Quiçá – Luisa Geisler. LVA 4


Ano: 2012 / Páginas: 240
Idioma: português 
Editora: Record


Arthur aparece na casa de Clarissa como um parente do interior, quase desconhecido. Jovem problemático, tentou suicidar-se, foi internado e, agora, irá passar um ano letivo com seus tios e com a prima de 11 anos. O primo desajustado vai mostrando, no seu tom monocórdio uma crescente humanidade em relação à Clarissa. Compartem da mesma solidão, num medo, talvez, de perder-se, de diluir-se, sem que ninguém os veja. O romance foi vencedor do prêmio Sesc de Literatura 2011. 







RESENHA:

"Full HD, conexão à internet, com 3D, 52 polegadas" 
Quase um mantra, tendo em toda obra.

Ao finalizar a leitura desta obra, fica uma singela pergunta: É mesmo necessário seguir todas as regras, disciplina e padrões? Não só aqueles padrões louváveis, mas também aqueles insurgentes ou lastimáveis.

Esta obra é a quarta leitura do Projeto Literatura Verde Amarela, na qual eu e Cilene do Blog Meu Vício Literário estamos estudando e tentando entender o que tem de especial nos livros vencedores do Jabuti e Sesc.

Quiçá foi premiado pelo SESC de literatura 2011 e muito bem aceito pelos críticos.

O enredo tem confrontos de personalidades dos personagens principais. Enquanto, Clarissa é uma filha exemplar, cumprindo exigências que ela mesma impõe, nos seus poucos 11 anos, tem uma rotina puxada com estudos, aula de natação, piano e  zelo com seu gatinho.

Seguindo a linha oposta, o seu primo Arthur é um ex-suicida, fumante e tatuado, não tem hora para nada e não leva os estudos a sério.

O conflito maior surge quando Arthur passa a morar com a prima Clarissa e o pais dela Lorena e Augusto. Profissionais ocupados, dono de agência de publicidade, que só chega em casa depois da 20h, assim deixa a desejar com a responsabilidades de pais educadores, exigindo da própria Clarissa o comportamento adequado.

"Clarissa sorriu para mãe, a linda mãe, a mãe que dormiar três horas por noite. Esqueceu-se de Arthur, da ausência do pai, das conversas que Arthur tinha com a família, com Augusto, esqueceu-se das caronas, das vezes que espera pelos pais acordada, das vezes que pediu que chegassem cedo para que pudessem jantar juntos e eles não puderam. Era linda, a mãe". (p. 189)

Seria uma obra simples, básica, se não fosse: a criatividade da autora e fazer uma narrativa não linear. A leitura é dividida em três momentos: 1. Os capítulos principais; 2. Entre um capítulo e outro uma reflexão, mensagem, ou texto solto; 3. E o almoço de Natal.

Além de não ser linear, encontra-se a simplicidade da escrita, as brincadeiras com as palavras e frases fazendo a leitura seja rápida. Alguns momentos você pode ler em voz alta, resultando em momentos divertidos com a narrativa.

A ONU estima que 4,4 pessoas nasçam por segundo no planeta e 1,8 pessoa morra por segundo no planeta
tique, 4,4
taque, 1,8
E agora você é mais velho do que jamais foi.
tique
taque
E agora você.
(p. 29)

Com este projeto LVA venho questionando cada vez mais as leituras premiadas, as exigências dos jurados ou críticos literários. A cada leitura fica evidente que a escrita mais surreal, inexplicável tem voz vencedora. Até agora, apenas um romance profundo e bem trivial foi vencedor que apreciei com entusiasmos, os outros até este, percebo que a criatividade é um preceito destemido.

Porém, ficam aqui algumas ponderações a serem ressaltadas como leitora. Cada obra tem sua singularidade, neste especifico, a leitura fluiu, mas alguns impasses e indagações foram encontrados, como: Uma família de classe média alta, onde tem a filha pequena, por qual motivo não tem uma secretária no lar? Um primo na qual tem sérios problemas de personalidade e comportamento, com apenas 18 anos fica totalmente responsável pela prima ao ponto de frequentar as reuniões escolares. Questões com “verossímil” que como leitora compulsiva fiquei questionando.

