O Ritual dos Chrysântemos - Celso Kallarrari


ISBN-13: 9788580880816
ISBN-10: 8580880815
Ano: 2013 / Páginas: 281
Idioma: português
Editora: Reflexão

Sinopse

O Ritual dos Crisântemos conta a história amorosa e trágica de Eurico, filho de pai sírio e de mãe índia guarani, e Poliana, filha de pai japonês e mãe paraguaia. Desde a infância, os dois fizeram um pacto de castidade, de fidelidade até o seu casamento, ritualizado numa inscrição num pé de erva-mate, num morro de uma cidadezinha no interior do Mato Grosso do Sul. A história se desenvolve a partir da morte de Poliana, na Avenida Paulista, num apartamento, onde Eurico, o namorado, residia. A morte de Poliana é envolvida por mistério, isto é, pela simbologia dos crisântemos (planta que acompanha misteriosamente a vida do casal), que são despetalados e semeados no corpo de Poliana (primeira vítima) e depois, durante um período de três anos, nos corpos das outras seis vítimas encontradas mortas nos parques de São Paulo. Nesse ínterim, a causa mortis de Poliana, a primeira vítima, torna-se um suspense, principalmente porque o narrador deixa o leitor a todo o momento em dúvida, sem saber, ao certo, se Poliana fora assassinada ou se suicidou. E, ainda, se fora morta, quem, possivelmente, seria o autor do homicídio e, consequentemente, dos outros assassinatos que envolvem, misteriosamente, a planta crisântemos. No momento da morte das sete jovens virgens nos parques de São Paulo, os crisântemos fazem parte desse ritual macabro. Torna-se necessária à polícia a investigação dos crimes e à associação com o primeiro crime, o de Poliana, acontecido no apartamento de Eurico. Desde então, Eurico é o principal suspeito e, por conta de um mandado judicial, é solto da delegacia, porque seu advogado, a partir de exames médicos, comprovou que Eurico sofria de esquizofrenia. A princípio, não se sabe, pois, se Poliana fora assassinada ou se cometeu suicídio e o leitor só irá descobrir se conseguir adentrar o jogo narrativo que o autor faz com maestria. 

RESENHA

Imagem do livro

“Você sabia, poli, que Khusánthemon é um nome do grego e que no latim se chama 
chrysanthemum? Ele é cultivado na China há mais de 2.500 anos? Foi levado pelos budistas para o Japão e, por isso, ficou conhecido lá como um dos símbolos do país chamado Sol Nascente.” (p.171)

Ao iniciar a leitura desta obra, de imediato, surgiu um questionamento:

Qual o limite do conhecimento que a leitura lhe proporciona?

Com esta obra iniciei este questionamento e finalizei a leitura sem resposta.
Motivos?
  1.  O conhecimento que a obra propicia é muito além do esperado que, se for pontuar aqui, a resenha ficaria extensa, podendo resultar em fadiga no leitor. Então, só lendo para se deliciar com a obra.
  2. A narrativa é não linear, mesmo todas as cenas contendo registro de período. O autor brinca bastante com o texto, com idas e vindas entre o presente e pretérito.
  3. Tem elementos básicos de um romance, claro, como: tempo, espaço, enredo e personagens. Mas cada elemento tem suas peculiaridades próprias na escrita de Kallarrari.
  4.  Quanto ao estilo da narrativa, logo no início o autor deixa claro que quem narrará a história é o “Eulíricus” e aí fica uma dúvida: o Eulíricus é um narrador Onisciente ou é mais uma “brincadeira” do Kallarrari?

“Depois da sua morte, eu assumi, quase que, psicograficamente, as vontades de Eurico e, por isso, escrevi, de modo biográfico.”(p.18)



Vamos por partes.
O conhecimento é algo que você encontra em todas as páginas de “O Ritual dos Chrysântemos”. Desde a explicação e origem da planta, que leva o título da obra, até a cultura de vida dos índios e japoneses, já que todos os personagens têm seus descendentes bem ativos.

Poliana dimana de uma família japonesa. Neste trecho, o leitor pode sentir como a cultura e as tradições são fortes.

Apreciando esta leitura, rememoro um outro Livro, o “Nihonjin” de Oscar Nakasato, vencedor do prêmio Jabuti de 2012, onde narra com muita riqueza, detalhes da cultura japonesa (Resenha NIHONJIN – OSCAR NAKASATO - Clique aqui), Poliana é uma jovem que ama Euricus, porém ela é obediente a seus pais e a sua cultura, isso dificulta a relação amorosa entre os protagonistas.

