O Menino de Boa Esperança - Sérgio Douglas

ISBN-13: 9788551803851
ISBN-10: 8551803859
Ano: 2017 / Páginas: 282
Idioma: português
Editora: Autografia



O romance conta a história de um garoto da periferia do Rio de Janeiro que lutou para vencer a barreira da miséria. Filho de mãe solteira, o rapaz não teve referências familiares em que pudesse se inspirar. Ao longo da vida, foi conhecendo pessoas e passando por situações que o fizeram acreditar que tinha inteligência suficiente para conseguir ir longe. Dotado de uma determinação implacável, este herói popular teve a audácia de determinar claramente, ainda na adolescência, seus ambiciosos objetivos pessoais. Munindo-se de muita coragem, força de vontade e fé no que não podia ver, ele usou toda sua garra e talento para deixar de lado os mais duros empecilhos da vida e tornar-se um homem realizado.

RESENHA
“... se o que você escreve é autobiografia, você não é um artista. Eu penso o contrário; a autobiografia (busca obstinada da verdade) pode ser uma arte...”
(Entrevista com Philippe Lejeune – teórico e crítico – pai do pacto autobiográfico)

Se um livro é considerado literário quando há teor crítico dentro da narrativa; então, pode-se dizer que a leitura autobiográfica é considerada literatura? Já que em toda apreciação biográfica, existem fundamentos, comprovações de uma realidade, existindo assim, fatos históricos vivenciados em um determinado momento.

Antes existiam escolas literárias, hoje existem gêneros literários, escritores contemporâneos. Biografia é um gênero bom para ser apreciado quando buscamos adquirir lucidez, vivenciar uma realidade, emocionar com experiências, a labuta do autor e de quem conviveu; afinal, para decidir escrever sua história, pessoas admiráveis ou não, passaram pelo autor e algo importante foi vivenciado, marcando assim, a sua vida  ao ponto de querer compartilhar sua existência.

Apreciar este estilo literário é adentrar na vida real de uma pessoa na qual fez diferença na sociedade, em um determinado espaço de tempo. Um bom amante da leitura aprende e adquire  grandiosos conhecimentos com obras sobre "a vida".

“A diferença entre eles não estava no próprio texto, mas no que Gérard Genette chamou de paratexto, no compromisso do autor com o leitor em  dizer a verdade sobre si mesmo. É completamente diferente do compromisso do autor com o leitor em dizer a verdade sobre si mesmo...”
 (Entrevista com Philippe Lejeune – teórico e crítico – pai do pacto autobiográfico, falando da diferença de leitura ficcional e autobiográfica)

Sérgio Douglas nasceu no Rio de Janeiro em maio de 1979. Cresceu no bairro Boa Esperança, na Baixada Fluminense, Nova Iguaçu. Estudou em escolas públicas conhecidas como “brizolões” e se formou em técnico em contabilidade no ensino médio. Em fevereiro de 2000 ingressou como funcionário de carreira no Banco do Brasil, no cargo de escriturário. Formou-se em Direito graças a uma bolsa de estudo e, na sequência, fez pós-graduação em gestão Empresarial. Posteriormente especializou-se em Economia e Finanças e Gestão de fortunas. Atualmente é consultor financeiro do Banco do Brasil Private.

O Menino de Boa Esperança é um livro que narra os de percursos difíceis de um jovem, uma leitura de superação e desafio, uma obra com erudição e compreensão sobre “saber viver”.

Na primeira parte da obra o autor explana o histórico dos seus ascendentes, começando pela “A Vó” - Marieta, passando pelos filhos  até chegar aos momentos de conquistas. Entretanto a verdade é que a cada capítulo, é uma provocação da vida conquistada, quase um convite para sua desistência.

“Apesar de dedicada filha, apanhava bastante. Como todo aprendiz, fazia coisas erradas e erros nos afazeres não eram considerados parte do processo, mas sim, desobediência passível de exemplar punição para não voltar a repeti-los” (p.18)

Por causa da vida um pouco desumana que Marieta foi educada, sua frieza acabou passando adiante, aos seus filhos. Ela não foi uma mãe amorosa, não por maldade, mas sim pela circunstância da vida. Fazendo assim, que seus filhos, ao menos os mais velhos, escolhessem em batalhar pelo seu destino, almejando sair daquela vida mediana. 

