And Oscars goes to... 2017 - Tom Matias




Olá amigos leitores, cinéfilos e curiosos... Minha resenha de hoje vai para aquele dia, o momento mais esperado para atores, diretores, cineastas e fans histéricos (AHHHHHHH): OSCAR 2017. Repleto de surpresas, enganos e muita polêmica, vou resumir rapidinho o que rolou por lá...


Batendo recorde de indicações, o filme La La Land saiu da premiação com 6 estatuetas (Melhor diretor, melhor atriz, melhor trilha sonora, melhor canção original, melhor direção de arte e melhor fotografia). Estrelado por Ryan Gosling, Emma Stone, John Legend e Rosemarie DeWitt, segue a história de um pianista de jazz e uma aspirante a atriz, que se conhecem e se apaixonam em Los Angeles. O título é uma referência à cidade na qual o filme é ambientado e ao termo lalaland, que significa estar fora da realidade.




A grande surpresa da noite certamente foi com Moonlight, o filme de temática LGBT protagonizado por atores negros levou três estatuetas, incluindo a de melhor filme (\o/), sendo que este fora anunciado para LaLaLand e corrigido logo depois (#Micao). Baseado na peça inédita In Moonlight Black Boys Look Blue de McCraney. A produção é estrelada por: Trevante Rhodes, André Holland, Janelle Monáe, Ashton Sanders, Jharrel Jerome, Naomie Harris e Mahershala Ali. O filme apresenta três etapas na vida de Chiron, o personagem principal, explorando as dificuldades que ele enfrenta no processo de reconhecimento de sua própria identidade e sexualidade, e o abuso físico e emocional que recebe ao longo destas transformações.




Manchester by the Sea levou às estatuetas de melhor ator e melhor roteiro.  A produção é estrelada por Casey Affleck, Michelle Williams, Kyle Chandler, Gretchen Mol e Lucas Hedges. A história se passa no Condado de Essex e é sobre um homem, que cuida de seu sobrinho adolescente, após a morte do pai do garoto.







Hacksaw Ridge também levou duas estatuetas, melhor mixagem e melhor edição. É um filme de drama biográfico estadunidense, de 2016, dirigido por Mel Gibson e escrito por Andrew Knight e Robert Schenkkan. Narra a trajetória real do soldado adventista Desmond Doss durante a Segunda Guerra Mundial, interpretado por Andrew Garfield.







Fences levou a estatueta de melhor atriz coadjuvante (#ViolaDavisDiva).





Zootopia levou a de melhor animação. O filme conta a história de Judy Hopps, uma coelha com o sonho de se tornar policial na cidade de Zootopia, e da raposa esperta Nick Wilde, que ganha a vida na base da trapaça. Juntos terão de superar suas diferenças, para desvendar um caso relevante em Zootopia.






Forushande foi o melhor filme estrangeiro, segundo a academia. 







O.J.: Made in America foi o melhor documentário em longa metragem. O documentário narra a história do ex-jogador de futebol americano O.J. Simpson e seu caso. Ele foi acusado de assassinar sua ex-mulher Nicole Brown Simpson e Ronald Goldman em junho de 1994.




The White Helmets levou de melhor documentário em curta metragem. Segue a história de um grupo de voluntários conhecido como: "os capacetes brancos", que protegem Sírios da Guerra Civil Síria.






Mindenki levou a estatueta de melhor curta metragem. Ambientado em 1991, segue a história de uma menina, que se muda para uma nova escola primária e logo se torna membro do coro premiado da instituição.
Piper levou o Oscar de melhor animação, em curta metragem. 






Arrival levou a de melhor edição de som. É um filme de ficção científica estadunidense de 2016, dirigido por Denis Villeneuve e escrito por Eric Heisserer, baseado no conto Story of Your Life (1999), de Ted Chiang.






Esquadrão Suicida levou o prêmio de melhor cabelo e maquiagem (sendo ferozmente criticado, pelo publico, por não concordar com o prêmio. PS: eu gostei, então, sou suspeito a falar). Uma agência secreta do governo liderada por Amanda Waller, recruta supervilões para executar perigosas missões e salvar o mundo de uma ameaça poderosa, em troca de penas menores e regalias.