Já Euricus tem sua descendência: sírio com índia guarani.

“... ele se tornou um mito, no nosso mundo secular e desigual, aos índios guaranis, um grupo desprovido, afavelado, ilhado pela metrópole paulistana” (p.18)

Com os personagens, temos longos trechos de leitura com consideráveis informações culturais, cheias de detalhes, em cada cena.
Imagem do livro

Mas a obra vai muito além da cultura dos personagens, tem variados fatos históricos como:

      História de Ponta Porã (cidade de Eurico e Poliana);
Rios: Paraguai; Rio Miranda; Rio Aquidauna (uma boa oportunidade de ser curioso e pesquisar sobre cada rio mencionado);
      Final dos anos 70 à história “Trem do Pantanal”.

Isso tudo e muito mais é encontrado apenas na primeira parte da obra “PREAMBULA”, onde é apresentada toda a vida de Eurico.

“...o Brasil era visto como terra das oportunidades, porque passava por um período de urbanização e industrialização, oportunizando a muitos as atividades comerciais...”. (p.127)

Em CENARIUS – Avenida Paulista, somos apresentados:
 Zaqueu;
Guerra Guasú (1864-1870);
Júlio Prestes – Presidente recém-eleito em 1930;
E muito mais...

“Mas o tempo tem lá os seus tempos pretéritos, não se interessa conosco, com as coisas amiúdes, com as cartas descartadas do baralho da vida, com a garrafa na sarjeta.” (p.189)

A morte de Poliana se dá com intenso mistério em cada página, a forma como o autor escolheu de narrar este enigma supera alguns livros policiais contemporâneo.

A terceira e última parte fica com EPILOGA – Os crimes do Chrysãntemos, contando um pouco da vida de Poliana e o desfecho trágico do casal, mencionado no início do livro.
Imagem do livro

Nesta resenha, não mencionei nem a 1/3 da metade do que esta obra oferece, em termo de conhecimento e cultura.

No início fiquei confusa com a narrativa, pois existem muitos fatos narrados “entre linhas”, existem cantigas da tradição cultural do índio, de difícil leitura.

Imagem do livro

Não é uma leitura comum, com clímax, narrativa e final clichê, mas é uma leitura que você encontra um momento de virada surpreendente e o melhor é exposto apenas no final da obra. Fazendo a narrativa dar uma guinada, deixando qualquer leitor aturdido, conforme a história e o assassinato vão se revelando em cada página.
Imagem do livro

A última parte é de muito suspense, instigando, o apreciador da leitura devorar cada testemunho. Entram personagens figurantes que enriquecem o drama dos protagonistas.

Por fim, é uma leitura erudita, escrita com maestria, recomendada a todo e qualquer leitor que aprecia suspense, história de amor, narrativa inerente, que gosta de conhecer história, cultura, tradições peculiares de um determinado povo.

***




Celso Kallarrari nasceu no Mato Grosso do Sul, em 1973, e vive na Bahia desde 2000. É escritor, professor titular da Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Licenciado em Letras e graduado em Teologia, mestre em Educação e doutor em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica – PUC-Goiás. É autor de três livros de poesia: A Porta Remendada (2003) e As Últimas Horas (2009) e As Últimas Palavras, (2013), e estreou no gênero romance no mesmo ano com o livro O Ritual dos Chrysântemos (2013). (Fonte: Skoob)





***
By: Patrícia Brito





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ACADEMIA TEIXEIRENSE DE LETRAS – MARCUS AURELIUS


Marcus Aurelius sendo empossado na ATL

Vamos conhecer mais um membro da ATL:

Marcus Aurelius é magistrado, escritor e poeta natural de Governador Valadares/MG, mas reside no extremo sul da Bahia há vários anos.

Ele ocupa a Cadeira 06 da ATL, da qual é conselheiro e, também, autor do hino oficial dessa instituição literária e cultural, tendo vencido concurso realizado entre os 40 acadêmicos. É autor do livro “O Lúdico e o Jurídico – anedotas, curiosidades e sentenças jurídicas”, cuja 2ª edição foi editada pela editora paulista PerSe, em 2016.


"O lúdico e o jurídico", de Marcus Aurelius
Ele participa da antologia “ATL em verso e prosa!” com os poemas “A Drummond de Andrade” e “Conselhos”, organizada pela instituição literocultural.