Mesmo com estes enigmas, a leitura é deliciosa, tranquila, tem leveza. Foi uma descoberta/estudo bem prazerosa, assim como conhecer e acompanhar carreira da autora. 

E o final? O que falar? Tem final? Leiam e me contam. 

Foto: Site Sesc

Autora: Luisa Geisler (17/06/1991) nasceu em Canoas (RS), mas passa dois terços de seu tempo em Porto Alegre, estudando Relações Internacionais. Contos de mentira é seu livro de estreia, mas conquistou o prêmio Sesc de literatura. Para alguém que nasceu em 1991, não é pouco o que já fez: ganhou prêmios literários, publicou contos em antologias, revistas e na internet, traduziu, lecionou inglês, arrancou os sisos, tentou fugir de casa, estudou cinco idiomas estrangeiros e somou outros tantos feitos afins. (Fonte: Skoob)

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Academia Teixeirense de Letras - Cristhiane Ferreguett



Cristhiane Ferreguett, para alguns, é a pesquisadora talentosa no universo das letras; para outros, a protetora dos animais.

Formou-se em Letras em Teixeira de Freitas, quando existia apenas este curso no município. Depois viram as especializações, o mestrado e o doutorado.

A sua defesa de mestrado foi bem produzida e elogiada no universo acadêmico como também pela mídia, resultando no lançamento da sua dissertação em livro pela editora Baraúna, SP, 2009, com título “A criança consumidora, propaganda, imagem e discurso”.

“Sou professora de cursos de licenciatura na Universidade do Estado da Bahia e sempre percebi a ausência da leitura e discussão de textos midiáticos por parte do professor do Ensino Fundamental e Médio. Gostaria que meu estudo servisse de apoio para o trabalho do professor do Ensino Fundamental junto às crianças no processo de discussão de textos midiáticos – em especial o texto publicitário – e para o embasamento de uma leitura crítica de revistas que circulam em nosso meio social. O diálogo e o debate permanente dentro dos diversos espaços sociais da criança é o caminho mais adequado para que ela tenha um olhar crítico sobre os diversos discursos que circulam no meio midiático”.
(Entrevista à Revista Ponto com)


Cristhiane Ferreguett é secretária-geral da Academia Teixeirense de Letras (ATL), ocupando a Cadeira 03, desde o nascimento da instituição em 2016. Ela é, portanto, um dos fundadores da ATL.

O mundo das letras fascina a acadêmica que é autora de contos e participa da antologia “ATL em Verso e Prosa!” com a narrativa “A Navalha”, devendo reunir sua produção em um livro solo.

Além do magistério superior e das letras, Cristhiane também se destaca em Teixeira de Freitas como protetora dos animais, desenvolvendo um trabalho efetivo e reconhecido há muitos anos.

“... nenhum dos prefeitos eleitos, desde a emancipação da cidade (1985), teve a preocupação de implantar políticas públicas em prol dos animais”.


Sendo assim, em 1995 ela edificou um acanhado canil no fundo da sua casa e foi resgatando animais abandonados, mutilados e em situações de maus-tratos. Aos poucos essa linda atitude foi ganhando entusiasmo até que em 2002 a ONG SER LUZ brotou, visando profissionalizar nas questões de estudos e conhecimento. Mais tarde com novos conhecimentos obtidos em Porto Alegre (RS), onde fez seu doutorado em linguística na PUCRS, ela fundou a ONG NOSSA ARCA com o apoio da população e voluntários. 

Graças a essa ação proativa e comprometida com a causa animal, Cristhiane Ferreguett recebeu a Medalha Personalidade 2012, categoria Ativismo Cultural, concedida pela Academia de Artes de Cabo Frio (ARTPOP). A honraria lhe foi entregue durante a III Conferência de Cultura de Teixeira de Freitas pelo então prefeito João Bosco, pelo diretor de Cultura Ramiro Guedes e pelo delegado cultural da ARTPOP para a Bahia, Almir Zarfeg.

Profissional competente e artista sensível, Cristhiane Ferreguett segue fazendo história em Teixeira de Freitas e região.


O próximo acadêmico será Celso Kallarrari

***

By: Patrícia Brito
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NATAL SEM LUZ - Patrícia Brito. Conto Premiado.


