NATAL SEM LUZ - Patrícia Brito. Conto Premiado.


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CAPA: Larissa Dutra


É véspera de Natal, final de tarde em Nova York, eu adormeço junto com Aninha no sofá, sono puro de uma menina de três anos. Horas depois, sou acordado com uma ligação insistente. Ao atender, sem conseguir identificar quem era, escuto apenas uma voz masculina desesperada.

– Liga a TV AGORA!

Como se contaminado pelo desespero, ligo rapidamente a televisão e escuto o noticiário.

“A rebelião começou há poucas horas no Presídio, equipes de segurança trabalham no local, também permanecem policiais lá dentro. Um detento chamado por “Pílula” comanda a rebelião. E a segurança local acaba de nos informar que há jornalistas na ala onde ocorre um incêndio; os dois jornalistas do The City’snewspaper são: a jornalista Rose Lee e James Walker, repórter fotográfico.”

Não consigo escutar mais nada; mesmo assim, mantenho a televisão ligada enquanto, ainda em choque, pego novamente o celular e encontro ali inúmeras mensagens da Rose.

“Entrevistando Pílula.”

“Rebelião.”

“Fale para Ana que a amo muito.”

Começo a entrar em desespero; não sei o que fazer, respondo as mensagens e não tenho retorno, ligo para redação e ninguém informa nada. Apenas berro com um dos atendentes:

– POR QUAL MOTIVO ESCALARAM A ROSE PARA ENTREVISTAR O MALFEITOR DO PÍLULA? ELA É MÃE, TEM MARIDO – grito sem ter mais noção do que falo, do que faço.

ü  

Estou dentro de um prédio lindo, três andares, corredores enormes, escadas largas. Seria uma obra de arte, se não estivesse de fato dentro de um presídio.

James foi meu escolhido, por ser estilo lutador de MMA, o que me deixa segura dentro do ambiente em que me submerjo. E a pessoa a quem irei entrevistar acaba de entrar na minúscula sala, onde já me encontro. Dois policiais se mantêm posicionados do lado de fora, fecham a cela, eu e James estamos diante do “Pílula”, um jovem senhor de 45 anos, aparentemente apresentável ao ponto de enganar corações cegos. 

– Você é uma jovem corajosa. O que você quer saber de mim?

– O que é Natal para você? – Tento ser fria diante do monstro que entrevisto.

– Como você acha que é? Só porque executei quinze pessoas, sendo uma especial, para mim ou só porque cortei a cabeça de outra por me dever um dólar, não quer dizer que eu seja uma pessoa tão má, não é mesmo? Tenho Deus no coração, mas também tenho prazer em ver sangue, sofrimento. Por isso repito. Você é muito corajosa.

As palavras dele gelam minha alma, posso ser fria ao expressar sentimento, mas maldade é inaceitável e me sinto aterrorizada com a frieza de quem o faz. Penso na minha filha, no meu futuro ex-marido, pois saímos brigados por eu estar no meu quinto plantão. Afinal, já são cinco anos de casados em nenhum Natal tivemos a oportunidade de passar juntos. Será que eu havia destruído meu casamento por ganância profissional? Não tenho tempo para formular minhas respostas, muito menos uma nova pergunta.

A sirene toca, escuto gritaria, empurra-empurra, inclusive dos policiais. Olho para James, e Pílula no impulso de escapar, me segura e aponta uma arma. Ele é poderoso, com certeza recebeu ajuda para estar armado. E naquele breve instante nos fez ajoelhar diante dele... Ajoelhamos... Minhas vistas escurecem.