Foi o que ocorreu com Benedita ou Bené, moça de pouco amor pelos estudos, mas de afinco, corajosa, firme no caminhar da vida. Sem grandes opções, começando labutar cedo.
 
“Ela era uma pessoa conformada com a vida que levava até os 16 anos, momento em que tudo começou a mudar na sua percepção.” (p.20)

Neste ciclo enfrentado com muita coragem e nenhuma alternativa, surgem as consequências. Vida doméstica, mulher de bar, paixões, dois filhos, faxineira. Mas ao contrário do exemplo de D. Marieta, sua mãe, Bené seguiu na educação e zelo com seus filhos, mesmo que, precisasse entregar aos cuidados de terceiro e ficar dias sem vê-los.

Os leitores irão encontrar uma vida difícil, de muitos desafios nesta primeira parte da obra.

“A casa era infestada de ratos, que se aglomeravam entre uma quantidade enorme de carretéis de linha de crochê e tricô...” (p.42)

Se a vida de Bené não foi fácil, imagine como foi a vida de Chico e seu irmão mais velho. 
Assim começa o segundo momento da obra; chegando assim, na metade. Momento em que o enredo centraliza a tenacidade em Chico.

Chico tem também uma vida sofrida. Entretanto, foi uma criança amável, um jovem esforçado, um adulto persistente.

“Afinal, de tudo se deve tirar algum aprendizado” (p. 212)

Uma criança assídua, família, estudiosa e diferente. Desde cedo percebendo que sua vida não seria nada fácil, ele fez escolhas árduas e no seu entendimento necessário, como por exemplo: deixar de brincar para ler.

A vida continua e Chico cresce cada vez mais focado. Na adolescência vêm as responsabilidades -de  trabalhos informais ao primeiro trabalho formal.

Ao chegar na fase adulta, a labuta continua e a sede de crescer aumenta, seja profissionalmente, seja nos estudos.

“Tinha tido uma infância muito difícil e não estava muito interessado em aventuras de adolescente.” (p.195)

Este livro tem todo segredo de uma leitura enriquecedora. Proporcionando oportunidade a cada leitor, de aprender com o "saber viver". 

Narrativa romanceada da própria vida do autor. 

Um livro refinado, linguagem simples, com palavras bem posicionadas, fazendo a leitura ficar prazerosa.

Acreditar, saber escolher e dedicar-se ao seu objetivo, independente da condição vivenciada.  Este é segredo e o maior aprendizado que esta leitura deixa aos leitores.

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CONTO: 15 de Dezembro de 1997 - Lavínia Soares. 1º Lugar