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CAPA: Larissa Dutra


É véspera de Natal, final de tarde em Nova York, eu adormeço junto com Aninha no sofá, sono puro de uma menina de três anos. Horas depois, sou acordado com uma ligação insistente. Ao atender, sem conseguir identificar quem era, escuto apenas uma voz masculina desesperada.

– Liga a TV AGORA!

Como se contaminado pelo desespero, ligo rapidamente a televisão e escuto o noticiário.

“A rebelião começou há poucas horas no Presídio, equipes de segurança trabalham no local, também permanecem policiais lá dentro. Um detento chamado por “Pílula” comanda a rebelião. E a segurança local acaba de nos informar que há jornalistas na ala onde ocorre um incêndio; os dois jornalistas do The City’snewspaper são: a jornalista Rose Lee e James Walker, repórter fotográfico.”

Não consigo escutar mais nada; mesmo assim, mantenho a televisão ligada enquanto, ainda em choque, pego novamente o celular e encontro ali inúmeras mensagens da Rose.

“Entrevistando Pílula.”

“Rebelião.”

“Fale para Ana que a amo muito.”

Começo a entrar em desespero; não sei o que fazer, respondo as mensagens e não tenho retorno, ligo para redação e ninguém informa nada. Apenas berro com um dos atendentes:

– POR QUAL MOTIVO ESCALARAM A ROSE PARA ENTREVISTAR O MALFEITOR DO PÍLULA? ELA É MÃE, TEM MARIDO – grito sem ter mais noção do que falo, do que faço.

ü  

Estou dentro de um prédio lindo, três andares, corredores enormes, escadas largas. Seria uma obra de arte, se não estivesse de fato dentro de um presídio.

James foi meu escolhido, por ser estilo lutador de MMA, o que me deixa segura dentro do ambiente em que me submerjo. E a pessoa a quem irei entrevistar acaba de entrar na minúscula sala, onde já me encontro. Dois policiais se mantêm posicionados do lado de fora, fecham a cela, eu e James estamos diante do “Pílula”, um jovem senhor de 45 anos, aparentemente apresentável ao ponto de enganar corações cegos. 

– Você é uma jovem corajosa. O que você quer saber de mim?

– O que é Natal para você? – Tento ser fria diante do monstro que entrevisto.

– Como você acha que é? Só porque executei quinze pessoas, sendo uma especial, para mim ou só porque cortei a cabeça de outra por me dever um dólar, não quer dizer que eu seja uma pessoa tão má, não é mesmo? Tenho Deus no coração, mas também tenho prazer em ver sangue, sofrimento. Por isso repito. Você é muito corajosa.

As palavras dele gelam minha alma, posso ser fria ao expressar sentimento, mas maldade é inaceitável e me sinto aterrorizada com a frieza de quem o faz. Penso na minha filha, no meu futuro ex-marido, pois saímos brigados por eu estar no meu quinto plantão. Afinal, já são cinco anos de casados em nenhum Natal tivemos a oportunidade de passar juntos. Será que eu havia destruído meu casamento por ganância profissional? Não tenho tempo para formular minhas respostas, muito menos uma nova pergunta.

A sirene toca, escuto gritaria, empurra-empurra, inclusive dos policiais. Olho para James, e Pílula no impulso de escapar, me segura e aponta uma arma. Ele é poderoso, com certeza recebeu ajuda para estar armado. E naquele breve instante nos fez ajoelhar diante dele... Ajoelhamos... Minhas vistas escurecem.





Patrícia Brito
Conto premiado.
3º Lugar – Concurso Castro Alves

ATL – Academia Teixeirense de Letras

Direito Autoral
LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, considera-se:


I - publicação - o oferecimento de obra literária, artística ou científica ao conhecimento do público, com o consentimento do autor, ou de qualquer outro titular de direito de autor, por qualquer forma ou processo;
Capítulo II
Da Autoria das Obras Intelectuais
Art. 11. Autor é a pessoa física criadora de obra literária, artística ou científica.
Parágrafo único. A proteção concedida ao autor poderá aplicar-se às pessoas jurídicas nos casos previstos nesta Lei.
Art. 12. Para se identificar como autor, poderá o criador da obra literária, artística ou científica usar de seu nome civil, completo ou abreviado até por suas iniciais, de pseudônimo ou qualquer outro sinal convencional.

