se entregar a esse mundo mágico que é a série As Sete Irmãs. Até breve! Beijos.
                                                                                                      
                                                                                                            BY: THAISA SALVADOR


Sempre Teremos Buenos Aires - Rossana Cantarelli Almeida

ISBN: B07L14FFX1
Ano: 2018 / Páginas: 239
Idioma: português
Editora: Independente
Sinopse:
O que um pássaro engaiolado sabe sobre voar? E eu voei. Voei muito alto. Até o limite do ar que sufoca. Mas eu só queria subir. Subir. Subir.
Morri e renasci.

Convida todos a embarcarem comigo para Buenos Aires e presenciarem que a paixão é louca, mas só com ela aprendemos. Ninguém tem um destino traçado. São apenas escolhas, e com elas vêm suas consequências, pois não existe o certo ou errado.

Apenas quero que sintam o poder da descoberta do amor-próprio. Uma viagem dolorida, mas real. Aqui você morrerá e renascerá junto comigo. Porque paixão é isso: é querer ser vivo, mas sabendo que uma parte de você morre.

O resto, bem o resto é apenas o primeiro gole de Bourbon.

Te espero nas páginas desse livro.
Laura Becker.


Resenha:
Laura Becker é uma mulher forte, decidida e independente que foi criada por seus pais para ser sempre a melhor. Ela não comete erros e não mede esforços para ser a melhor profissional em sua área. 

Convocada para uma reunião com seu chefe e as outras filiais de sua empresa, ela chega em Buenos Aires, e está preparada para mais uma vez surpreender a todos com sua competência. Mas não é o que acontece, e ela descobre que lhe faltou sensibilidade para entender o que seus clientes necessitavam, e acaba apresentando os piores resultados do grupo. 

Mas ela tem uma chance de reverter esse péssimo resultado, para isso terá que trabalhar com Victor Villar, e juntos organizar uma nova estratégia. Porém, Victor se torna mais que um mero parceiro de trabalho, e Laura, que acreditava que nada abalaria seus propósitos, se vê dividida entre duas formas de amar, o amor seguro, calmo e aconchegante e uma paixão irresistível. 

Além disso, esse homem aventureiro, lindo e diferente de tudo que ela já conheceu, vai pôr em dúvida tudo que ela construiu, a vida que ela levou até agora, e a faz renascer para uma nova vida, onde o dinheiro e a profissão não são as coisas mais importantes. Porém, nessa nova vida ela não sabe se haverá espaço para esse homem tumultuado por seus fantasmas do passado, que é fogo, é paixão, e que a faz querer perder o controle. Talvez, seja melhor ficar com o marido, Renato, e viver um amor tranquilo, seguro, que lhe traz paz e um futuro tranquilo. 

Mas independente da escolha que fará, ela sabe que Victor jamais deixará seus pensamentos e seu coração. Eles estarão para sempre conectados. Não por algo carnal, mas por um sentimento maior, um encontro de almas, e que será eterno, afinal, eles sempre terão... Buenos Aires. Há muito tempo eu não tinha uma ressaca literária tão grande. Essa história é pura emoção, e tenho certeza que vamos ouvir falar muito desse livro.

Sobre a autora: 
Rossana Cantarelli
Gaúcha, da cidade de Santa Maria; advogada; casada com Marcelo; mãe do Cassio; madrasta do Arthur.

Começou a escrever por incentivo do seu marido, pois gostava de ler e sempre soube contar histórias. Seu primeiro livro, Apenas Respire - Rock e perfume: paixão no ar, foi escrito de forma despretensiosa. 

No entanto, foi tomando corpo e depois de lido por algumas pessoas entendidas, foi publicado pela editora Multifoco em junho de 2016. Os livros Apenas Respire e Apenas Me Ame foram escritos em menos de seis meses! A partir de então, Rossana nunca mais parou de escrever. 

Depois de lançar o livro “Depois das Cinco”, e lançar um livro infantil com o filho,  a autora retorna com mais livro, um pouco diferente de tudo que já escreveu, “ Sempre teremos Buenos Aires”, que foi escrito em apenas três meses. 