Arte: larissa Dutra
http://duaslivreiras.blogspot.com.br/


Ainda me lembro perfeitamente da extrema angústia que sentia em meu peito naquela noite de 15 de dezembro de 1997, em uma banheira com água morna no quarto 230 do Hotel Valenttine. Hoje quase 20 anos depois, minha mente parece um toca fitas e as lembranças de Elizabeth Rose são um k7, com uma música docemente depressiva.
Aqui, sentado na lanchonete da Rua Quatro, lembro-me de como conheci Beth. Terceiro ano do colegial, primeiro dia de aula, era pra ser mais um dia medíocre com a professora de química tentando me fazer entender fórmulas que nunca mais usaria na minha amarga vida. Quando então, a porta abriu e o mundo parou. Um presente de Deus vindo do Alasca, eu nem sabia que existiam seres humanos lá, quanto mais uma escultura humana, de cabelos ondulados, pele de pétalas de copo de leite, olhos negros como preciosas pérolas negras e um sorriso tão radiante que derreteria toda a Antártida, como o de Elizabeth Rose.
No intervalo, sentei-me no mesmo lugar de sempre, lendo um livro para a aula de literatura, mais umas das odiáveis historinhas de amor platônico; estava quase vomitando em cima das páginas, mas em meu coração pressentia que logo iria vivenciar aquela história. Ela estava lá, sentada do outro lado do refeitório, perdida, sem ter com quem desabafar sobre a tristeza que foi ter que abandonar seus amigos, colégio e lugares preferidos da antiga cidade. Tomei coragem, respirei fundo, fui falar com ela.
- Oi! Elizabeth, não é?
- Isso! Olá...Desculpe, são muitos nomes novos para decorar...
- Júlio.
E conversamos. Aquele dia, no outro e no outro, quando percebemos não ficávamos um dia sem nos falar. Meu pressentimento estava errado, ela também se apaixonou. Demos nosso primeiro beijo. Éramos namorados.
Chegou o dia da nossa formatura  e como ótimos odiadores de festas que éramos nem pisamos os pés naquele ginásio cheio de balões, confetes e polaroids de pais orgulhosos. Fomos para Londres, ela e eu. Andamos de mãos dadas nas ruas frias e mesmo em uma temperatura de menos cinco graus, suávamos com o calor da nossa paixão, eu podia ver o brilho no olhar dela olhando para o céu, para as pessoas, para o Big Ben. Eu pertencia somente à Elizabeth Rose, mas ela não pertencia a mim, e sim ao mundo.
Fomos para o hotel. E foi um ataque tão rápido... Quando percebi o amor da minha vida estava caída no chão, sem vida. Seus lindos olhos negros já não brilhavam... 15 de Dezembro de 1997, em um chão frio, no quarto 230 do Hotel Valenttine, estava a mais bela mulher, morta e eu em uma banheira com água morna, com lágrimas nos olhos e uma dor enorme no peito.
Hoje estou aqui na mesa da lanchonete da Rua Quatro, com a vigésima primeira Elizabeth à minha frente. No rádio está tocando “Don’t Speak” da banda No Doubt, era a música preferida da minha amada Beth. Quando a música acabar, vou deixar o dinheiro em cima da mesa e sair sem me despedir de mais uma tentativa fracassada de achar outra como minha amada. Vou para o refeitório daquele colégio, me sentar no lugar onde conversamos pela primeira vez, até me expulsarem de lá pela vigésima primeira vez, ou até eu dar um ataque, como aquele que dei no dia 15 de Dezembro de 1997, quando matei Elizabeth Rose, com a ideia de que se ela não me pertencia, também não pertenceria ao mundo.
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Este projeto foi realizado em Ouro Verde - Minas Gerais, com idealização da professora Sandra Paula Xavier Santos Lewicki - E. E.VEREADOR LUZO FREITAS ARAÚJO. 

Foram expostos uma vez por semana, três, dos seis vencedores do concurso de escrita - Conto Psicológico e Conto Social, na qual mediei uma palestra e entreguei os certificados .
Nesta posição, forma três vencedores. Porém, apenas o de Lavínia foi exposto.
Este é o último conto a ser apresentado. 
Obrigada, por todo carinho com o projeto, os contos e os autores estudantis. Cada mensagem recebida foram devidamente repassada, enchendo o corações dos escritores. 

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Escritora Teixeirense lança livro Decidir - os caminhos da vida

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Cartas de Elise - Luis Lacombe. Revista Avessa



ISBN-13: 9788559080056

ISBN-10: 8559080058
Ano: 2016 / Páginas: 256
Idioma: português 
Editora: Tinta Negra