Patrícia Brito
Conto premiado.
3º Lugar – Concurso Castro Alves

ATL – Academia Teixeirense de Letras

Direito Autoral
LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, considera-se:


I - publicação - o oferecimento de obra literária, artística ou científica ao conhecimento do público, com o consentimento do autor, ou de qualquer outro titular de direito de autor, por qualquer forma ou processo;
Capítulo II
Da Autoria das Obras Intelectuais
Art. 11. Autor é a pessoa física criadora de obra literária, artística ou científica.
Parágrafo único. A proteção concedida ao autor poderá aplicar-se às pessoas jurídicas nos casos previstos nesta Lei.
Art. 12. Para se identificar como autor, poderá o criador da obra literária, artística ou científica usar de seu nome civil, completo ou abreviado até por suas iniciais, de pseudônimo ou qualquer outro sinal convencional.

Att.
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Estrada Real - Marlon Moraes


Ano: 2013 
Páginas: 341
Idioma: português
Editora: Templo


Onde o destino se desenhou? Sem uma resposta sequer, inspirado por um amor maior, o Autor se aventurou em um outro caminho: a Estrada Real. Das montanhas em Minas Gerais, entre as matas por São Paulo, ao mar de um Rio de Janeiro; redescobrem-se nos passos das páginas as antigas vilas, o circuito das águas, a Serra da Mantiqueira, a Garganta do Embaú... Paraty! Passeando pela História cultural e religiosa das cidades que compõem o magnífico Caminho do Ouro, poeticamente, Marlon Moraes apresenta o destino onde duas vidas em uma se encontraram.



***

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Nihonjin – Oscar Nakasato. Projeto LVA #3



Ano: 2011
Páginas: 176
Idioma: português
Editora: Benvirá

SINOPSE:
Hideo Inabata é um japonês orgulhoso de sua nacionalidade que chega ao Brasil na segunda década do século 20 com o objetivo de enriquecer e cumprir a missão sagrada de levar recursos ao Japão, conforme orientação do imperador.
O trabalho no campo, a adaptação ao Brasil, a morte da primeira esposa e os conflitos com os filhos Haruo e Sumie são um teste para a proverbial inflexibilidade do Nihonjin (japonês). O narrador, neto do protagonista e filho de Sumie, empresta voz e visão contemporânea à transformação do avô e do seu sonho de voltar rico para casa.


RESENHA

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Nihonjin = Japonês

Se toda história fosse estudada no período colegial, por meio de livros romanceados, com certeza muitos interessariam em aprofundar no conhecimento e poderiam ir muito além que obrigações.

A colonização japonesa é uma história rica, profunda e delicada no contexto biográfico do Brasil.

Vocês entenderão nesta resenha, em poucas linhas, como ocorreu e os fatores que impulsionaram a era Japão X Brasil.

A chegada dos japoneses aos países americanos, mais exatamente ao Brasil, começou oficialmente no início do século XX, no ano de 1908, em 18 de junho. Em São Paulo, foram desembarcados no porto de Santos, interior paulista, 781 lavradores em busca de trabalho nas fazendas dos cafezais. O último navio foi só em 1973. Portanto, por mais de 60 anos, o Brasil recebeu a população oriental em busca de novas oportunidades.

Esse anseio da imigração ocorreu por dois fatos. Primeiro: o Brasil estava no auge da plantação de café, sendo este o grande estímulo da economia da época. Porém, mesmo com bom desenvolvimento econômico, existia a falta de mão de obra. O segundo fato é exclusivo do Japão que, por se encontrar em período de grande crescimento populacional, a sua economia não conseguia gerar empregos suficientes para toda a população. Sendo assim, suprindo necessidade de ambos os países, decidiu-se por selar o acordo imigratório.

Mas os problemas dos nipônicos estavam apenas iniciando, pois a adaptação foi difícil, os sonhos eram grandes e as condições sempre desfavoráveis.

É justamente tudo isto que iremos encontrar na obra do escritor Nakasato. Este escritor, neto de imigrantes japoneses, Mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade Estadual Paulista, é professor de literatura e linguagem na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Estado no qual reside atualmente. Tem outros escritos, contos premiados; e este livro, o quarto a ser estudado pelo Projeto Literatura Verde e amarela, é o grande vencedor do Jabuti 2012.