Att.
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Estrada Real - Marlon Moraes


Ano: 2013 
Páginas: 341
Idioma: português
Editora: Templo


Onde o destino se desenhou? Sem uma resposta sequer, inspirado por um amor maior, o Autor se aventurou em um outro caminho: a Estrada Real. Das montanhas em Minas Gerais, entre as matas por São Paulo, ao mar de um Rio de Janeiro; redescobrem-se nos passos das páginas as antigas vilas, o circuito das águas, a Serra da Mantiqueira, a Garganta do Embaú... Paraty! Passeando pela História cultural e religiosa das cidades que compõem o magnífico Caminho do Ouro, poeticamente, Marlon Moraes apresenta o destino onde duas vidas em uma se encontraram.



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Cultura
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Emoção
O caminho do ouro
Estrada Real


A obra...

Partida


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Chegada




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Nihonjin – Oscar Nakasato. Projeto LVA #3



Ano: 2011
Páginas: 176
Idioma: português
Editora: Benvirá

SINOPSE:
Hideo Inabata é um japonês orgulhoso de sua nacionalidade que chega ao Brasil na segunda década do século 20 com o objetivo de enriquecer e cumprir a missão sagrada de levar recursos ao Japão, conforme orientação do imperador.
O trabalho no campo, a adaptação ao Brasil, a morte da primeira esposa e os conflitos com os filhos Haruo e Sumie são um teste para a proverbial inflexibilidade do Nihonjin (japonês). O narrador, neto do protagonista e filho de Sumie, empresta voz e visão contemporânea à transformação do avô e do seu sonho de voltar rico para casa.


RESENHA

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Nihonjin = Japonês

Se toda história fosse estudada no período colegial, por meio de livros romanceados, com certeza muitos interessariam em aprofundar no conhecimento e poderiam ir muito além que obrigações.

A colonização japonesa é uma história rica, profunda e delicada no contexto biográfico do Brasil.

Vocês entenderão nesta resenha, em poucas linhas, como ocorreu e os fatores que impulsionaram a era Japão X Brasil.

A chegada dos japoneses aos países americanos, mais exatamente ao Brasil, começou oficialmente no início do século XX, no ano de 1908, em 18 de junho. Em São Paulo, foram desembarcados no porto de Santos, interior paulista, 781 lavradores em busca de trabalho nas fazendas dos cafezais. O último navio foi só em 1973. Portanto, por mais de 60 anos, o Brasil recebeu a população oriental em busca de novas oportunidades.

Esse anseio da imigração ocorreu por dois fatos. Primeiro: o Brasil estava no auge da plantação de café, sendo este o grande estímulo da economia da época. Porém, mesmo com bom desenvolvimento econômico, existia a falta de mão de obra. O segundo fato é exclusivo do Japão que, por se encontrar em período de grande crescimento populacional, a sua economia não conseguia gerar empregos suficientes para toda a população. Sendo assim, suprindo necessidade de ambos os países, decidiu-se por selar o acordo imigratório.

Mas os problemas dos nipônicos estavam apenas iniciando, pois a adaptação foi difícil, os sonhos eram grandes e as condições sempre desfavoráveis.

É justamente tudo isto que iremos encontrar na obra do escritor Nakasato. Este escritor, neto de imigrantes japoneses, Mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade Estadual Paulista, é professor de literatura e linguagem na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Estado no qual reside atualmente. Tem outros escritos, contos premiados; e este livro, o quarto a ser estudado pelo Projeto Literatura Verde e amarela, é o grande vencedor do Jabuti 2012.

Um livro curtíssimo, de apenas 175 páginas, mas de uma essência incomparável, causando em qualquer leitor muito além de conhecimento a peculiaridade da cultura. Costumes diferentes que, no decorrer da leitura, os julgamentos mudam para compaixão e compreensão. São tradições chocantes, mas intrínsecas.

Quem narra a história é o neto de Hideo, e a proposta do personagem é mostrar a dor do avô Hideo, ao chegar ao Brasil com um plano e ver tudo sendo sufocado por uma cultura diferente, sem nenhuma expectativa de crescimento, assistindo a seu sonho de retornar ao seu país escapar.