"Cartas de Elise - uma história brasileira sobre o nazismo" é o quarto livro de Luís Ernesto Lacombe, jornalista e apresentador, e sua primeira experiência na prosa. O autor refaz a trajetória de sua família que viveu na Alemanha e foi separada durante o regime de Hitler. Ernst Heilborn, avô paterno de Lacombe, desembarcou no Rio de Janeiro, em 1934. Fugia do nazismo. Na Alemanha, ficaram sua mãe, Elise, seu irmão, tios, primos e amigos. Era uma época em que a distância dividia realmente e a comunicação era difícil. Cartas, telegramas... Foi justamente a correspondência trocada por Ernst com a Alemanha que permitiu a Lacombe se aproximar de uma parte de sua família, da qual tão pouco sabia, e a desenvolver o enredo. A viúva de Ernst, que viveu até os 96 anos, sempre disse que não guardara nenhuma das cartas trocadas entre o marido e seus parentes e amigos na Alemanha. Quando Lisette morreu, em 2006, as correspondências foram encontradas em seu apartamento em Copacabana. Centenas delas, a grande maioria cartas enviadas por Elise ao filho. Tudo foi entregue à irmã caçula de Lacombe, que mora na Alemanha desde 1992. Cristina Heilborn-Guenther começou a fazer a tradução para o português e uma grande pesquisa sobre a família... Ao mesmo tempo, tentava convencer o irmão a escrever um livro sobre o assunto, contando a saga da família. Algumas cartas se transformaram em diálogos, outras serviram apenas como fonte de informação, mas várias aparecem na íntegra. A narrativa vai revelando como a vida de Elise, na Alemanha, e de Ernst e Lisette, no Brasil, é alterada durante todo o processo nazista de perseguição aos judeus. A mãe de Ernst demora a se convencer de que precisa deixar seu país. No início, não reconhece o perigo, talvez se ache inatingível. Depois, momentos de preocupação e desespero. De vez em quando, alguma esperança, nada que dure muito. Precisa fugir e não consegue. Os nazistas não deixam. A história se passa entre a Europa e o Rio de Janeiro. A Copacabana do início do século XX aparece logo no segundo capítulo. O bairro é quase um personagem. Foi onde Ernst conheceu sua mulher, Lisette. Ela cresceu num casarão em frente a essa praia, uma das mais famosas do mundo, foi uma das primeiras banhistas cariocas... O pai dela, Gastão Bahiana, foi pioneiro entre os moradores de Copa e também no ensino da arquitetura no Brasil. Primeiro presidente do que hoje se chama de Instituto de Arquitetos do Brasil, ele dá nome a uma rua importante que liga Copacabana à Lagoa.

A Edição ficou linda, para baixar de graça, 

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Vejam as imagens da arte e como ficou a resenha. 






DEPOIMENTO DA EDITORA MAYARA

E com essa edição, nos despedimos de 2017. Um ano cheio de dificuldades, mudanças e aprendizados. A família Avessa aumentou, fizemos novas amizades e começamos a pensar em novos projetos. Ano que vem queremos voltar firme e fortes e com novidades para todos que nos acompanham.
É muito bom olhar pra trás e ver o caminho que trilhamos até aqui, as pessoas que conhecemos, as oportunidades que tivemos.
O tema dessa edição foi uma experiência e ficamos muitos felizes com os textos, apesar de ter tido pouca inscrição. Mesmo quando lançamos um tema mais difícil, vocês nos surpreendem. Por favor, continuem assim.
E em 2018 vamos nos esforçar para deixar a revista ainda melhor! Temos planos, nos aguardem!
Mayara BarrosEditora-chefe
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CONTO: Lamentar não vai trazê-lo de volta - Rafaela Gonçalves. 2º Lugar -

Arte: Larissa Dutra
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Eu estava confusa, precisava de uma forma de me salvar. Quando ele apareceu no verão passado. Não pensei duas vezes, agarrei-me  àquela esperança de ser salva. Eu estava perdendo minhas cores, e ele me coloriu novamente. Agora se foi. Tudo que faço e aonde vou, lembro-me dele. Tínhamos tantos sonhos, fizemos tantos planos. Este parque me lembra ele, um jogo que inventou para se livrar dos tênis que ganhara em seu aniversário.

     - A gente joga o tênis e mede com a fita métrica, quem jogar mais longe vence...
     - Para que medir, Dante?
    - Para saber quem jogou mais longe, Margot!
     - Isso é só um jogo! Medir não é importante.
     - Para mim é!
     - Okay, vamos logo com isso...

    Ele sempre dizia
     - Li em um livro que poemas são como pessoas, alguns você entende de primeira, outros são inescrutáveis.

 Penso que me encaixo na parte do “inescrutável”. É tudo tão complicado... Mas parece que para ele não era. Chorava na frente das pessoas e não tinha vergonha, demonstrava que amava seus pais a todo momento, sabia ser cuidadoso com as pessoas, sabia ser cuidadoso com as palavras.