Um livro curtíssimo, de apenas 175 páginas, mas de uma essência incomparável, causando em qualquer leitor muito além de conhecimento a peculiaridade da cultura. Costumes diferentes que, no decorrer da leitura, os julgamentos mudam para compaixão e compreensão. São tradições chocantes, mas intrínsecas.

Quem narra a história é o neto de Hideo, e a proposta do personagem é mostrar a dor do avô Hideo, ao chegar ao Brasil com um plano e ver tudo sendo sufocado por uma cultura diferente, sem nenhuma expectativa de crescimento, assistindo a seu sonho de retornar ao seu país escapar.

A obra se inicia na casa do tio Hanashiro, onde Ojiichan explana a sua decepção em não ter conseguido retornar para o Japão. Sendo assim, passamos a conhecer toda a história de Hideo.

A partida, despedida no Japão, a chegada ao Brasil, o sonho de fazer riqueza e poder voltar ao país, a mulher frágil, a decepção com o amigo, o trabalho pesado (passa o tempo e o trabalho ainda mais pesado). Se fosse dividir o livro em duas partes, essa seria a primeira.
A segunda fica por conta da família que Hideo construiu: os filhos, a luta pelo sustento e para manter a tradição cultural na educação em um país totalmente diferente.
Um livro muito delicado, sutil, profundo. A cultura japonesa é forte e às vezes severa. Sentimos isso com muita firmeza na escrita de Oscar Nakasato. O escritor mantém bem de leve as denominações do país, como:

Hahanokai
Gaijin
Ojiichan
Okanchan
Nihon

Outra elegância e solidez da obra – é como a personalidade de cada personagem é exposta no decorrer da narrativa. Os leitores conhecerão por meio de comportamentos e sobrelevação das batalhas diárias.

Muitas cenas tristes e dolorosas, algumas superações. Duas cenas são uma pancada na alma: 1. Imagine uma criança ser expulsa de casa por mau comportamento. 2. Na reta final a parte chocante atende por Kachigumi. Spoiller? Acho que não, pois vocês precisam ler, para compreender e sentir cada angústia no livro.

Encontramos todos os requisitos de uma obra campeã: boa escrita, enredo cativante, personagem bem descrito, narrativa leve, mesmo em cenas delicadas, sem falar no conhecimento proporcionado. Nihonjin é um livro que nos ensina, propiciando muito mais conhecimento, que uma simples leitura informativa ou de lazer.

***

Autor: Oscar Fussato Nakasato nasceu em setembro de 1963 em Maringá-PR. Seus pais tinham um sítio em Floresta, cidade próxima a Maringá, onde morou até completar 8 anos. A partir de então, passou a residir em Maringá. Posteriormente em Apucarana-PR, na Vila Agari. Professor na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Graduou-se em Letras na Universidade Estadual de Maringá depois de uma dolorosa experiência de dois anos e meio no curso de Direito. Também mestre em Teoria da Literatura e Literatura Comparada e doutor em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual Paulista. (Skoob)



"Temos literatura, filmes, novelas e peças teatrais em muito maior quantidade explorando a história da imigração italiana, a exploração do negros e até mesmo sobre as colônias alemãs no sul do país. No entanto, sabemos pouco sobre a formação das colônias japonesas no Brasil, e olha que nosso país é o que mais abriga japoneses fora o seu país de origem.

Neste romance, história e ficção se confundem torneados por belíssimas cenas de amor, paixão, resiliência e tristeza, chocando-nos ao perceber que tem menos de 200 páginas, posto que tão grande é seu conteúdo." 
 Cilene Resende

Resenha completa de
Cilene Resende
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O projeto é em parceria com Cilene, Blog


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By: Patrícia Brito
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Academia Teixeirense de Letras - Athylla Borborema





“Athylla Borborema escreve como fala. E dele as palavras vêm num turbilhão para um encaixe perfeito. Usa um vocabulário farto em expressões populares –, uma linguagem compreensível tanto para o tira da delegacia quanto para o bandido ou para o empresário bem-sucedido.”