Marcus Aurelius graduou-se em Direito pela FADIVALE – Faculdade do Vale do Rio Doce. Trabalhou, por cinco anos, no fórum da comarca de Governador Valadares, onde ouviu as primeiras anedotas sobre juízes, promotores e advogados. Em 2000, foi aprovado em concurso público para analista Judiciário junto ao Superior Tribunal de Justiça e, em 2004, para juiz substituto no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, onde atuou nas comarcas de Malhada, Carinhanha, Alcobaça e Teixeira de Freitas. Atualmente, é juiz titular da 2ª Vara do sistema dos Juizados Especiais em Teixeira de Freitas/BA.

Profissional do Direito com carreira reconhecida e vitoriosa, inclusive como professor universitário, Marcus Aurelius se destaca também como um dos acadêmicos mais participativos, amigos e parceiros da ATL.

Em 2016, o confrade recebeu a Medalha Personalidade 2015, concedida pela Academia de Artes de Cabo Frio (Artpop). Ele, igualmente, já foi homenageado pelo município de Teixeira de Freitas, onde reside com sua família.


O acadêmico sendo homenageado pela Artpop
A seguir, a letra do hino oficial da ATL, de autoria de Marcus Aurelius:

HINO DA ATL

Sonho de poetas e escritores
Que, com orgulho e valentia,
Inspirados pela grande Arte,
Instalaram a nossa academia!

És história e memórias
Orgulho de Teixeira e região,
Terra de Cultura e saber
Com endereço fixo no coração!

Academia Teixeirense de Letras:
Sol a irradiar raios de Cultura!
Vento a balançar nosso azul,
Branco e vermelho nas alturas!

Do nosso patrono-maior
Temos uma missão a honrar:
Semear livros à mão cheia
E fazer este povo pensar!

Refrão:
Avante, ATL, em voo livre e leve!
A arte é longa, a vida é breve!


Próximo a ser apresentado será a cadeira 7 -  Ramiro Guedes - conselheiro.

***

By: Patrícia Brito









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Tábula Rasa - Laplace Cavalcanti.

Livro e Entrevista

ISBN-13: 9788592572389
ISBN-10: 859257238X
Ano: 2017 / Páginas: 452
Idioma: português
Editora: Coerência



A disputa insaciável por recursos e poder resultou em uma guerra atômica que mudou a face da Terra e quase extinguiu a raça humana, seus últimos sobreviventes estão refugiados em uma base militar sob uma montanha. Despertando nesse mundo pós-apocalíptico, depois de ter sido resgatado, David precisa lidar com sua nova realidade, enquanto tenta resgatar vestígios de seu passado, do qual nada recorda. Não leva muito tempo para ele descobrir que a vida limitada que o subterrâneo proporciona e a impossibilidade de regressar à superfície, devido à radiação, são os menores problemas de todos ali. Por algum motivo, todos os sobreviventes são inférteis, e não importa o quanto tentem melhorar as suas vidas, de nada adiantará se não conseguirem reverter esse problema. A humanidade não está livre da extinção.

Laplace Cavalcanti
Nascido em 1989 em João Pessoa - PB, Laplace Cavalcanti escreveu sua primeira história aos 8 anos, não tendo parado desde então. Aos 13 anos foi um dos agraciados pelo Prêmio Jovens Autores do Pio XI Bessa, colégio onde estudava. É o autor dos livros TÁBULA RASA, A PÁGINA CERTA e PASSOS DE UM UNIVERSITÁRIO, e de diversos contos publicados na Amazon e no Wattpad. Além de escrever também possui um canal no Youtube onde posta vídeos sobre literatura, vlogs e às vezes alguns gameplays. (Fonte: Skoob)


Mini Entrevista:

Como foi escrever Tábula Rasa?
Laplace Cavalcanti: Intenso, não só pela trama, mas porque foi o primeiro livro que escrevi mantendo em mente que devo escrever independente de estar inspirado ou não, o que não é nada fácil, porque a maioria dos escritores iniciam a prática da escrita acreditando ser uma atividade puramente movida pela inspiração. Mas se você quer levar isso como profissão deve fazê-lo todos os dias, independente de estar animado ou não, você não trabalha apenas quando está inspirado. A inspiração irá chegar se lhe encontrar trabalhando.