Ele me amava, eu sabia disso. E eu o amava, ele sabia disso. Como um menino tão doce, gentil e amável interessou-se por uma menina tão amarga e triste? Éramos como o sol e a lua, o verão e o inverno, a alegria e a tristeza. Se as pessoas fossem chuva, eu seria a garoa, ele, o furacão. Notei que se pensasse mais neste assunto começaria a chorar e não quero que as pessoas pensem que sou fraca e frágil.

Entro no meu carro e ligo o rádio, na esperança de espantar aquelas lembranças. Não adiantou, a música que está tocando é Asleep do The Smiths, a música preferida dele. Lembro-me daqueles olhos que até hoje não sei exatamente a cor, ora verdes, ora azuis. E lembro-me da gente indo para um lugar deserto, onde não havia nenhuma poluição luminosa só admirar as estrelas... Como eu ainda tenho coragem de entrar nesse carro? É tudo culpa minha! Se eu tivesse tomado mais cuidado... Minha mãe sempre diz que me culpar e lamentar não vai trazê-lo de volta. E ela tem razão.

Depois de um longo dia, ele foi para a minha casa, e eu disse que queria sorvete...

     - Não tem sorvete aqui.
     - Então eu vou comprar.
     - Mas está chovendo, a estrada é perigosa!
     - Não ligo.
     - Me espere, vou também, não quero ficar aqui sozinho.

      E, realmente, a estrada estava perigosa. Eu estava em alta velocidade, havia um penhasco, o carro derrapou, caiu. Me machuquei muito, mas melhorei rápido. Ele ficou uma semana no hospital, mas não resistiu. Quando recebi a notícia, meu mundo desabou, era uma dor que não cabia dentro de mim, queria gritar até perder a voz, mas apenas chorei, chorei como uma criança. E o que me matou foi o olhar da mãe dele.

      Sinto falta, um pedaço meu foi arrancado sem dó nem piedade. Sinto falta de perder as discussões, de seguir as regras dos jogos que ele inventava (mesmo achando idiota), sinto falta de rir das piadas bobas que ele fazia.

        Se eu tivesse tomado mais cuidado... Lamentar não vai trazê-lo de volta.



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Este projeto foi realizado em Ouro Verde - Minas Gerais, com idealização da professora Sandra Paula Xavier Santos Lewicki - E. E. VEREADOR LUZO FREITAS ARAÚJO. 
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CONTO: A vida fora da comunidade - Léia Souza - 3º lugar

Arte: Larissa Dutra
 http://duaslivreiras.blogspot.com.br/
Em uma pequena comunidade moram Lucas e seus pais. Estes já idosos  não conseguiam mais trabalhar e Lucas, mesmo estudando, trabalhava a noite como garçom em um restaurante para ajudar sua família.
O rapaz sofria muito, pois  além de pertencer a uma comunidade,  era negro e com um jeito de falar muito simples. Por conta disso era muito ofendido pelos clientes, mas não podia reclamar, uma vez que aquela era a única oportunidade que  teve para ajudar seus pais.
Numa certa noite chegou um rapaz e o jovem Lucas logo foi  atendê-lo:
 - Oi, boa noite!
O rapaz, que estava acompanhado de uma moça, responde:
- Boa estava antes de você ter vindo até aqui.
E olhando em volta esbravejava:
-  Não quero ser atendido por esse negro e além de tudo é favelado! Chamem outro garçom! De preferência “gente” e não esse favelado!
Naquele dia Lucas foi para casa muito triste,  no caminho encontrou seus amigos e ao verem aquele triste semblante, logo perguntaram:
- Como vai “mano”, tudo “em cima”?
- Não muito... Perdi meu “trampo”...  Como vou ajudar meus pais agora?
- Já é mano, vamos dá um jeito!
- Como “véi”?
- Deixa com “nóis”!
Lucas começou a se envolver com drogas e outros rolos e seus pais que sonhavam tanto em ver o filho se formar em Medicina, pois esse era o maior sonho dele,  num dos assaltos que começara a praticar, Lucas é atingido por uma bala perdida e vem a falecer. Nem fome, nem miséria, nem  coisa alguma doeu  mais naqueles pobres e desamparados velhos que a morte do seu único filho.