A autora firma que esse novo livro marca uma nova fase em sua carreira.
***

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POEMA: Mãe - Priscila Goes

Um amor, o mais puro e doce
Perfeito como botão de flor
Mãe, sou teus raios
E Tu és meu sol, meu calor.

Desde o primeiro momento que meus olhos encontraram os teus cor de mel,
Senti-me em nuvens e no azul do céu.

Teu colo sempre será irresistível,
Teu cheiro é suave feito pétalas de rosa,
Tua risada é meu eterno combustível
E o abraço mais fofo pertence a senhora.



By: Priscila Goes - Clique Aqui

Em Poder – Mulheres em cena – Lara Braga


“[...] A voz reprimida de uma mulher brasileira,
A face torcida diante de tanta baixeza [...]”
Marias e marias (p. 28).

Empoderamento, feminismo e, sim, o machismo não são somente palavras do modismo, mas assuntos polêmicos que estão contextualizando o nosso país nos últimos anos e bem mais fortes nos últimos meses.

Tudo que é extremo faz mal, tudo que é exagerado e soa com tom de fanatismo não gera uma luta de causa e sim conflitos, transforma amor em ódio, transforma paz em guerra.

Precisamos compreender a importância do outro, escutar com sabedoria e não com julgamento, mesmo que isso difira dos seus princípios. Bem como ter consciência que o outro tem o mesmo direito de expor opinião.

Nessa vida, ninguém está certo ou errado, todos nós estamos errados e seguimos para evolução, mesmo que essa não ocorra para todos, a caminhada ou tentativa de ser sempre melhor é a mesma.

Para falar desta obra singular da Lara Braga, precisei fazer um estudo profundo do tema, não muito teórico, mas de observação. Não para defender um gênero (que não é do meu perfil), não para escrever uma resenha com teorias aprofundadas, com o intuito de convencer o leitor de algo.

Lembro de uma frase da Gabriela Garcia, em uma entrevista para o canal Projeto Estelar, que ela fala:
“[...] São poucas pessoas que param para pensar o que a pessoa do lado de lá está vivendo ou está sentindo para reagir daquele jeito ... a gente tem que se unir de informação de qualidade, se aprofundar para formar uma opinião pessoal [...]”

Gabriela tem um projeto lindo com Think Twice Brasil, uma ONG que trabalha com Direitos Humanos + empatia + igualdade de gênero.

Mas ao contrário de muitas lutas que é exposto na sociedade, a Gabriela tem uma delicadeza em trabalhar com os assuntos mais delicados sem ser extrema, sempre observando os pós e contras da “tal ajuda”, seja qual for recebida, seja qual for o conselho, percebe-se que precisamos ajudar de acordo com o interesse de quem está recebendo e não de acordo com o interesse de quem doa.
Assim, este vídeo e a obra da Lara “EM PODER” faz recordar a importância da luta por uma causa, por meios respeitosos e menos guerrilha.

Ao estudar um pouco alguns temas que o livro poético da autora propicia, é importante expor algumas definições.
“[...] O Feminismo se consolidou como um discurso de caráter intelectual, filosófico e político que busca romper os padrões tradicionais, acabando assim com a opressão sofrida ao longo da história da humanidade pelas mulheres. O movimento ganhou muita força, sendo endossado tanto por homens quanto por mulheres que defendem a igualdade entre os sexos [...]”.
(Artigo: A Crítica Feminista à Ciência e Contribuição à Pesquisa nas Ciências Humanas - Maria Helena Santana Cruz – p. 7).