Animais Fantásticos e onde Habitam levou o Oscar de melhor figurino. A história se passa na cidade de Nova Iorque em 1926, aproximadamente 70 anos antes da jornada de Harry Potter. O autor do livro de estudos obrigatório da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, que dá título ao filme, Newt Scamander desenvolveu um interesse em animais fabulosos desde pequeno, com o incentivo da Sra. Scamander (essa uma criadora entusiástica de hipogrifos de luxo), e ele, aos sete anos de idade, passava horas desmembrando toletes no seu quarto - e suas descobertas das criaturas extraordinárias.



The Jungle Book levou a estatueta de melhores efeitos visuais. Uma aventura épica inédita sobre Mogli (novato Neel Sethi), um menino criado por uma família de lobos, que não é mais bem vindo, quando o temido tigre Shere Khan, que carrega cicatrizes causadas por um humano, promete eliminá-lo, pois o considera uma ameaça.



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Um breve fracasso: Tutorial de como não puxar assunto - TMartins




#1 Era só pra ser uma mensagem, era pra puxar assunto, era meramente e exclusivamente a razão, causa e efeito de passar tempo na hora do almoço enquanto não atualizo minha playlist, era para manter a desculpa de não conversar com as mesmas pessoas, pois estou sempre ocupada  me fechando no mundo virtual. Não sei como posso explicar, mas quando dei por mim já era isso. Mais de 15 linhas sobre um assunto que nem ao menos tem nome e por isso não chega ao fim. Como se fosse mais uma coisa... Aquela... Qual o nome? Lembrei “querer conhecer o outro”.
Um devaneio sem sentido. Sou eu sendo eu. Sou eu me reinventando. Sou eu causando silêncios constrangedores. Vai me desculpando, tenho essa mania de falar coisas sem sentido pra pessoas que nem conheço. E posso garantir que as pessoas que conheço sofrem mais com essas minhas intervenções pouco ortodoxias. Faço isso a qualquer hora, por qualquer rede. De certo modo levo em consideração, que se em algum momento quis fazer parte, então que faça parte, oras! Que participe como leitor (ouvinte) das minhas paranóias. Isso em hipótese alguma abre um precedente para pedir o meu WhatsApp. Tudo tem limite, menino!


#2 Talvez eu devesse começar primeiro explicando todo o contexto; compreendo que não posso e não quero exigir de alguém a capacidade de entender meu raciocínio de escritora-prática-ranzinza-hippie. Primeiro porque não sou escritora, depois não tenho nada de prática e gosto muito de dinheiro para ser Hippie. É... Ranzinza eu sou mesmo. Talvez seja isso que eu tenha que explicar. Mas não vou. Dane-se o mundo, tudo. Dane-se biquíni Cavadão e sua música chiclete. Aliás talvez ele nem veja as coisas assim, talvez eu só lembre ou preste atenção naquilo que me convém e não em tudo que ele diz. Talvez essas histórias de signos sejam realmente verdadeiras, talvez um extraterrestre venha me salvar (Tomara!). Talvez ele passe e leia...Talvez um filme sobre um cowboy e um tomatinho cereja já exista... Parece-me animação de cinema francês, talvez tenha no catálogo da Netflix. Vou procurar, embora tenha muito medo de descobrir que é só mais uma história meia boca, com um final certinho e bem previsível. Talvez o cavalo do mocinho até fale...

#3 Saudades do bate papo Uol ponto com ponto br e de quando eu podia ser a loira de vestido vermelho decotado, sem me importar com dias da semana; qualquer dia era ideal para marcar um cineminha com desconhecidos. Até hoje (e isso já fazem mais de dez anos) me pergunto se algum dos meus pretendentes foi na sessão das 16 horas e por quanto tempo esperou até perceber que se tratava de uma mentira... Devo admitir que nunca me sentir mal por isso, convenhamos, que mulher marcaria de sair com vestido decotado e vermelho numa hora dessas?
O meu fracasso na interação social é oficial! Vai ser o jeito atualizar o mais rápido possível minha seleção de músicas.
Bicho, como podemos viver em um mundo que ainda não exista a história do Cowboy e um tomatinho cereja?