Mais um sonho que nunca iria se realizar. 


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Este projeto foi realizado em Ouro Verde - Minas Gerais, com idealização da professora Sandra Paula Xavier Santos Lewicki - E. E.Vereador luzo Freitas Araújo. 
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Academia Teixeirense de Letras - Castro Rosas




Castro Rosas é poeta natural de Santo Amaro da Purificação (BA), mas vive em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, há muitos anos, onde formou família e atua no ramo do comércio.

Ele é autor dos livros de poemas “Prelúdio para Elis”, “Eu e meus Eus” e “Lembranças”, além de outros livros inéditos, como “Cíclica Dialética” e “No silêncio Escrevi Palavras”.
Teve os poemas “Assustado”, “Lembranças” e “Pesadelo” classificados para o projeto Mapa da Palavra, da Fundação Cultural da Bahia (FUNCEB).

É Membro Efetivo Fundador da Academia Teixeirense de Letras (ATL), ocupando a Cadeira 08, da qual é patrono o saudoso Amazias Barreto de Morais.

No ano de 1996, Castro Rosas venceu o concurso de poesia da Casa de Cultura de Ipiaú, com o metapoema “O Poeta”.

Em 2017, obteve a 2ª colocação no I Prêmio Castro Alves de Literatura, categoria Poesia, versão interna, com o poema “Ao Entardecer”. No mesmo prêmio, categoria Crônica/Conto, versão interna, ficou com a 3ª colocação com o texto “Delírio”.
Castro Rosas é filho dos saudosos Benedito Rosas e Ruth Capinan Rosas, o que sinaliza que ele pertence a uma das famílias com destaque na música e na literatura baiana. É sobrinho do poeta, músico e acadêmico José Carlos Capinan.

Inspirado e ativo, CR segue admirado pelos familiares, amigos e confrades. Ultimamente tem experimentado a prosa, compondo crônicas e contos.

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Fiquem Ligados! O Próximo a ser apresentado é Érico Cavalcanti.

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Academia Teixeirense de Letras – RAMIRO GUEDES

Ramiro Guedes da Luz – mais conhecido como Ramiro Guedes – é um radialista, cronista e poeta mineiro natural de Teófilo Otoni e radicado em Teixeira de Freitas (BA) há mais de trinta anos.

Ele ocupa a Cadeira 07 da Academia Teixeirense de Letras (ATL), da qual é também Conselheiro. Faz parte do rol de Membros Efetivos Fundadores da instituição literocultural.

Depois de desistir do seminário e se graduar em Letras Vernáculas pela Universidade Católica de Minas Gerais (PUCMinas), acabou optando pelo radialismo. Foi repórter na Rádio Teófilo Otoni e na Rádio Imigrantes.

A convite do saudoso prefeito de Teixeira de Freitas Francistônio Pinto, assumiu a direção da Rede Sul Bahia de Comunicação. Nesse meio tempo, passou dois anos em Porto Seguro, onde foi diretor de jornalismo do Jornal Diário e da Rádio Porto Seguro FM.
“Retornando a Teixeira, tornei-me diretor de jornalismo da Rádio Cidade FM. Nesse período escrevi colunas em vários sites e jornais da região, fui professor no Colégio Rômulo Galvão e, com outros colegas bem mais valorosos, dono do Curso Desafio Pré-Vestibular”, disse o próprio Ramiro Guedes.
Comanda há mais de 25 anos o programa “Almoço à Brasileira”, atualmente transmitido pela Rádio Sucesso FM. Trata-se de um programa especializado em música regional e MPB. Enfim, uma referência musical e cultural.
Durante a administração do prefeito João Bosco, Ramiro Guedes foi titular do Departamento Municipal de Cultura.

Embora inédito em livro, é autor de inúmeras crônicas e poemas, além de reportagens, pois se tornou um dos jornalistas mais reverenciados em Teixeira de Freitas e no extremo sul da Bahia.

Marcou presença na antologia “ATL em verso e prosa!” com a crônica “O Circo Nerino” em 2016. Ganhou uma menção honrosa no I Prêmio Castro Alves de Literatura, categoria Poesia, versão interna, com o poema “Feliz Ano Novo”.
No próximo dia 2 de dezembro será homenageado pela Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO) pela trajetória como homem de comunicação e de letras.