(João Brandão da Silva Neto)

É com esta acepção que apresento a cadeira 2 da ATL.  Atylla Borborema nasceu em Foz do Rio Cahy, balneário de Cumuruxatiba no litoral norte do município de Prado, mas logo cedo, ainda na infância, passou a ser morador de Itamaraju, município do Extremo Sul da Bahia.

Almejando de ser jornalista fez Athylla, ainda jovem, se mudar para capital baiana. O resultado a partir desta mudança chega ser difícil ser enumerado em um único post, por ser dono de currículo vasto. Vejam:
  •  Bacharel em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia – UFBA (1992).     
  • Formado em Rádio e TV pela Extensão/Bahia pelas Faculdades Integradas de Teologia e Filosofia de São Paulo – FAITEFI/SP (1993).
  • Graduado em publicidade propaganda e pós-graduado em assessoria de imprensa administrativa pela Universidade de Brasília – UnB (1999).   
  • Mestre em Jornalismo Científico pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC (2013).
  • Doutorando em Jornalismo Científico pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC (2014/2017).
Sua carreira jornalística iniciou de fato em Itamaraju. Em agosto de 2006, ele consolidou um projeto que ansiava desde o ano 2000, que foi a criação do portal de notícias “Teixeira News”, mas se Leituras Plus for estudar todas as conquistas da pessoa do dia, até chegar de fato às conquistas literárias, precisaríamos de outros infinitos posts.

Sendo assim, iremos apresentar a partir daqui suas vitórias na escrita. O jornalista/autor começou a carreira nos anos 90 do século passado.

Suas obras são:


Amor à Paz, com tema a busca por excelência na vida pessoal e profissional, a obra é técnica.
Tiro e Dor em Silêncio, que narra as estatísticas de crime contra a vida na Costa do Descobrimento. Essa obra foi publicada 14 vezes.
O inimigo agora é outro, uma dissertação na área da comunicação, lançado 4 vezes.
Folia das Palavras, livro de poesia em que o autor brinca com as palavras, já na sua quarta edição.
A menina do céu cor-de-rosa, um clássico da literatura brasileira, com assunto polêmico e delicado, narrando a história de uma adolescente estuprada pelo pai, prostituída, aventureira e drogada (7ª Edição).
O Capoeirista das Palavras, literatura de cordel com muita emoção e rima.
Meus Gatos, Meus Anjos, aos apaixonados por animais de estimação, esta obra são de contos sobre a missão dos gatos na vida das pessoas.

Outras obras de sua autoria são: Comunicação na Bandeja; Infância Violentada; Do Assessor de Imprensa ao Assessorado; Arroto; Perfil Criminoso; Casamento Sem Sexo; A fome que me comia; Menino da Roça; O poeta que comprou o mar; A Prova do Crime; O Diálogo do Perito com o Cadáver; Carnaval dos Poetas.

Além das obras mencionadas, Atylla também é autor de mais de mil artigos dirigidos, e matérias investigativas, além de ter dirigido mais de cem teledocumentários institucionais em filmes de curta-metragem.



O escritor não é só membro da ATL, mas também membro de outras academias, como: ARTPOP - Academia de Letras e Artes de Cabo Frio; ALMAS - Academia de Letras, Música e Artes de Salvador; AMBA - Academia Mineira de Belas Artes; ALAF - Academia de Letras e Artes de Fortaleza; NLAL – Núcleo de Letras e Artes de Lisboa.

Athylla, com este amplo currículo, jornalístico e autoral, junto com o polivalente presidente Almir Zarfeg... enfim, percebemos que a ATL se encontra em boas mãos para fazer um ótimo trabalho literocultural em Teixeira de Freitas e região. 