TMartins
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Ribamar - José Castello - Jabuti - Literatura Verde Amarela #1

Ano: 2010
Páginas: 280
Idioma: português
Editora: Bertrand Brasil


SINOPSE

Esse é o mais recente livro de José Castello: Ribamar. Autor de João Cabral de Melo Neto: O Homem sem Alma, ensaio biográfico sobre o poeta pernambucano, Castello experimenta, dessa vez, um caminho híbrido, que mistura vários gêneros literários. Transita, assim, entre vários estilos – sem deixar, contudo, que as fronteiras entre eles se tornem nítidas. O leitor nunca saberá ao certo onde está pisando – se em uma biografia, ou um ensaio, ou um relato de viagens, ou se em uma ficção.

O livro parece ser uma biografia do pai do autor – José Ribamar (1906-1982) –, mas não chega a ser, pois alterna algumas histórias reais com muitas outras inventadas, ou, pelo menos, livremente recriadas. A fronteira entre a verdade e a invenção nunca se revela.


RESENHA
Ainda não lhe disse, pai: escrevo um romance. Não sei se chegará a ser isso. O mais correto é falar de notas para o livro que, um dia, escreverei. Ribamar, ele se chamará. Eu o dedicarei a você. (P.12)
O primeiro livro do projeto Literatura Verde e Amarela (#LVA) foi uma leitura delicada, de um autor, crítico literário e jornalista do Jornal Rascunho. A Obra foi vencedora do Jabuti em 2011.

Ribamar tem narrador-protagonista e uma narrativa deprimida. Ele conta os conflitos entre filho e pai.


"... estamos em um mundo que fracassa. Um mundo atulhado de objetos inúteis e de pedidos sem significado. Andamos por um deserto. E cabe a mim, com este coração cheio de sombras, ser o seu sol". (p.20)


O livro não tem um enredo linear. Sendo assim, em alguns momentos estamos no presente; em outros estamos no passado; ou mesmo nos pensamentos do protagonista com seu passado.

A relação de Ribamar com seu pai não é das melhores e, volta e meia, ele tenta pesquisar os motivos para essa relação frágil e hostil. Em todo o livro somos induzidos para momentos deprimidos, brigas ou palavras duras.


O livro é bem escrito, a arte também é caprichosa, dividindo cada capítulo com trecho da música Cala Boca, canção de ninar do pai para seu filho.

"Em você, nada me incomoda mais que o silêncio"(p.63)

Mas o mais impressionante no decorrer da obra é a referência sempre mencionada ao escritor Franz Kafka, mas especificamente Carta ao pai.  Kafka não é só citado, mas guarda alguma semelhança (obra e vida) com Ribamar. A adoração do protagonista ao famoso escritor chega a ser fastidioso, mas a leitura flui, meio melancólica, meio desabafo, deixando os leitores sem saber se é história biográfica ou literatura.


“Assim Franz Kafka defina a brutalidade das certezas: “estaria em um mundo no qual não poderia viver.” O mesmo mundo reto e vazio em que você me escapa, meu pai. (p.112)


Não é uma leitura simples, é uma obra para sentir, refletir, mergulhar nos pensamentos conturbados do personagem. É possível viajar com ele pro Piauí, sentir o luto, se irritar com o estilo hostil de um pai. Mas, no final meditar como atitudes simples ou a falta delas podem mudar relacionamentos, enfim, uma vida.

"Todo escritor é um náufrago. Um Robinson" (p.116)

Uma leitura que nos ajuda a olhar para dentro e questionar o “eu”, inclusive lírico. Claro que recomendo. 

Cilene: 
Meu Vício Literário
"Cala a Boca" como canção de ninar; comparação com um peixe (que morre asfixiado - pela boca); "Carta ao pai" de Kafka ... entre outros, esses paralelos exprimem a angústia do personagem de Ribamar ao não conseguir expressar sua frustração com relação ao relacionamento que tinha com seu pai. Passeando no tempo entre as lembranças familiares essa história não nos deixa fugir da reflexão: todo pai já foi um filho e todo filho tem no seu íntimo, um pai em potencial. E todo o medo do que isso representa.".