O que podemos encontrar com essa leitura?
Laplace Cavalcanti: Muitas reviravoltas e fortes emoções. Você não irá se deparar muito com isso no começo, uma característica de livros como distopias e fantasias é que, por você criar um universo próprio, primeiramente você deve ambientar o leitor nesse meio, o que deixa o ritmo das primeiras páginas lento e isso pode desmotivar algumas pessoas a continuarem, mas acreditem, mais pelas palavras das pessoas que já leram do que pelas minhas, que vocês devem continuar. Caso você ache o ritmo da história lento nos primeiros capítulos, siga em frente, garanto que após subir a montanha a descida da ladeira será frenética e sem freio nenhum.


Como foi o processo de construção dos personagens e enredo?

Laplace Cavalcanti: Sobre o enredo: eu nunca escrevi uma história com tanto zelo e atenção quanto essa, justamente por causa das reviravoltas mencionadas na pergunta anterior. Tudo que está em Tábula Rasa acontece por um motivo, algo que parece um pequeno detalhe poderá ter um significado lá na frente, e muitas mudanças ocorrem no enredo e eu precisava estar atento para não cometer nenhum erro de continuidade, eu colocava lembretes tanto no argumento quanto no arquivo do livro, para ajudar a me lembrar do que aconteceu e como isso refletiria lá na frente, é um processo mentalmente exaustivo, porém gratificante no final. Quanto aos personagens: ao ler o livro você verá que, do ponto físico, eu não dou ao leitor muitas informações. Faço isso para deixar o leitor à vontade quanto a imaginar como é cada um deles, até porque, eu sou leitor também e bem sei que muitas vezes os personagens aparecem em nossas cabeças diferentes do que o autor descreveu, e para evitar que o leitor tenha um descontentamento com a leitura por causa das descrições eu o deixo livre para criar, fornecendo características físicas apenas que eu considero importantes e relevantes. Alguns personagens, para mim mesmo, não possuem rostos, eu os vejo em minha mente, escuto suas vozes, vejo suas reações e a forma como se articulam, mas se eu tento focalizar suas faces elas desaparecem. David e Emma são um exemplo, embora sejam protagonistas, não consigo lhes atribuir um rosto, eu enxergo toda a emoção que eles passam nas cenas, mas não sei como são. Outros personagens aparecem claros como o dia, eu acabo associando-os a alguém real, seja uma pessoa ou um personagem, seja porque acho as características físicas parecidas, seja porque acho as personalidades semelhantes. Elizabeth entra nesse grupo, para mim ela tem o rosto da personagem da atriz Torri Higginson na série Stargate Atlantis que, também possui o mesmo nome, e foi em quem me inspirei para construir a personagem.

A humanidade está ou não livre da extinção?
Laplace Cavalcanti: Acho difícil a humanidade conseguir se extinguir, embora ela pareça tentar isso com afinco. Talvez no futuro não ocorra o que acontece em Tábula Rasa, porém se as atitudes da humanidade não mudarem algo ruim irá acontecer e muitas pessoas irão morrer, mas acredito que alguma parcela dará um jeito de sobreviver. A questão é se aprenderão com o erro ou se o cometerão novamente.

Quais os novos projetos?
Laplace Cavalcanti: Estou revisando um livro, que já concluí e que pretendo publicar assim que possível, é um drama, e tenho outro projeto, que ainda está na fase de construção do argumento e sobre o qual não posso dar mais detalhes ainda.


***
Obrigada, ao querido escritor, por compartilhar este momento particular da escrita e sua rotina como autor. 
Acompanhe seu canal no Youtube -  Clique Aqui

By: Patrícia Brito
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Falando de Livros




Falando de livros...
    Não necessariamente resenhado ou com crítica Literária...
           Mas com todo merecimento de ser falado, divulgada, estudado e comentado.

Podem curtir!
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By: Patrícia Brito


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No Reino Das Girafas – Jacqueline Farid


Ano: 2017 / Páginas: 110
Idioma: português
Editora: Jaguatirica

Uma mulher enfrenta o desejo da separação do companheiro e as dúvidas desencadeadas pelo desejo, tendo como cenário a exuberância da Namíbia. A solitária viagem de carro pelas cinematográficas paisagens namibianas são o pano de fundo para reflexões sobre o amor, a natureza, viagens e os hábitos contemporâneos. Jacqueline Farid mistura diário de viagem e ficção para contar a história de dois personagens que se apaixonaram e reforçaram os laços afetivos no país africano – o mesmo que, paradoxalmente, será o território do seu rompimento. Como ocorre em toda viagem a paisagens longínquas e aos próprios sentimentos, o que a espera é o inesperado.