***
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Conheça o Presidente da Academia Teixeirense de Letras, Almir Zarfeg Clique Aqui

Próximo mês é a vez de apresentar a cadeira 3, Cris Ferreguett.
Fiquem ligados.
Aguardem!


Patrícia Brito


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Parceria - Carolina Gaio



Quando você anuncia "não poderei fechar parceria em 2017", por vários fatores, sendo o principal, os estudos. Porém, a gentileza em pessoa, e vasto profissionalismo, muda todo seu rumo e fica impossível recusar. 

Apresento:



Carolina Gaio é mestre em Sociologia (UFRJ) e em Análise do Discurso (UERJ). É editora, diretora teatral e professora de pole dance. Na Multifoco, além de editar temas gerais, nos mais diversos selos da editora, possui quatro selos. À margem, sobre temas marginais da sociedade, que engloba ficção e não ficção; e seus três selos não ficcionais: Encena e Multifoco Música, para literatura técnica, biográfica e acadêmica sobre teatro e cinema, e sobre música, respectivamente; e o Livres, selo em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP sobre direitos humanos.
Com 10 anos de carreira, Carolina também trabalha com Tradução (Inglês e Italiano) e revisora de texto.






Algumas Obras que Carolina editou:


Compre o livro, clicando aqui
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Parceria fechada, vamos conhecer essas e outras obras.
Aguardem!

Patrícia Brito





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Decidir - Os Caminhos da Vida - Patrícia Brito


Lançamento 2017




Autora: Patrícia Brito
Ed: I
Ano: 2017

SINOPSE: 

Ano de 2002 foi inesquecível para o tímido e romântico Mark Broomer. Ele conhece Lara Brandão, estudante de intercâmbio em Londres, que sonha em ser médica. Apesar do romance, ela precisa voltar ao Brasil para realizar o sonho de se tornar médica e cuidar da irmã caçula. Mark fica arrasado, mas segue com a vida investindo na carreira esportiva. 



Uma década depois, Mark se tornou piloto de Formula 1 consagrado, três campeonatos mundiais conquistados, cercado de belas mulheres. Quando ela retorna à Inglaterra para receber uma premiação médica, o reencontro evoca sentimentos imensuráveis guardados em seus corações. 

Com vidas muito diferentes, novas decisões e novas escolhas serão necessárias para conseguirem ficar juntos. E só o tempo dirá se o Amor vai vencer.






Autora: 

Patrícia Brito nasceu em 1981, em Teixeira de Freitas, Bahia, passou a infância em um sítio cheio de pés de cajá e manga, onde mora até hoje com pais e irmãos vizinhos. Desde cedo queria ser escritora, mas o desejo de se aventurar levou-a à graduação em Turismo e Ciências Contábeis. Em 2015 o sonho cresceu e ela iniciou a faculdade de Letras junto a vários cursos de escrita. Mantém blog Leituras Plus desde 2014, onde publica de entrevistas e resenhas. É leitora compulsiva de romances, apaixonada por F-1 e adora viajar na garupa da moto Harley do marido Rafael, pelas estradas do Brasil.


Instagran: https://www.instagram.com/leiturasplus/ ( @leiturasplus)
E-mail: leiturasplus@gmail.com
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Habeas asas, sertão de céu - Arthur Martins Cecim #lva 2


Ano: 2011 
Páginas: 272
Idioma: português 

Editora: Record

Os personagens principais não são humanos, embora se pareçam com eles. São pássaros, mas não os mais nobres entre eles. Ao contrario, são aqueles que aqueles que provocam certo mal-estar entre nós, por anunciarem a morte. O espaço em que acontece não é a terra exatamente, pois se passa do ponto de vista do céu, seu habitat natural. Porém, mais importante do que inovar nos personagens e no contexto este livro acontece e inova na linguagem, na trama entre as palavras, que é o lugar certo de um livro acontecer. Uma Linguagem inovadora que, visivelmente, se alimentou das dicções mais inovadoras, como a de Guimarães Rosa, Haroldo de Campos, Paulo Leminski, Mia Couto e da poesia de Manoel de Barros. Mas que consegue ser prosa poética de voz própria e voo pessoal.