BLOG: http://www.meuvicioliterario.com.br/
FACEBOOK: @porCileneResende
INTAGRAM: Meu Vício Literário - Cilene Resende
SKOOB: 2690364-cilene.resende


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Patrícia Brito
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Projeto Literatura Verde e Amarela


Banner - autoria - Anya Cecilia - Blog Entre um livro e outro.

Em 2017 é tempo de renovar energias e colocar em prática novos projetos.
Literatura Verde e Amarela (#LVA), nasceu no anseio em unirmos literatura nacional com a escrita. 
A parceria é com o Blog Meu vício Literário - autora Cilene Resende.
Site, clique aqui.

Explicamos melhor neste vídeo.

OBS: Áudio baixo. 


Edição de vídeo - Breno Brito         


  Livros mencionados e que não foram ao vídeo.

Ano: 2016 
Páginas: 158
Idioma: português 

Editora: Oito e Meio
Esta edição reúne os contos da terceira turma do curso Escritor Profissional, curso online cuja proposta é auxiliar escritores de todo Brasil em suas trajetórias rumo à publicação e projeção dos seus livros no mercado. Ao final do curso, os alunos são desafiados com a proposta de escrever um conto de tema livre para ser publicado em uma coletânea.




Como se pode imaginar, o resultado é o mais diverso possível (em temática, gênero, linguagem), uma vez que se trata de uma coletânea que reúne autores com trajetórias as mais diferentes, e cujo ponto em comum, a princípio, é o fato de terem cursado o Escritor Profissional. Entretanto, coincidência ou não, em todos os textos encontramos vitalidade, singularidade e a promessa de um caminho prolífico, fazendo com que esta compilação apresente-se ao mesmo tempo como uma boa amostra da atual versatilidade e potência da atual produção literária brasileira.
Contos / Literatura Brasileira
MEUS LIVROS
SINOPSE
Livros, livros e mais livros. Livros de cortesia, brindes literários, contato direto com autores famosos, eventos e muita coisa legal dentro da literatura. Sim isso faz parte do dia-a-dia de um blogueiro literário.
Mas tem também as críticas, os problemas, o tempo dedicado, parcerias problemáticas e muitos entraves que fazem de um blog literário um desafio constante na divulgação da literatura.
Como será que esses blogueiros conseguem coordenar tempo, vida e livros?
Qual terá sido o melhor dia ou o pior momento de suas carreiras como blogueiros literários? Será tudo sempre flores ou também tem pedras?
Venha descobrir o que se passa nos bastidores de um blog literário e conheça histórias engraçadas, dramáticas, alegres e surpreendentes.
Dez blogueiros, dez histórias e muita coisa revelada sob os bastidores da literatura nacional.


Organização: Rô Mierling

Co-autores:

Beatriz Andrade
Lorena Caribé
Ricardo Biazotto
Mione Le Fay
Viviani Xanthakos
Patrícia Brito 
Nuccia De Cicco
Vanessa Vieira
Juliana Rovere
Giuliana Sperandio




SINOPSE
Ano de 2002 foi inesquecível para o tímido e romântico Mark Broomer. Ele conhece Lara Brandão, estudante de intercambio em Londres, que sonha em ser médica. Apesar do romance, ela precisa voltar ao Brasil para realizar o sonho de se tornar médica e cuidar da irmã caçula. Mark fica arrasado, mas segue com a vida investindo na carreira esportiva. 
Uma década depois, Mark se tornou piloto de Formula 1 consagrado, três campeonatos mundiais conquistados, cercado de belas mulheres. Quando ela retorna à Inglaterra para receber uma premiação médica, o reencontro evoca sentimentos imensuráveis guardados em seus corações. 
Com vidas muito diferentes, novas decisões e novas escolhas serão necessárias para conseguirem ficar juntos. E só o tempo dirá se o Amor vai vencer.