Enquanto isso, segue torcedor do Cruzeiro, leitor privilegiado e, especialmente, amigo e confrade de todas as horas.

Fiquem ligados! O próximo  é o poeta Castro Rosas.

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Poesia para a ALMA - Pedro Henrique Pinheiro Barbosa


Livro da vez

SINOPSE:
Neste livro vocês irão encontrar pequenas poesias, que nos permite apresentar o outro lado da satisfação humana, o lado da reflexão, do existir, do pensar, expondo fatores como: Nunca desistir dos sonhos, perseverar nas dificuldades, acreditar em si próprio, o porquê do saber esperar, entre outras sínteses interessantes, sendo um excelente companheiro para o seu bolso ou cabeceira.
Boa Leitura !!!! 

Compre o livro aqui: Clube dos Autores

Pedro Henrique Pinheiro Barbosa

Nasceu na cidade do Rio De Janeiro, eterno estudante da Arte, fã de livros biográficos, começou a escrever há pouco tempo. Adepto de poemas e poesias, sempre visualiza na Arte uma forma de mostrar um pouco de sentimento da cultura chamada poesia. Em sua obra ele propõe entreter o leitor com sua linguagem clara e sucinta.







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Atenção MOTOCICLISTAS

Arte: Dido - IBMC
Comunicado & Pedido.
Eu estou construindo um trabalho jornalístico e preciso traçar UM PERFIL - de alguém ou algo.  Por vivenciar o universo dos motociclistas decidi assim, escrever sobre esta classe de infinitas formas:
O perfil de duas rodas, 
Motociclistas, 
Moto Clubes (pequeno, médio ou grande), 
Quem vive deste mundo ou, 
Quem é um simples apaixonado por duas rodas. 

Regras e Avisos
✔️Entrar em contato pelo e-mail: leiturasplus@gmail.com
✔️Informe no e-mail que tem interesse. Seus dados mais essenciais com: Nome - idade - Cidade/Estado - Moto Clube (quantos integrantes) - Moto - desde quando é motociclistas e se poderei agradecer no final do meu texto a você.
✔️Escreva uma história sua (não será publicada - mas precisarei expor meu texto para meu grupo de estudos jornalísticos e em seguida neste site; A sua história servirá de base para construção do perfil escrito por mim; por isso preciso ter certeza se será possível coloca-lo nos meus agradecimentos. (VOCÊ DECIDE).
✔️História, viagem, encontros, rock, amor ❤️, sua paixão por este mundo peculiar,  velocidade, moto esportiva, moto Custom, um episódio. Escreva o que você gostaria de contar. FIQUEM A VONTADE.
✔️Escreva sem se preocupar com texto bonito (essa parte estou estudando, para ao menos tentar fazer o melhor). Então, apenas conte o que deseja; desabafe,escolha um episódio e  me apresente seu mundo de duas rodas. 
✔️Tamanho do texto: 1 página word com máxima de 2 páginas - Fonte: Times, tamanho 12 OU caso prefira, envie um ÁUDIO contando sua história ( optando pelo áudio, informar no e-mail).
✔️ Por quê - quando - onde - como - o quê - quem? O básico para nortear um bom texto.
✔️ Este é um projeto jornalístico , com objetivo MAIOR de escrita (Fiquem ligados que vem mais  novidades deste mundo peculiar).
✔️Caso algum motociclista tenha interesse de expor sua história no site Leituras Plus, em formato de relato ou crônica, podemos conversar e entrar em acordo, com muito amor e Rock in Roll. 
✔️ Claro! Tudo tem prazo. Tenho limite de data para estudar e produzir o texto. Logo, irei receber os texto a partir de 10/10/2017 até o dia 20/10/2017. Em seguida terei duas semanas para estuda-los e produzir.
✔️ Espero poder contar com essa família maravilhosa, que sempre recebe bem e continua abrigando com amor em eventos e nas viagens de duas rodas pelo Brasil afora.


Beijos na alma
Patrícia Brito - www.patriciabritto.com


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