RESENHA

Vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2010.

“ Viviam do mesmo jeito que falavam. Falavam do mesmo jeito que viviam. Como as ondas batiam igual à forma que elas tinham ruídos”. (p.18)

Arthur Martins Cecim nasceu em Belém do Pará, em 1971. Professor e tradutor do inglês estudou filosofia, e sua estreia como escritor foi com Habeas asas, sertão de céu!

Criatividade pode ser umas das melhores definições para esta obra. Não só por ser um livro fantasioso, onde a imaginação surreal é bem relatada, mas também as posições nas palavras, o cálamo bem rebuscado, e personagens nada convencionais.

Escrita poética, o escritor foge do romance convencional e mergulha na erudição literária.

“Aprendi desde cedo, por sinais da fala de minha mãe Aurora, que queria me ensinar a baixa sabedoria dos meio-altos, que as árvores, assim que eu crescesse, não eram árvores, mas que antes eram como palácios:...”. (p. 44)

O grande gancho dessa obra são as infinitas vozes, que autor apresenta; como, por exemplo, o mais mencionado e principal é: um urubu.  Sem deixar de referir os outros, que aparecem no decorrer da leitura, como: vento, peixe, mar, sol.

“Ver vento nascer é como ter olhos do mundo”. (p.93)

O enredo prende o leitor com a sagacidade de um parágrafo e página, mas às vezes a leitura pode ficar dispersa, já que a leitura é bem utópica. Este tipo de história ou narrativa pode causar estranhamento ao leitor não adaptado ao estilo; pode estranhar a narrativa e contexto; pode desistir ou não! E pode ocorrer o contrário, ficar tão curioso com o que está sendo apresentado, com as loucuras das vozes/personagens, que não se importará em ir até o final, debruçando na excentricidade da obra.

A literatura tem disso, ora é uma leitura comum, normal; ora é uma leitura poética, delicada; ora é uma leitura singular.

“ Minha alma vilarejo
     Ressente tudo que me deserta
            Sei das praças do céu
                 E dos séculos que habitam as casas
                          Minha casa me clama por amor
                                   Aquela velha cancela
                                          Que torceu sua idade por mim
                                                  Fez-me ver a vida vereda”
(p.95)

Diferente de tudo que já consumi na arte de ler, sugando todas as forças, que nem mesmo Saramago, com seu peculiar devaneio ou simbólica escrita; este, em particular, o segundo do Projeto #lva conseguiu proporcionar tanta estranheza e ao mesmo tempo vontade de saber, que desfecho o livro dispusera, ou mesmo, o que o autor quer dizer, com as vozes inquietantes encontrada nesta obra.

Leitura para raros,

Leitura para arquitetar,

Leitura para refletir,

Leitura para devorar, ou o contrário, ela que te devora,

Leitura para divertir-se,

Literatura.



O projeto é em parceria com Cilene, veja o parecer dela no site literário:  http://www.meuvicioliterario.com.br/  

Saiba mais do projeto, Clicando aqui
Primeira resenha do projeto, 


Resenha, clique aqui

O Próximo livro a ser estudado


Hideo Inabata é um japonês orgulhoso de sua nacionalidade, que chega ao Brasil na segunda década do século 20 com o objetivo de enriquecer e cumprir a missão sagrada de levar recursos ao Japão, conforme orientação do imperador.

O trabalho no campo, a adaptação ao Brasil, a morte da primeira esposa e os conflitos com os filhos Haruo e Sumie são um teste para a proverbial inflexibilidade do nihonjin (japonês). O narrador, neto do protagonista e filho de Sumie, empresta voz e visão contemporânea à transformação do avô e do seu sonho de voltar rico para casa. 





Patrícia Brito
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