A obra se inicia na casa do tio Hanashiro, onde Ojiichan explana a sua decepção em não ter conseguido retornar para o Japão. Sendo assim, passamos a conhecer toda a história de Hideo.

A partida, despedida no Japão, a chegada ao Brasil, o sonho de fazer riqueza e poder voltar ao país, a mulher frágil, a decepção com o amigo, o trabalho pesado (passa o tempo e o trabalho ainda mais pesado). Se fosse dividir o livro em duas partes, essa seria a primeira.
A segunda fica por conta da família que Hideo construiu: os filhos, a luta pelo sustento e para manter a tradição cultural na educação em um país totalmente diferente.
Um livro muito delicado, sutil, profundo. A cultura japonesa é forte e às vezes severa. Sentimos isso com muita firmeza na escrita de Oscar Nakasato. O escritor mantém bem de leve as denominações do país, como:

Hahanokai
Gaijin
Ojiichan
Okanchan
Nihon

Outra elegância e solidez da obra – é como a personalidade de cada personagem é exposta no decorrer da narrativa. Os leitores conhecerão por meio de comportamentos e sobrelevação das batalhas diárias.

Muitas cenas tristes e dolorosas, algumas superações. Duas cenas são uma pancada na alma: 1. Imagine uma criança ser expulsa de casa por mau comportamento. 2. Na reta final a parte chocante atende por Kachigumi. Spoiller? Acho que não, pois vocês precisam ler, para compreender e sentir cada angústia no livro.

Encontramos todos os requisitos de uma obra campeã: boa escrita, enredo cativante, personagem bem descrito, narrativa leve, mesmo em cenas delicadas, sem falar no conhecimento proporcionado. Nihonjin é um livro que nos ensina, propiciando muito mais conhecimento, que uma simples leitura informativa ou de lazer.

***

Autor: Oscar Fussato Nakasato nasceu em setembro de 1963 em Maringá-PR. Seus pais tinham um sítio em Floresta, cidade próxima a Maringá, onde morou até completar 8 anos. A partir de então, passou a residir em Maringá. Posteriormente em Apucarana-PR, na Vila Agari. Professor na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Graduou-se em Letras na Universidade Estadual de Maringá depois de uma dolorosa experiência de dois anos e meio no curso de Direito. Também mestre em Teoria da Literatura e Literatura Comparada e doutor em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual Paulista. (Skoob)



"Temos literatura, filmes, novelas e peças teatrais em muito maior quantidade explorando a história da imigração italiana, a exploração do negros e até mesmo sobre as colônias alemãs no sul do país. No entanto, sabemos pouco sobre a formação das colônias japonesas no Brasil, e olha que nosso país é o que mais abriga japoneses fora o seu país de origem.

Neste romance, história e ficção se confundem torneados por belíssimas cenas de amor, paixão, resiliência e tristeza, chocando-nos ao perceber que tem menos de 200 páginas, posto que tão grande é seu conteúdo." 
 Cilene Resende

Resenha completa de
Cilene Resende
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O projeto é em parceria com Cilene, Blog


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By: Patrícia Brito
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Academia Teixeirense de Letras - Athylla Borborema





“Athylla Borborema escreve como fala. E dele as palavras vêm num turbilhão para um encaixe perfeito. Usa um vocabulário farto em expressões populares –, uma linguagem compreensível tanto para o tira da delegacia quanto para o bandido ou para o empresário bem-sucedido.”

(João Brandão da Silva Neto)

É com esta acepção que apresento a cadeira 2 da ATL.  Atylla Borborema nasceu em Foz do Rio Cahy, balneário de Cumuruxatiba no litoral norte do município de Prado, mas logo cedo, ainda na infância, passou a ser morador de Itamaraju, município do Extremo Sul da Bahia.