Já no que tange o empoderamento, o artigo de duas autoras tem um trecho bem significativo,
“[...] poder segundo Bourdieu é construído nas relações dos indivíduos e velado pelos símbolos da sociedade em que estão inseridos. Essa interação é arraigada não só no simbolismo social (poder simbólico), mas também na bagagem que cada indivíduo traz e imprime em suas relações e dinâmicas sociais, deixando ainda mais singular o entendimento e constructo de poder para Pierre Bourdieu [...]”.
(Sobre conceito de Poder – Gênero e Empoderamento: Um Estudo Sobre Mulheres Gerentes nas Universidades – Rafaella Cristina Campos, Késia Aparecida Teixeira Silva – p. 5).
Então, reforçando: “Cada indivíduo traz e imprime em suas relações e dinâmicas sociais [...]”. Assim, é também a literatura. O livre arbítrio é necessário e cada um tem suas interpretações para assuntos e temas, até para aqueles mais controversos.
O livro de Lara trata de desabafos profundos, mas não somente pessoais, são vozes e desabafos de uma sociedade, pois quem aprecia a leitura identifica-se de imediato com sua voz narrativa.
Voz forte,
Tom alto,
Sensualidade,
Romantismo,
Porém, muito mais....
Feminina.
O prefácio de Jorge Pereira já explana o que iremos encontrar na obra,
“[...]Em Poder, de Lara Braga, a autora nos permite viver as suas experiências orgânicas, fiéis, leves, rápidas e imediatas. Nos provoca divagações mesmo quando fala das coisas brutais e suas curas: para a dor, a pílula, para o amor, a poesia, a poesia; para o sexo, suas nuances; para o vazio, as intuições [...]”.
Jorge Pereira é editor-chefe da Philos-Revista Literatura da União Latina. Produtos Cultural Pernambucano e curador em literatura e artes visuais.
Em toda a obra sentiremos cada palavra característica que Jorge mencionou, não é para menos sentir isso, principalmente quando conhecemos outro texto crítico e forte da Lara, no site da Revista Philos.
“[...] Apesar desse cenário de invalidez crônica das igualdades, ainda sou parte integrante daqueles que robustecem o discurso e acreditam que é possível transformar as bases organizacionais, com a implementação de políticas públicas para a construção da coesão social com o propósito de estabelecer a inserção e a manutenção da justiça sobre toda a humanidade [...] Somente a partir da busca da igualdade pela justiça, seremos felizes em vivenciar a humanidade organizada em coesão social, plena e justa [...]”
A justiça como entidade vivente. 20/07/2018

Ter voz ativa, lutas e direitos atributos peculiares nos poemas e textos autorais da Lara. Em Poder é uma leitura de reflexão do início ao fim. Coloca o leitor como protagonista, proporciona arbítrio para sentir as profundidades e revoltas nos versos.

A sonoridade também é algo impactante, que deixa cada poema em nossa mente musicando a realidade que estamos vivenciando.

E mesmo que exista uma revolta da autora com alguns assuntos bem polêmicos, em nenhum momento ela usa da arte com desrespeito ao próximo ou até mesmo de opiniões contrarias. Ela apenas libera o poder da sua alma, alertando a importância de não se calar, mas também de respeitar.

Em toda leitura da obra associei a entrevista da Gabriela justamente pelo preceito de lutar com respeito. É uma leitura prazerosa, mesmo com assuntos difíceis e delicados. É uma leitura que ensina a olhar o outro lado, com menos julgamento e mais carinho. E por fim, mesmo que cada combate tenha suas decisões e convicções particulares, EM PODER é uma leitura que faz o leitor querer lutar e não se calar diante das injustiças de uma sociedade.
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Lara Braga 
É carioca, advogada, servidora pública federal, poetisa e compositora.

Começou sua trajetória nas artes no início dos anos 1980, quando fez teatro amador, além de dança, canto e participou do coro do condomínio onde morava. Foi aluna de Maria Clara Machado, dentre outros grandes mestres, na escola O Tablado, no Rio de Janeiro.

Seu percurso artístico foi interrompido ao assumir cedo as responsabilidades de esposa e mãe. Depois de tornar-se advogada e servidora pública, sua inquietude a levou por pesquisas intensas sobre o sentido da vida, através de estudos profundos da metafísica, que a direcionou numa imersão pela busca de sua essência existencial. Tal mergulho provocou o surgimento da capacidade criativa para a poesia e para a composição musical.

Lara Braga é uma mulher que acredita no novo, no poder transformador das liberdades e da evolução ampla e irrestrita de todas as coisas. Hoje, junto com sua irmã Nara Tosta, é idealizadora e coordenadora do Projeto Mulheres em Cena.
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Lara Braga recentemente participou da mesa de debate da FINART - Festival Internacional de artes gráficas em São Paulo.

Com a revista Philos ela colabora com seus textos, pensamentos autorais, além dos seus poemas profundos. Saber Mais.

Entrevista com Lara Braga Clique Aqui

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