Livros do Projeto

Por qual motivo, a obra ganhou este prêmio?
Por qual motivo, este escritor foi considerado revelação?
Os livros que serão estudados, são:

 1.  Ribamar – José Castello – Bertrand Brasil – Jabuti 2011.

Ano: 2010 / Páginas: 280
Idioma: português 
Editora: Bertrand Brasil
SINOPSE: Esse é o mais recente livro de José Castello: Ribamar. Autor de João Cabral de Melo Neto: O Homem sem Alma, ensaio biográfico sobre o poeta pernambucano, Castello experimenta, dessa vez, um caminho híbrido, que mistura vários gêneros literários. Transita, assim, entre vários estilos – sem deixar, contudo, que as fronteiras entre eles se tornem nítidas. O leitor nunca saberá ao certo onde está pisando – se em uma biografia, ou um ensaio, ou um relato de viagens, ou se em uma ficção.
O livro parece ser uma biografia do pai do autor – José Ribamar (1906-1982) –, mas não chega a ser, pois alterna algumas histórias reais com muitas outras inventadas, ou, pelo menos, livremente recriadas. A fronteira entre a verdade e a invenção nunca se revela.

2. Habeas Asas Sertão do céu – Arthur Cecin – SESC 2010/2011.

Ano: 2011 
Páginas: 272
Idioma: português
Editora: Record
SINOPSE
Os personagens principais não são humanos, embora se pareçam com eles. São pássaros, mas não os mais nobres entre eles. Ao contrario, são aqueles que aqueles que provocam certo mal-estar entre nós, por anunciarem a morte. O espaço em que acontece não é a terra exatamente, pois se passa do ponto de vista do céu, seu habitat natural. Porém, mais importante do que inovar nos personagens e no contexto este livro acontece e inova na linguagem, na trama entre as palavras, que é o lugar certo de um livro acontecer. Uma Linguagem inovadora que, visivelmente, se alimentou das dicções mais inovadoras, como a de Guimarães Rosa, Haroldo de Campos, Paulo Leminski, Mia Couto e da poesia de Manoel de Barros. Mas que consegue ser prosa poética de voz própria e vôo pessoal

 3. Nihonjin – Oscar Nakasato – Jabuti 2012

Ano: 2011
Páginas: 176
Idioma: português 
Editora: Benvirá
SINOPSE
Hideo Inabata é um japonês orgulhoso de sua nacionalidade, que chega ao Brasil na segunda década do século 20 com o objetivo de enriquecer e cumprir a missão sagrada de levar recursos ao Japão, conforme orientação do imperador.

O trabalho no campo, a adaptação ao Brasil, a morte da primeira esposa e os conflitos com os filhos Haruo e Sumie são um teste para a proverbial inflexibilidade do nihonjin (japonês). O narrador, neto do protagonista e filho de Sumie, empresta voz e visão contemporânea à transformação do avô e do seu sonho de voltar rico para casa. 

4. Quiça – Luisa Geisler – SESC 2011/2012

Ano: 2012 
Páginas: 240
Idioma: português
Editora: Record

SINOPSE
Arthur aparece na casa de Clarissa como um parente do interior, quase desconhecido. Jovem problemático, tentou suicidar-se, foi internado e, agora, irá passar um ano letivo com seus tios e com a prima de 11 anos. O primo desajustado vai mostrando, no seu tom monocórdio uma crescente humanidade em relação à Clarissa. Compartem da mesma solidão, num medo, talvez, de perder-se, de diluir-se, sem que ninguém os veja. O romance foi vencedor do prêmio Sesc de Literatura 2011. 



O mendigo que sabia de cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam – Evandro Affonso Ferreira – Jabuti 2013


Ano: 2012 
Páginas: 128
Idioma: português
Editora: Record

SINOPSE
O premiado Evandro Affonso Ferreira escreve sobre um homem atormentado que experimenta a proximidade dolorosa do mundo. O romance emociona pela forma como fala da loucura, do amor, do abandono e da solidão, enquanto espera - andando e observando os escombros da vida urbana em detalhes - o retorno de sua amada, a que lhe deixou bilhete dizendo ACABOU-SE, - ADEUS.






O evangelho segundo Hitler – Marcos Peres – SESC 2012/2013
Ano: 2013 
Páginas: 352
Idioma: português
Editora: Record

SINOPSE
Este é um romance notável de um leitor obcecado por Jorge Luis Borges a ponto de imputar-lhe uma infâmia que nem o próprio teria inventado: a de ter engendrado, com sua imaginação infernal, o fermento profético que possibilitou Adolf Hitler e o nazismo. O evangelho segundo Hitler faz aquilo que o borgiano Pierre Ménard fez com o Quixote de Cervantes: reescreve produzindo diferença.