RESENHA

“... a imaginação sempre o combustível do pânico...” (56)

A maioria dos leitores ao iniciar ou escolher uma nova leitura, os mesmo leem, releem, analisam e estudam a sinopse, para compreender o contexto da obra e saber o que a leitura lhe proporcionará no decorrer de alguns dias.

Fui apresentada a esta obra por meio da Agência literária – OASYS CULTURAL - http://oasyscultural.com.br/ e, de imediato, encantei-me, sentido, que a leitura prenunciava ser prazerosa.


Porém...
O choque vem nas primeiras páginas.
Não é uma leitura qualquer; a “história de amor” ou separação é apenas uma pincelada na leitura. 

Na verdade o que realmente encontramos na obra é o amor próprio, o encontro do “eu com o eu”.

"Uma década adiando o adeus, a despedida anunciada no instante primeiro"(7)

A obra é muito mais profunda, as reflexões densas fazem o leitor apreciar, questionando o tempo todo. Não questionamentos simples, do tipo: se fosse comigo? Mas reflexões de análises intensas dos fatos narrados, dos sentimentos expostos, das descobertas e até mesmo das aventuras vivenciadas na viagem.

Foto: http://www.smartplanet.com.br/paises/namibia/
Namíbia é o cenário do livro, da personagem/autora, que visita o local pela terceira vez, mas esta última com um deleite especial - ela e ela, em um país de muitas aventuras.

Um país da África limitado a norte por Angola e Zâmbia, segundo informações oferecidas em sites de pesquisas o território da Namíbia foi habitado desde os tempos antigos pelos povos Khoisan, Damaras e Namaqua, com uma notável imigração de Bantos a partir do século XIV. Dividida por 13 regiões, são elas:
Caprivi
Erongo
Hardap
Karas
Kavango
Khomas
Kunene
Ohangwena
Omaheke
Omusati
Oshana
Oshikoto
Otjozondjupa

É um destino comum para os interessados na caça esportiva e outras aventuras, já que, a paisagem é favorável geograficamente para viagens de observações de vegetação e animais exóticos. Tem parte dominada por Alemães, uma região mais organizada.

Faz-se necessário apresentar o cenário do livro, pois em todo decorrer da leitura, o leitor encontrará Namíbia e suas belezas.

"Vento que não move, apenas zomba" (7)

Bem escrito, com uma narrativa bem peculiar e própria, pois às vezes sentimos a história em primeira e terceira pessoa, mas às vezes sentimos dentro de um diário de reflexão, onde o “eu” se faz presente em todas as meditações.

A autora/personagem sempre tem um fiel caderno de anotações e dessas anotações emanam seus pensamentos, frases reflexivas, que mexe com o leitor.

"Olha para o lago em busca de placidez que falta ao seu desespero" (7);
"Quantas palavras neste imenso silêncio... separar exige uma coragem que a gente só conhece na hora."(10);
“A mentira traz embutida a verdade como um enigma” (91)
“As melhores coisas são inúteis” (73)

A leitura é dividida por: apresentação, mais 12 capítulos, mais epilogo. São eles: a mensagem; a estrada; a rede; a tribo; acampamento; o limiar; enfim etosha; a queda; fronteira; Rota do vento; odisseia no espaço; castelos de areia.

Cada capítulo uma reflexão, uma aventura, um desabafo. Em toda obra encontramos a dúvida da personagem, em colocar ou não o fim de uma relação e, a melhor parte deste, é o final, que resulta em boas risadas depois de infindos ensinamentos.

Não é uma leitura com momento de virada ou com enredo clichê. Mas é uma leitura cultural, histórica, onde passa por: Vilas; Ruacana; Namutoni; Kunene; Angola; povos regionais, como Himba; encontros e desencontros com animais “turísticos”, aqueles que observamos e tiramos fotos enquanto escutamos a história (leão, girafas, elefantes etc); anotações e observações.



Um capítulo inesquecível neste livro foi “A rede”.  Uma crítica do início ao fim, onde questiona a super exposição das pessoas nas redes sociais, ou por exemplo, a mania de viajar e querer alimentar  pratos caseiros.