Almejando de ser jornalista fez Athylla, ainda jovem, se mudar para capital baiana. O resultado a partir desta mudança chega ser difícil ser enumerado em um único post, por ser dono de currículo vasto. Vejam:
  •  Bacharel em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia – UFBA (1992).     
  • Formado em Rádio e TV pela Extensão/Bahia pelas Faculdades Integradas de Teologia e Filosofia de São Paulo – FAITEFI/SP (1993).
  • Graduado em publicidade propaganda e pós-graduado em assessoria de imprensa administrativa pela Universidade de Brasília – UnB (1999).   
  • Mestre em Jornalismo Científico pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC (2013).
  • Doutorando em Jornalismo Científico pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC (2014/2017).
Sua carreira jornalística iniciou de fato em Itamaraju. Em agosto de 2006, ele consolidou um projeto que ansiava desde o ano 2000, que foi a criação do portal de notícias “Teixeira News”, mas se Leituras Plus for estudar todas as conquistas da pessoa do dia, até chegar de fato às conquistas literárias, precisaríamos de outros infinitos posts.

Sendo assim, iremos apresentar a partir daqui suas vitórias na escrita. O jornalista/autor começou a carreira nos anos 90 do século passado.

Suas obras são:


Amor à Paz, com tema a busca por excelência na vida pessoal e profissional, a obra é técnica.
Tiro e Dor em Silêncio, que narra as estatísticas de crime contra a vida na Costa do Descobrimento. Essa obra foi publicada 14 vezes.
O inimigo agora é outro, uma dissertação na área da comunicação, lançado 4 vezes.
Folia das Palavras, livro de poesia em que o autor brinca com as palavras, já na sua quarta edição.
A menina do céu cor-de-rosa, um clássico da literatura brasileira, com assunto polêmico e delicado, narrando a história de uma adolescente estuprada pelo pai, prostituída, aventureira e drogada (7ª Edição).
O Capoeirista das Palavras, literatura de cordel com muita emoção e rima.
Meus Gatos, Meus Anjos, aos apaixonados por animais de estimação, esta obra são de contos sobre a missão dos gatos na vida das pessoas.

Outras obras de sua autoria são: Comunicação na Bandeja; Infância Violentada; Do Assessor de Imprensa ao Assessorado; Arroto; Perfil Criminoso; Casamento Sem Sexo; A fome que me comia; Menino da Roça; O poeta que comprou o mar; A Prova do Crime; O Diálogo do Perito com o Cadáver; Carnaval dos Poetas.

Além das obras mencionadas, Atylla também é autor de mais de mil artigos dirigidos, e matérias investigativas, além de ter dirigido mais de cem teledocumentários institucionais em filmes de curta-metragem.



O escritor não é só membro da ATL, mas também membro de outras academias, como: ARTPOP - Academia de Letras e Artes de Cabo Frio; ALMAS - Academia de Letras, Música e Artes de Salvador; AMBA - Academia Mineira de Belas Artes; ALAF - Academia de Letras e Artes de Fortaleza; NLAL – Núcleo de Letras e Artes de Lisboa.

Athylla, com este amplo currículo, jornalístico e autoral, junto com o polivalente presidente Almir Zarfeg... enfim, percebemos que a ATL se encontra em boas mãos para fazer um ótimo trabalho literocultural em Teixeira de Freitas e região. 


***
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Conheça o Presidente da Academia Teixeirense de Letras, Almir Zarfeg Clique Aqui

Próximo mês é a vez de apresentar a cadeira 3, Cris Ferreguett.
Fiquem ligados.
Aguardem!


Patrícia Brito


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Parceria - Carolina Gaio



Quando você anuncia "não poderei fechar parceria em 2017", por vários fatores, sendo o principal, os estudos. Porém, a gentileza em pessoa, e vasto profissionalismo, muda todo seu rumo e fica impossível recusar. 

Apresento:



Carolina Gaio é mestre em Sociologia (UFRJ) e em Análise do Discurso (UERJ). É editora, diretora teatral e professora de pole dance. Na Multifoco, além de editar temas gerais, nos mais diversos selos da editora, possui quatro selos. À margem, sobre temas marginais da sociedade, que engloba ficção e não ficção; e seus três selos não ficcionais: Encena e Multifoco Música, para literatura técnica, biográfica e acadêmica sobre teatro e cinema, e sobre música, respectivamente; e o Livres, selo em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP sobre direitos humanos.
Com 10 anos de carreira, Carolina também trabalha com Tradução (Inglês e Italiano) e revisora de texto.






Algumas Obras que Carolina editou:


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Parceria fechada, vamos conhecer essas e outras obras.
Aguardem!

Patrícia Brito





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