Romance vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2012/2013 e primeiro livro publicado pelo autor.

“O evangelho segundo Hitler foi vencedor do Prêmio Sesc justamente por ser uma literatura de risco, onde o autor preferiu juntar alhos com bugalhos — o Hitler com o Jorge Luis Borges com o (anti)Cristo — do que escrever o texto bem escritinho, curtinho, objetivozinho, de comunicaçãozinha facilzinha com o leitorzinho.” – André Sant’Anna

Reprodução – Bernado Carvalho – Jabuti 2014

Ano: 2013 
Páginas: 168
Idioma: português 

SINOPSE
Um homem, referido como 'o estudante de chinês', se envolve num estranho imbróglio quando se preparava para embarcar para China no mesmo voo de uma de suas antigas professoras desse idioma. Detido por um delegado da Polícia Federal, desanda a desfiar toda uma série de preconceitos tenebrosos - contra negros, árabes, judeus, gays, pobres, gordos -, prejudicando-se ainda mais aos olhos da lei. Acontece que esse 'estudante de chinês', sujeito que chegou a trabalhar no mercado financeiro, é um típico personagem da nossa época - leitor de revistas semanais, comentarista de blogs (onde vitupera em caps lock contra as minorias), com um saber supostamente enciclopédico (graças à Wikipedia) e um ethos reacionário, parece encarnar um tipo anti-intelectual que iria ganhar força graças ao espaço relativamente livre da internet. Mas a confusão em que o personagem de Bernardo Carvalho se envolve é apenas a ponta do iceberg - o próprio delegado tem uma estranha história envolvendo paternidade, assim como uma de suas colegas, uma agente infiltrada numa igreja neopentecostal. Sem falar na própria professora de chinês, que está tentando retornar à China para replicar, através da vida de uma menina órfã, a sua própria infância devastada. São personagens, vigorosamente construídos pelo autor, às voltas com suas próprias buscas de identidade e procura por um sentido. Enquanto o estudante de chinês embarca numa espécie de delírio, o mundo à sua volta parece igualmente destituído de um sentido maior. Porque cada um tem sua versão da realidade. E é do choque dessas diversas versões que 'Reprodução' ganha força e profundidade, sem abdicar da fluência e do humor corrosivo. É deste modo, trazendo à tona uma série de 'reproduções' - do discurso da imprensa aos sites da internet, da reprodução sexual à própria imitação da vida - que este romance poderoso do início ao fim ganha relevância.

Enquanto Deus não está Olhando – Debora Ferraz - SESC 2013/2014
Ano: 2014
Páginas: 368
Idioma: português 

Editora: Record

SINOPSE
O romance de estreia de Débora Ferraz, Enquanto Deus não está olhando, narra a história de Érica, uma jovem artista plástica em busca do pai, que fugiu do hospital que estava internado. Érica procura possíveis rastros que ele possa ter deixado e a partir de pequenas memórias tenta entender a relação com o pai. Enquanto Deus não está olhando é sobre o que a autora chama de instante modificador, aquele ínfimo de segundo que pode transformar completamente a trajetória de alguém. Também é sobre a perda e a insegurança de ingressar na idade adulta sem preparo.

O livro é não linear, como um fluxo de pensamento, composto de pequenas histórias, recordações e sonhos que vão revelando, aos poucos, a solidão e o desamparo da protagonista. • Escreveu seu primeiro livro de contos, Anjos, aos 13 anos e publicou aos 16 de forma independente. O conto O filhote de terremoto foi publicado na edição online da Revista Cult e serviu de base para o curta-metragem Catástrofe. O texto também foi publicado na coletânea do Prêmio Sesc de Contos Machado de Assis – Edição 2012, em que ela foi uma das 13 finalistas. • Enquanto Deus não está olhando é um romance que coloca Débora Ferraz na seleta estante dos autores que merecem com que lhes prestemos a atenção.” – Luiz Ruffato


Quarenta dias – Mária Valéria Rezende – Jabuti 2015

Ano: 2014 
Páginas: 248
Idioma: português 

Editora: Alfaguara
SINOPSE
“Quarenta dias no deserto, quarenta anos.” É o que diz (ou escreve) Alice, a narradora de Quarenta dias, romance magistral de Maria Valéria Rezende, ao anotar num caderno escolar pautado, com a imagem da boneca Barbie na capa, seu mergulho gradual em dias de desespero, perdida numa periferia empobrecida que ela não conhece, à procura de um rapaz que ela não sabe ao certo se existe.