"Viaja para não estar em casa, ora." (21)

Por fim, é uma leitura como guia de vida, de viagem e cultura. É para ler e reler, sentindo todas as palavras compenetrada. Mostrando que a vida é delicada, quando suas decisões são inseguras.


Uma obra literária, com edição caprichosa, contemporânea, que consiste em ler analisando da primeira à última página;

Um livro curto...
   que fala muito...

       e é merecedor estar em mãos de muitos leitores.  

***
Jacqueline Farid é jornalista nascida em Minas Gerais, mas escolheu o Rio de Janeiro para viver, há 17 anos. Trabalhou em diversos veículos de comunicação, sempre na editoria de Economia. Atualmente é assessora de comunicação. Viajou a Namíbia em 2009, 2010 e 2011. No reino das girafas foi escrito em 2012. 



BY: Patrícia Brito
www.patriciabritto.com
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Academia Teixeirense de Letras - Carlos Andrade


Vamos conhecer mais um membro da ATL
Carlos Andrade tomando posse na ATL
Carlos Andrade ocupa a Cadeira 5 da Academia Teixeirense de Letras (ATL), da qual é patrono o saudoso Padre José Koopmans. Ele é membro do Conselho Fiscal da ATL.

Ele é natural de Itanhém (BA), mas vive em Teixeira de Freitas desde 2003. Casado com Lucilma Ferreira, com quem é pai de Pedro Henrique e Ana Clara.

Carlos Andrade é bacharel em teologia, sendo pastor da Igreja Metodista Wesleyana em Teixeira de Freitas.

Ele é compositor e radialista. Na condição de radialista, já passou pelas rádios Costa Dourada FM de Nova Viçosa, Tropical FM de Medeiros Neto e Nova Cidade FM de Itanhém.

Carlos Andrade: cantor, compositor e acadêmico
Como compositor, é autor de inúmeros hinos evangélicos. Ele é autor também dos hinos oficiais das cidades de Teixeira de Freitas e Itanhém. Nos dois casos, participou de concursos abertos ao público em geral e teve suas composições escolhidas por uma banca de jurados.

Pela autoria do Hino Oficial de Teixeira de Freitas, Carlos Andrade recebeu o título honorário de Cidadão Teixeirense em 2011, por iniciativa do então vereador Edinaldo Rezende (PT), da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas (BA).

Carlos Andrade recebendo o título de Cidadão Teixeirense 
Já pela autoria do Hino Oficial de Itanhém, ele teve o nome indicado para receber a Medalha Eloino Moreira Lisboa em 2015, por iniciativa do então vereador Dr. Luiz Barbosa (PP), da Câmara Municipal de Itanhém (BA).

Sobre a indicação do seu nome para receber a Medalha Eloino Moreira Lisboa, Carlos Andrade deu este depoimento: 

“Estou certo de que um homem jamais morre enquanto homens vivos estiverem dispostos a eternizar a sua memória. Meus parabéns ao meu poeta de cabeceira, Almir Zarfeg, por haver inspirado o vereador Dr. Luiz Barbosa em direção a esta relevante iniciativa de, em vida, honrar os beneméritos nomes da história itanheense. Regozijo-me com essa condecoração de icônico e estimado valor, cuja insígnia enaltece o piedoso nome de Eloino Moreira Lisboa”. 
Carlos Andrade ganha concurso Hino Oficial de Itanhém

A seguir, poema que Zarfeg dedicou ao confrade Carlos Andrade:

Vai, Carlos...

mas carlos quis
mais ou menos...

(quem sou eu
para julgá-lo?)

ele escolheu ser
pastor de ovelhas

humanas com n
tipos de orelha:

negra, desgarrada
assim ou assada.

carlos (ambos são
do clã andrade!)

diz com emoção:
“criatura divina!

és a menina dos
olhos do senhor!

então, vem pro
lado do amor!”

eu – que sou fã
dos dois carlões –

cá matuto com
meus botões:

“escolher entre
prece e poema?

por quê, bobões,
se o grande lance

é ri(t)mar amém
com parabém?”

seja o que quiser:
gauche ou santo!

mas seja feliz,
carlos andrade!

feito de espanto,
eu sigo o arco-íris!
____________
Obs: Poema extraído do livro “Alto e bom som”, de 2014.
***
Próximo a ser mencionado no site Leituras Plus é Marcus Aurelius - cadeira 06 e conselheiro. 
Aguardem!

By: Patrícia Brito


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