Alice é uma professora aposentada, que mantinha uma vida pacata em João Pessoa até ser obrigada pela filha a deixar tudo para trás e se mudar a Porto Alegre. Mas uma reviravolta familiar a deixa abandonada à própria sorte, numa cidade que lhe é estranha, e impossibilitada de voltar ao antigo lar. Ao saber que Cícero Araújo, filho de uma conhecida da Paraíba, desapareceu em algum lugar dali, ela se lança numa busca frenética, que a levará às raias da insanidade.

“Eu não contava mais horas nem dias”, escreve Alice em Quarenta dias, um relato emocional e profundo. “Guiavam-me o amanhecer e o entardecer, a chuva, o frio, o sol, a fome que se resolvia com qualquer coisa, não mais de dez reais por dia (...) Onde andaria o filho de Socorro?, a que bando estranho se havia juntado, em que praça ficara esquecido?”


 Desterro – Sheila Smanioto – SESC 2014/2015


Páginas: 304
2015
SINOPSE
Primeiro romance de Sheyla Smanioto, Desesterro é feito de muitas vozes, de sonhos, de fotografias imaginárias, de uma menina sem nome e de uma avó cansada. O cenário de pobreza e de carência de Vila Marta e Vilaboinha – cidades fictícias – deixa na pele de Maria de Fátima, personagem principal, as marcas das gerações que se sucederam neste universo duro e de fome que ecoa um arquétipo de Brasil profundo. Carregado de dramaturgia, feito de torções gramaticais e desorganização temporal e espacial, Desesterro dá ao leitor a impressão de transitar entre realidade e sonho.



A resistência – Julian Fuks – Jabuti 2016


Ano: 2015 
Páginas: 144
Idioma: português 

SINOPSE
“Meu irmão é adotado, mas não posso e não quero dizer que meu irmão é adotado.”, escreve, logo na primeira linha, Sebastián, narrador deste romance. Como em diversas obras que tematizam a Guerra Suja — o regime de terror inaugurado em 1976 na Argentina —, A resistência envereda pela memória pessoal e nacional.


Sebastién é o filho mais novo, e seu irmão adotado, o primogênito de um casal de psicanalistas argentinos que logo buscarão exílio no Brasil. Os pais conhecem bem as teorias sobre filhos adotados e biológicos (Winnicott, em especial), mas a vida é diferente da bibliografia especializada. Cabe então ao narrador o exame desse passado violento e a reescritura do enredo familiar. O resultado, uma prosa a um só tempo lírica e ensaística, lembra belos filmes platinos como O segredo dos seus olhos.

Céus e Terra – Franklin Carvalho (baiano) – SESC 2015/2016


Ano: 2016 
Páginas: 208
Idioma: português 

Editora: Record
SINOPSE
Com uma linguagem colorida, lírica e densa, Céus e terra conta a história de três mortes ocorridas em 1974: um cigano, um menino e um lavrador. O menino, chamado Galego, filho de família muito humilde, é decapitado por acidente logo no início da obra, quando então descobrimos que é esse pequeno defunto o narrador de toda a história. Sem piedade pela própria morte e sem sofrimento algum, o fantasma mirim acompanha a vida da cidade: o restaurante que se inaugura no velho casarão, o movimento da barbearia e da farmácia, a morte dos habitantes, os casamentos, a chegada e partida do circo. Nesta trama conduzida com leveza e agilidade, acompanhamos a trajetória do menino sem cabeça que vai se tornando um mito dentro da cidade e um sábio dentro dele mesmo, como se a morte pudesse, de fato, conter a chave de todos os mistérios.


Os vencedores de 2017, assim que anunciados, acrescentaremos neste post.

Então, vamos aos trabalhos 2017

Patrícia Brito
Cilene Resende
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